sábado, 28 de fevereiro de 2009

Nunca antes na história de Tapes

Estação de Tratamento de Esgotos de Tapes, onde pela inatividade estão criando peixes e local de banho, sem a preocupação com os “coliformes fecais” que ainda não chegaram às bacias de captação e tratamento

"Abençoados os que esquecem, porque tiram proveito até mesmo de seus equívocos" (Nietzsche)


Tapes é uma cidade que viveu com diversas promessas, todas elas oriundas das esferas de poder que conduzem o povo na saga em busca "não se sabe nem do quê", pois "nunca antes na história de Tapes" se viu tantas "obras", e o plágio ao Governo Federal chega "para todos" como uma promessa divina de atravessarmos o mar vermelho só pela "lábia" bem aplicada no povo, e acreditam os responsáveis pelo problema "público", seja isso, "tudo marolinhas" e nada importante para futuro da comunidade.

Nas últimas duas décadas, nas últimas cinco administrações públicas o que mais se observou neste tempo todo foram ações que se mostraram inócuas e desprovidas de sentido prático. O bosque municipal, "obra" que iria transformar o antigo camping municipal em área de lazer e de acesso a população, ainda aguarda que se dignem a tomarem as providências para adotarem as medidas propostas, de uso público para o lazer e cultura da cidade. Não é ainda visível esta situação de melhorias, mas em compensação a situação de "piorias" se amplia com o passar dos anos.

Outra situação, que "nunca antes na história de Tapes" ocorreu, está agora ocorrendo, caso das entidades de proteção aos animais e seus protetores que estão sendo “pressionados” pelos “órgãos públicos” para resolverem o "problema" do abrigo provisório de animais de rua em suas casas. Os mesmos não cobram da administração pública as promessas de "apoio" para adoção de medidas visando dar condições dignas aos animais de rua e sustentação de uma ação voluntária destas pessoas, que tem um sentido mais humano com os bichos, do que os políticos com o povo. A cada eleição assistimos vários se elegerem pelo voto do povo, e nenhum capaz de pensar e agir por uma política de bem estar animal.

A promessa de melhorias no turismo local se resumiu na "Cidade dos Cavalos", e a população já acredita que a "Cidade dos Carrapatos" também é um bom motivo para alavancar o turismo..., lá em Arambaré, nosso vizinho balneário que a cada dia atrai mais pessoas para suas praias. Uma época atrás, ouvi falar e li nos jornais, que com um barco de uma entidade ecológica que não existe mais, foi feita uma campanha para "torpedear" o Turismo local, quando aos berros em megafone, foi alertada a "poluição da lagoa".

A lagoa continua dia a dia sendo poluída, e quem "gritava" antes, agora faz um "silêncio obsequioso" na tentativa de "escamotear" a real situação das condições de balneabilidade das águas que banham nossa orla, e que, como havia escrito no verão passado, qualquer cidadão incauto ou que não saiba da real situação irá se banhar sem a preocupação e sem algum indicativo do perigo que está sujeito o banhista. O indicativo é a Placa de Alerta da FEPAM que "normalmente" some após ser colocada pelo órgão ambiental do Estado.

Quanto as "obras" que "nunca antes na história de Tapes" se viu, a população questiona se os quase R$ 150 mil de dinheiro público para compra por desapropriação de uma área de banhados, afim da construção da "Cidade dos Cavalos" não será pouco o recurso para tal intento, visto os valores duplicados para "aterrar" tal banhado, e que aumentarão em muito os custos para "tal" iniciativa Turística.

Quanto a questão ambiental, que o Governo local não tem "tato" ou "sentido" apurado para ver que "nunca antes na história de Tapes" ou em qualquer época esteve tão ruim, fazendo de conta que não existe problemática, escondendo da população o resultado do famoso "diagnóstico" das condições das sangas, demonstra que não há interesse no tema e na necessidade de ser pautada esta questão. O COMPEMA, que é uma fachada de Conselho de Controle Social, nem tomou conhecimento sobre Aterro, localização ou impedimentos legais e ambientais referentes a obra, que por obrigação da Lei Municipal n° 2447/2006 - é competência "exclusiva" do COMPEMA "art. 2º, inciso I - analisar e aprovar ou não o projeto de entidades, públicas, ou privadas objetivando evitar exploração predatória ou poluidora de recursos ambientais".

Demonstra-se que chegamos na beira do abismo. Só falta alguns "ex-Ecologistas" começarem a gritar no megafone que querem mais um aterro/lixão em Tapes para que Arambaré aumente suas rendas com o Turismo, e a cidade sucumba no "adubo" dito diariamente sobre os avanços que "nunca antes na história de Tapes" se viu.

Outra situação, das muitas que poderia enumerar aqui nesta coluna, mas o espaço me restringe a escrever o mínimo possível, é a falta de atendimento a uma antiga necessidade da comunidade tapense, a atenção a questão dos resíduos sólidos de nossa cidade, e não de 11 cidades da região, que pensam os "pró-lixão" estarem fazendo um bem a sociedade. Sim, a sociedade com os investidores que estavam presentes a Audiência Circense realizada na Câmara de Vereadores, só esperando o momento para ter certeza que irão investir/lucrar com a proposta que "salvará" a cidade dos tapenses, e poderá elevar a Qualidade de Vida daqueles que fazem seu "turismo" lá em Santa Catarina.
Julio Wandam
Ambientalista

Audiência Pública: "ex-ecologistas meia boca" fazem "claque" para Prefeitura

A audiência pública para apresentação do Projeto do Aterro Sanitário Intermunicipal com intenções de ser instalado em Tapes/RS acabou em “marmelada”.

Para “palhaçada” e “circo” faltou pouco, até mesmo porque o “grupo circense” era reduzido aos “CCs” do governo e alguns “ex-Ecologistas meia boca” que foram aplaudir a intenção de trazer lixos de outras cidades para a nossa cidade a beira da lagoa.

Não resolveram o problema local, continuando a enviar os lixos sem licença ambiental de parte da FEPAM para o lixão da Camélia e agora querem trazer mais lixos de sete cidades, podendo chegar a onze as comunidades que enviarão os resíduos sólidos urbanos para o Aterro Sanitário, possível “futuro” Lixão do Capão Alto.

A presença da comunidade também era reduzida, limitando-se aqueles que ainda possuem “coragem” e “saco de filó cor-de-rosa” para aceitar as demagogias na Tribuna da Casa do Povo, ditas por quem “acredita” estar solucionando os problemas dos outros, esquecendo de resolver “um” problema crônico que esta administração herdou: o mundialmente conhecido “Lixão da Camélia”.

Acharam que ganhar a eleição seria só festa? Pois não foi em 2004 e não será neste novo “mandato” que alegam, a população lhes deu. O que se vê nisto tudo é uma “falta” de respeito com a inteligência alheia. Ou eles acham que “todo mundo” é povo de “Asno City”, cidade irmã de “Horse City”?

Quando alegam que estão “tratando do lixo” da cidade, deveriam reparar no Lixão da ETE, a céu aberto, em zona urbana, com crianças e tudo fazendo catação no local. Com pés descalços, procuravam tijolos em meio a um amontoado de materiais de construção, tábuas com pregos nas pontas, vidros, e lixos diversos, como pneus e sofás, além dos lixos de poda que são jogados a anos nesta avenida da cidade, no Balneário Rebello, em frente a ETE e já conhecida da FEPAM e do Ministério Público, e após diversas denúncias feitas, ainda está funcionando atraindo além dos vetores, as crianças que buscam materiais para uso em alguma obra em beira de sanga, em área de preservação, outro “câncer” da cidade e que as “otoridades” dizem estar resolvendo. Onde?

Fica uma lição desta audiência, quando se viu foi o atropelo das leis, inclusive pelo órgão ambiental do Estado que não ficou até o final da Audiência Pública, alegando que o “órgão fora convocado” para uma audiência sobre uma proposta de “localização”, e como não haveria IEA/RIMA sendo apresentado à apreciação do “órgão”, e sim a aprovação de uma “área para o empreendimento”, acharam por bem sair ‘por existirem outros compromissos’ assumidos.

Parece surreal? Sim, foi isso mesmo, pois o órgão ambiental do Estado, que aprecia o processo n° 6554-05.67/08.0, em que está bem claro “do que se tratava o assunto”, evadiu-se do local antes de seu término, o que irá invalidar qualquer documento que seja emitido para dar continuidade ao processo de “Instalação do Empreendimento” no Capão Alto.

O que também possibilitou uma lição ao “escriba que vos apresenta a presente missiva” é que chegou-se aos limites possíveis, quando durante 11 anos se luta pelo fechamento da Camélia e “ganha-se” todos os enfrentamentos, “prova-se” com documentos dos órgãos ambientais e do MP que atestam a necessidade de fechamento e recuperação do local, e o descumprimento da lei posta, até mesmo pelos que têm o dever de zelar por estes papéis com tinta impressas chamada “Legislações”, que acabam sendo desconsideradas.

Muitos dos “ex-Ecologistas meia boca” e a “Claque” do SIM, composta por “interpretadores da lei”, que o fazem com a Graça de Sua Alteza que “ressurge” para defender não sabe nem o quê, ficam em êxtase e ovacionam as interpretações “difusas” daquelas que privilegiam a Economia e não mais a Ecologia nas leis constitucionais.

Antes, em épocas douradas, fosse do “Home do Relho” tal idéia de “Re$olver” os problemas de lixos das outras cidades, seria o Hamas, o Fatah, o Bové, o Hugo “Chave” e outros “companheiros” convidados à vir a Tapes para se manifestar... “contra” é lógico! “Badernas” boas faziam “os meia boca” em tempos áureos. Arambaré e o companheiro do lado de lá agradecem até hoje os “turistas” enviados por Tapes nos últimos anos.

E pior, é saber que temos de aceitar inúmeras outras “patuscadas” destes que se intitulam ‘o lado bom’ da Força e que os “outros”, “os que perderam” eram “piores” do que eles. Pesando bem na balança, a única coisa que me lamenta foi o dia de “Circo e de Picadeiro” chamada “Audiência Pública”, quando perdi de participar do Fórum Social Mundial 2009 no outro lado do país, em Belém do Pará, onde poderia até mesmo topar com o José Bové e perguntar-lhe se ainda está fazendo atentados em lavouras de transgênicos, pois aqui em Tapes se propaga (algumas espécies) “Parecidas com Transgênicos” e que tentam atestar como “ecológicas” suas genéticas.

Julio Wandam
Ambientalista

A namorada da lagoa não mora mais aqui...



Poucos dias atrás, ouvia ponderações de cidadãos comuns sobre a polêmica do Aterro Sanitário atrás da Escola Agrícola em nossa cidade, e entre muitas falas uma chamou a atenção pela lógica e criatividade “pensante”.

Tapes, em tempos áureos já foi chamada de cidade da “Namorada da Lagoa”, e que agora, há muito, se sabe que a Lagoa está na UTI e a ex-Namorada até nem mora mais aqui, tendo achado que já é falecida a Lagoa. Caso estranho, ela “Lagoa” e a “Namorada”...(?) Caso meio suspeito de amor entre pessoas da mesma “ideologia”. O nosso prazer e carinho pela Lagoa é o mesmo, mas ainda falta “algo” neste caldo todo que trata este assunto, e no atual momento “prazer” mesmo é lá em “floripa”.

Quanto ao aterro sanitário e seus caldos de “chorume”, que na maioria das vezes percolam e poluem o ambiente natural, os lençóis freáticos e atraem vetores de toda sorte, a Namorada nem tomou conhecimento até agora. Se estiver em algum lugar, se tomar conhecimento desse assunto, virá a Tapes com certeza.

Tantas pessoas desta época de ouro da cidade, começaram a se acordar que esta situação extrapolou o razoável, quando além de nem cuidarem do “dever de casa”, leia-se Lixão da Camélia, agora querem tratar e despejar lixos de mais seis municípios aqui na cidade que não resolveu seus problemas de gerenciamento dos resíduos sólidos, e vai colocar em risco ambiente de recarga de aqüíferos.

Alerta-se a todos também, que existem situações que envolvem o funcionamento da Usina de Triagem que opera em “desconformidade” com a licença ambiental, que não esclarecidos e não organizados manterão uma situação de descontrole no funcionamento do local, acarretando mais danos aos já imputados ao proprietário ao lado deste depósito de lixos na Avenida Camaquã.
Sobre o “sistema de coleta de lixos” com os carroções e a “aliança” entre as Associações de Catadores e dos Carroceiros não existe remédio a não ser ensinar o que é “cooperativismo”, pois no momento não existe este “fator principal” para a união das categorias.

Longe de saber das mazelas que existem em Tapes, a Namorada da Lagoa apenas ficou sabendo que existe um projeto turístico que vai homenagear um animal, que não é silvestre e que hoje habita “entre nós na zona urbana” com lei e tudo protegendo-o. Segundo um velho “panfleteiro” me contou, questionador como Sócrates, uma verdadeira rocha cultural, e “meu amigo”, gastaram mais 140 mil para comprar um banhado que nem o proprietário entendeu por que queriam este local, que só em aterro vai se gastar o dobro do valor da terra. Coisas de “As Nices” de Horse City trabalhando no setor público!!

Sobre a Lagoa e sua saúde, ela também desconhece os fatos, mas ficou sabendo pelo noticiário estadual que a CORSAN não vai investir “um centavo” sequer na ETE local enquanto a população não ligar as casas ao investimento de “algum milhão” de real naquela obra, que segundo consta, estariam criando peixes em cativeiro. Uma boa alternativa econômica!!
Outros assuntos que acredito a “Namorada da Lagoa” possa ter interesse sobre a situação de saúde da “Lagoa”, podem ser enviados para:
namorada_quer_saber@gmail.com com textos e fotos, onde será preservada a fonte e terá publicação imediata para que a “Namorada” tome conhecimento e possa providenciar alguma ajuda.

Quanto ao futuro Aterro Sanitário na Escola Agrícola, a Namorada ainda não tem informações suficientes para dizer algo sobre o assunto, e até mesmo ligou para alguns dos representantes do povo, leia-se “Vereadores” que dizem, “desconhecem” sobre os “planos” governamentais e consorciais para tratar deste A$$UNTO de grande INTERE$$E.

Julio Wandam
Ambientalista


72 horas para explicar a situação do Lixão de Tapes

Após 24 anos de crime ao meio ambiente, mais de 24 meses operando sem licença ambiental da FEPAM/RS, a Prefeitura Municipal de Tapes está para ser intimada desde 31 de outubro (conforme Processo n° 137/1.04.0000569-0) a explicar a situação caótica de deposição de lixos no Lixão da Camélia.

Um mandado intimando a Prefeitura a esclarecer as situações de "descontrole" na área onde se deposita os lixos, com prazo de 72 horas, foram decididas em 31 de outubro, após visita dos técnicos da Comarca em 29 de outubro. Até o momento o processo está aguardando juntada desde 07/11, conforme o site do TJ/RS.

A decisão que partiu da Juíza da Comarca de Tapes foi baseada em parecer da Promotoria que entendeu serem pertinentes as alegações do Ambientalista Julio Wandam do Movimento Ambientalista Os Verdes de Tapes/RS, que desde 2004 acionou a Prefeitura com uma Ação Popular visando o fechamento do Lixão por total descumprimento da legislação e normas técnicas.

Desde 1983, em local distante cerca de 8 km da zona urbana, o Município de Tapes despeja lixos em uma área de importância ambiental, no entorno da floresta de Butiazais, e que possui grandes extensões de florestas nativas e recursos hídricos próximos.

No ano de 1997, denúncias foram feitas aos órgãos ambientais do estado, e em 2000, a Administração sofreu o ajuizamento de um Termo de Ajuste de Conduta, que não teria sido cumprido, e na Administração seguinte, em 2004, a Ação Popular foi interposta, visando o término dos despejos de lixos nesta área, mesmo com a Prefeitura alegando terem construído um Aterro Sanitário.

De 2004 até 2008, a situação piorou na Administração atual, inclusive com ao ajuizamento de outro TAC, este em 04/10/2005, sendo que nos últimos dois anos (julho/2006 à novembro/2008), nem licença ambiental têm para operar este local, que a Administração Pública de Tapes diz ser um Aterro Controlado, e nem mesmo o TAC foi cumprido no prazo estabelecido.

Conforme a decisão da Promotora, o Ministério Público entendeu pelo deferimento da liminar postulada na letra "a", com base na petição enviada aos autos da Ação Popular em 10/10/2008, onde se pede a suspensão dos despejos de lixos e outros pedidos, relacionados a recuperação ambiental.

Segundo o parecer da Divisão de Assessoramento Técnico do Ministério Público, se pede "a suspensão da utilização do "Lixão das Camélias" (como) é medida imperativa e urgente, inclusive relatando que está ocorrendo a contaminação do lençol freático do local, tendo em vista que as medidas adotadas pelo Município de Tapes não são suficientes para que possa o referido local a ser utilizado como depósito de lixos".

Esta parte do relatório do DAT/MA n° 181/2008, entregue a Promotoria Pública em 31 de janeiro de 2008, esteve no IC n° 056/2005 pronto para ser utilizado, visto as denúncias que em 23 de janeiro, 10 de fevereiro, 06 de julho e 30 de agosto de 2008 foram enviadas para a Promotoria, com imagens da situação do ambiente, tendo as mesmas sido divulgadas na Rede Mundial de Computadores, e até mesmo enviadas para as caixas eletrônicas de diversos órgãos ambientais e da justiça, visando mostrar uma realidade de agressão ao ambiente após dois anos sem licença e sem respeito para com as normas operacionais para o suposto "Aterro Controlado".

Leiam artigo no link abaixo e vejam imagens da situação do Lixão em 2008: