quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Enquanto "negócio" do Aterro não avança, o Lixão da Camélia se mantém recebendo lixos sem licença ambiental da FEPAM – parte 1

Lagoa de chorume 12 atrás. Situação não muda mais de uma década
 Enquanto "negócio" do Aterro não avança, o Lixão da Camélia se mantém recebendo lixos sem licença ambiental da FEPAM – parte 1
“Ao aplicar táticas de surpresa, tornar-se-á tão infinito quanto o céu e a terra e, como o fluxo interminável de um rio. Assim como o Sol e a Lua, ele pára, mas logo recomeça como o movimento da natureza.” – Sun Tzu – A Arte da Guerra
A situação do Lixão da Camélia está virando um caldo fétido semelhante aos chorumes que percolaram 27 anos no subsolo da região de butiazeiros e banhados na zona rural de Tapes/RS e são motivo de ações para solicitar a urgência no fechamento desta bomba-relógio para o futuro da cidade. Mas é com nenhuma pressa que a municipalidade (Legislativo, Executivo, Governo, Administração ou Prefeitura) entende pela pertinência da Preservação do Ambiente Natural e dos recursos ambientais da cidade. 
As informações atuais sobre o assunto do Lixão da Camélia, que desde 2006, quando do vencimento das Licenças de Operação (2948/2005), Autorização precária (0278/2006) e o descumprimento do TAC de outubro de 2005, a Prefeitura Municipal de Tapes, deveria dar conta do problema do lixão de Tapes, quando recebeu desde 1997 diversas autuações da FEPAM e MP, está na verdade há quatro anos fazendo “negócios” entre o Consórcio Intermunicipal-Centro Sul e diversas empresas que nestes anos se "ofereceram" para gerenciar a solução ao "problema" dos lixos de 13 cidades da região, sendo que entres estas, 9 cidades já remetem de forma correta e legal para um aterro licenciado e operando dentro das normas ambientais, próximo de Tapes, cerca de 180 quilômetros na cidade de Butiá, nas Minas do Leão. 
Situação dos Lixos de 2005 a 2010 mantém poluição extrema no local
Como a "moda" da Administração é atrair "investimentos estrangeiros" para a cidade, desta feita a busca por uma empresa de Vitória no Estado do Espírito Santo está "indo devagar demais" para manterem a promessa ao Ministério Público, Justiça da Comarca e FEPAM, sem apresentar algo de concreto para manter a “ilusão” em vigor desde 2006 as autoridades ambientais e judiciárias. 
Este tem sido “o problema” encontrado pelo gestor de Tapes e presidente do CI-Centro Sul que está usando do real problema de Tapes para "resolver" o problema de mais 12 municípios vizinhos. Podem acreditar!
O que mais preocupa, são tais tratativas e negócios, que não saem do lugar fazem mais de quatro anos, mantendo a situação de degradação ambiental e falta de controle operacional, técnico e administrativo da área, que foi apresentado nas últimas semanas por Redes de Televisão do RS. 
Paisagem e ambiente impactados pelos  lixos - imagem 2010
O que entendemos neste caldo, é que a "solução" ao problema do lixo de Tapes será na verdade uma gorda "solução" para aqueles envolvidos na concretização da "papelada", que necessitará para alçarem os R$ 1,5 milhão da FUNASA/MS a disposição "não se sabe até quando", e utilizarem na construção de mais um aterro (possível Lixão). Para “concretizarem” suas intenções, ainda falta a Audiência Pública na cidade de Tapes e no local do empreendimento, mais o protocolo do Projeto para avaliação da FEPAM e posterior Licença Prévia; caso houver aprovação da comunidade atingida pela construção do aterro, para se pensar em usar esta “bolada federal”. 
O que sabemos, é que após as denúncias de 23 de setembro de 2010 terem sido distribuídas as autoridades ambientais da FEPAM, serem replicadas para os órgãos do MPE, a situação se inverteu, pois amargamos mais de 13 anos de lutas incessantes contra a continuidade deste lixão que se mantém sem critérios honestos em todos os quesitos técnicos, legais, administrativos e éticos, com diversas causas ganhas e o contumaz descumprimento por parte da Administração até mesmo de ordem judicial e com a protelação de soluções que agora "descobrimos" se tratar de "leilão" pela melhor oferta e mais vantajosa para os prefeitos da Região. 
Chorume acumulado nos buracos do lixão - imagem 2010
Assim, como o Lixão está interditado pela Promotoria desde 18 de julho, autuado pela FEPAM desde 08 de outubro, com multa e prazo de 30 dias para ser fechado, sabemos que a Prefeitura Municipal estará novamente utilizando a forma burocrática e cartorial para alegar "estar tomando providências" com ensaios, projetos no papel, protocolos e nada de obra de Aterro Sanitário para acabar com o "problema" de Tapes e fechar o Lixão das Camélias. 
Caminhão despeja lixos no local sem licença - imagem 2008
Nisso, teremos que apelar outra vez, quantas forem necessárias, pois as situações anteriores (mais de 5 vezes) foram para fechar o Lixão e na hora “H” algum dedo político “do grandão” influenciava a decisão judicial, privilegiando o crime ambiental em detrimento da lei, da qualidade de vida, do ambiente e das pessoas
.Por Júlio Wandam
Ambientalista

Lixão de Tapes ganha repercussão na mídia estadual

 Lixão de Tapes ganha repercussão na mídia estadual 
O impasse entre o Movimento Ambientalista Os Verdes de Tapes e a administração municipal, entorno do fechamento ou não do Lixão da Camélia, ganhou novas repercussões nos últimos dias. O fato foi impulsionadas pela visita de duas grandes emissoras de TVs no município, a Band e a RBS, que mostraram em seus telejornais a situação em que se encontra o local onde é depositado o lixo da cidade, que para os ambientalistas está em situação irregular. De acordo com Júlio Wandam, coordenador local do Movimento que falou às emissoras de TV, neste momento o lixo está sendo exposto às intempéries e à presença de animais silvestres, colocando em risco o ambiente natural e a saúde da população local. 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sanga das Charqueadas: A sina da poluição "licenciada"

Sanga das Charqueadas: A sina da poluição "licenciada" 
A Sanga das Charqueadas em Tapes, que há muitos anos serve de escoadouro para os esgotos e líquidos poluentes das lavouras junto a água barrenta despejada depois de ser utilizada para os processos produtivos do arroz e na zona urbana acaba sendo agredida por invasões de suas margens, desmatamento, construções clandestinas, chiqueiros de porcos e baias de cavalos, acabam mantendo um "quadro de horror" em meio ao verde que ainda resta da paisagem urbana local. 
Acompanhando um dos Blogs ativos da cidade, observo nova matéria tratando de um tema que acabou causando efeitos nos responsáveis pelo problema ambiental na cidade, tanto de quem faz quanto de quem deveria não permitir que se faça o crime ambiental de poluir a sanga das Charqueadas. Nesta segunda feira (25/10), a limpeza da Sanga começou (apenas na foz), junto a Vila dos Pescadores, afim de permitir o escoamento dos líquidos pretos para dentro das águas da lagoa dos Patos.
Diz o Site de Notícias, que mais uma vez a água da Sanga das Charqueadas volta a ficar “preta, escura e com mau cheiro”., na publicação da semana passada no Tapes.COM
Segundo a avaliação dos articulistas do site, é desolador o visual que de tempos em tempos se “estabelece” na Sanga, afetando diretamente a qualidade de vida das pessoas que vivem e trabalham no local. 
O “fenômeno”, que ninguém conseguiu (ou quer) explicar como acontece até os dias de hoje, segundo a nota sobre o assunto, "deixa a aparência e habitat impraticáveis, podendo ser propício local para transmissão de doenças aos moradores. 
Transcrevemos do site mais um trecho da Nota: 
É o que comenta o pescador e morador do local, o Sr. Oscar Jardim: “- Tive uma séria alergia depois que precisei entrar na água preta e suja para arrumar meu barco para o trabalho”. 
A pergunta que fica é: ATÉ QUANDO...? 
Será que este “fenômeno” não prejudica ninguém? Será que as autoridades competentes não poderiam investigar tal fato? Uma cidade que se julga turística, quer apresentar esta imagem como cartão postal? 
Gostaríamos realmente que esta situação não ocorra em nossa cidade e que tais perguntas sejam esclarecidas. 
Fonte: Tapes.COM

Prefeito "manda recado" para proprietário da área no Lixão da Camélia

Lixão da Camélia - em 25 de outubro de 2010
Pneus que seriam usados para drenos de gases? Neste estado?
Criadouros de mosquitos se mantém meses expostos aos vetores
Prefeito "manda recado" para proprietário da área no Lixão da Camélia 
A situação do Lixão da Camélia chegou no ponto das ameaças, que ao final do objetivo sempre acabam mal para ambos os lados, sempre.
Na tarde de segunda feira (25/10), recebemos a solicitação para acompanhar o proprietário da área que está sendo destruída pelo lixão público de Tapes, conhecido mundialmente como Lixão da Camélia, localizado oito quilômetros do centro da cidade. 
Mato cresce em meio ao lixo e chorume - falta de controle é contumaz
O fato, que além do prejuízo patrimonial desta família, é ter que aceitar a forma arrogante e prepotente de funcionários "CCs" da Prefeitura e alguns pelegos, incluindo entre estes "otoridades" que acham que ao assumir o cargo de Secretário Municipal, podem ficar agredindo a moral alheia e sentido-se capazes de algo que não conhecem, serem educados. 
Após registrarmos a situação que preocupa a família Voght Silva, fazem mais de 20 anos sobre a entrada de suas reses pelos buracos no cercamento, que traduzem a precariedade de outras situações, nos retiramos do local. 
Segundo o proprietário, senhor Emilio Voght, desde a semana passada informou ao responsável pelo problema e gerenciamento dos resíduos sólidos da cidade sobre uma cerca derrubada por um exemplar dos muitos butiazeiros que feneceram na área, tudo isso derivado da má operação do local de despejos dos lixos e da falta de controle ambiental. 
"O Prefeito te mandou um Recado!!", diz a "otoridade" pública
Ao sairmos do local, deparamo-nos com um veículo da Prefeitura, com CCs e o Secretário de Meio Ambiente Municipal, que naquela hora era o porta-voz (mandalete) de "um recado" do Prefeito para o proprietário, de forma arrogante, dedo em riste disse ao dono da terra, que há mais de década pede na justiça sua devolução, que ele "seria processado pelo Prefeito por permitir a entrada de vacas na área". (?) 
Vacas da família Voght Silva entram por cerca derrubada por butiazeiro velho
Somente um louco iria colocar suas dezenove vacas a pastar lixo, podendo a mesma morrer em menos de dois meses pela ingestão dos resíduos plásticos, que se espalham pelo ar permanecendo agarrados aos galhos de árvores. Pode ser que estas vacas, sejam semelhantes as que pastam no momento, próximas do futuro Aterro Sanitário (vulgo Lixão) do Araçá Garcez, o qual se planeja para breve, quem sabe algum dia, pode ser. 
Mulher cata resíduos recicláveis expostos a céu aberto e muita mosca
Cachorros comem restos de comida nos montes do Lixão
No lixão da Camélia, a situação típica de lixão e de quem está com um pé na Procuradoria dos Prefeitos, exatamente como os outros dois prefeitos acionados criminalmente pelo dano ambiental o qual são os agentes principais da poluição e responsáveis legais. 
Vejam as imagens, pois a imprensa pública possivelmente estava lá para "pegar alguns ângulos" diferentes, daqueles que poucos minutos antes (14hs25mim) registramos no local. E uma máquina pública se dirigia calmamente ao local para tapar mais um pouco do lixo.
Chorume se mantém no buraco de lixos expostos a céu aberto
A situação de permanência de 27 anos de infiltração do chorume é o mais preocupante
Por Júlio Wandam
Fonte: REDE Os Verdes/Imagens: 25/10/2010

Resposta de Os Verdes: Entrevista de Prefeito na Rádio Tapense não condiz com a verdade

Entrevista de Prefeito na Rádio Tapense não condiz com a verdade 
“Os guerreiros superiores atacam enquanto os inimigos estão projetando seus planos. Logo desfazem suas alianças. – Sun Tzu/A Arte da Guerra 
Na sexta feira (22/10), o Prefeito de Tapes esteve na Rádio local para "esclarecer" a população da cidade, a questão envolvendo o lixão da Camélia, as ações diretas do Movimento Os Verdes contra a má administração e operação daquele lixão, e para realizar ilações sobre o sistema público que "deveria" operar de forma correta e dentro da legalidade. 
Quando da entrevista, a autoridade pública municipal inclusive questionou o poder do Ministério Público e do órgão ambiental do Estado, para agir em caso de descontrole e poluição ambiental, como o que ocorre nos últimos 6 anos, quatro deles sem licença da FEPAM para a operação do lixão da Camélia e denunciados acerca de 13 anos por minha pessoa. 
Imagem de 2010 - SEMAPI/Biofilia/Os Verde
O ambientalista de Os Verdes, que foi acusado de entrar com uma Ação Popular "contra" a população, esclarece que antes mesmo do cidadão ser Prefeito, a ação tramitou "contra" a administração de seu antecessor, que a época foi aplaudida pelo atual Prefeito, por ter sido prejuízo ao seu concorrente, que inclusive foi o segundo mandatário a ser acionado pela Procuradoria dos Prefeitos pelo mesmo motivo, má administração do Lixão. 
Imagem 2010 - Chorume exposto
O que se resume neste assunto, é que a Ação Popular protocolada em 17 de maio de 2004 teve como escopo e se mantém neste objetivo de fechar o Lixão, obrigar conforme a legislação que a administração recupere o ambiente e monitore os efeitos deste local para não incorrer em maiores danos ao ecossistema de grande importância, pela proximidade dos Butiazais de Tapes. 
Quanto a operação e validade das licenças, que o Prefeito alega estarem licenciadas para operação do que chama de aterro sanitário controlado, temos a dizer que 95% do tempo em sua administração, o lixão esteve descontrolado, pela série mensal de imagens que mostram a totalidade do ambiente, e não apenas "parte" do local, como tentou alegar foram as imagens da televisão Band e RBS.
Licença Vencida 4 anos
Outra questão é a validade e licenciamento da operação do local, quando até hoje não sabemos qual foi a decisão do MP local em 2006 que foi "induzido" ao erro com um Parecer do COMPEMA que carece de valor, pois juridicamente é sem efeito. 
Isto já informado ao MP na época de que a decisão de manutenção do lixão pelo COMPEMA e o próprio órgão não era válida e muito menos aceita perante a legislação de resíduos sólidos do RS e pelo órgão ambiental do Estado. 
Demorou cerca de quatro anos para que a Prefeitura em ofício aos Vereadores de Tapes assumisse a existência de aval de algum órgão público para a continuidade dos despejos e que haveria uma "anuência" do MP com os despejos de lixos naquele local, o que foi desmentido pela Promotoria quando instada a esclarecer tal situação em ofício de Os Verdes. 
Em resposta, o Ministério Público esclarece que a operação do local não possui a anuência do Ministério Público, em ofício de nº 885/2010, datado de 11 de agosto de 2010 enviado ao Movimento Os Verdes, desmentindo a Prefeitura Municipal que durante os últimos quatro anos alega existir até "licença Verbal" em sua defesa para manter aquela área recebendo lixos e poluindo. 
Os vereadores de oposição, inclusive da Tribuna da Câmara chamaram o Prefeito de mentiroso, após receberem a resposta do MP pelo ofício de Os Verdes e não pelos ofícios que chegaram ao Executivo e Legislativo e que “desapareceram” dos protocolos e da leitura no início do expediente em 16 de agosto de 2010. 
Imagem de 2008 - Lixão das Camélias
No mesmo documento sobre a negativa de anuência, o MP informa que anexou aos autos da Ação Popular (processo nº 137/1.04.0000569-0) um despacho que pede a interdição imediata do funcionamento do Lixão da Camélia, pelo contumaz descumprimento das condições de operação e falta de licença ambiental. 
A situação de "enganação" afronta a capacidade de entendermos o que se passa no assunto, que foi exaustivamente divulgada pela REDE de comunicação de Os Verdes e mostrou o quanto a comunicação na região está afeta aos interesses dos Governos e não da população. 
Imagem de 2007 - Lixão das Camélias
Tais notícias que tratam destes assuntos, amplamente divulgados e distribuídos para todos os órgãos regionais, não foi dada importância para a decisão do MP quanto a promoção de mais um pedido de fechamento e interdição, conforme o documento legal de 18 de julho de 2010 assevera: "Ainda, em virtude da importância de seu conteúdo, em especial da continuidade da utilização do local como depósito de lixo com a licença de operação vencida desde 2006, o Ministério Público manifesta-se pela necessidade premente da análise judicial criteriosa do processo bem como da necessidade do fechamento e interdição imediata do Lixão de Tapes, já opinado por este órgão ministerial em ocasiões anteriores, em que pese se estar aguardando perícia técnica". 
Assim, aguarda-se a perícia técnica que está atrasada em sua entrega em mais de 120 dias, mesmo havendo a decisão da comarca local de apenas 45 dias para que fosse feita a avaliação técnica no lixão.
Onde está ação popular agora? Conforme o sistema do TJ/RS nas mãos do Perito, entregues em 17 de maio de 2010, seis anos após o ingresso da ação popular contra administração pública de Tapes que não operou, em tempo algum, conforme a legislação e normas prevêem. 
As tentativas de alegar que a Ação Popular proposta em 2004 “é contra a população”, além de desconexas da realidade do processo judicial, ampliam apenas a certeza da condição vigente de "iludir quem quer ser iludido" e sem nenhuma vergonha de utilizarem este expediente.
Imagem 2005 - Lixos do hospital
Sobre este assunto, alertamos a população de Tapes, quando da permanência de lixos jogados nas ruas sem o devido recolhimento pela Prefeitura e ofendidas na sua condição de cidadão, procurem o MP com fotos e uma carta em uma folha apenas, relatando esta situação com a localização dos montes de lixo.
Isso, para a Prefeitura não alegar depois de fechado o Lixão, não ter condições de recolher o lixo por falta de onde levar, quando já não existe, nem coleta regular ou local de tratamento dos entulhos e podas de árvores, usados para cobrir os lixos da cidade, quando deveria ser usado o saibro, material tecnicamente aceito pelas normas da ABNT.
Todo tipo de lixo no local - 2010
As projeções de “caos” econômico e de sanidade urbana caso feche o lixão, que induziram a Justiça local ao erro no ano de 2004, 2006 e 2008, continuarão sendo usadas para alegar falta de recursos na cidade de Tapes e que os lixos ficarão jogados nas ruas. Afrontamos tal bazófia pela insana tentativa de jogar a população contra o ambientalista, a promotora e a juíza local, num expediente sórdido e malévolo na relação dos poderes locais e na legalidade. 
Fica nossa indignação com as injustiças cometidas contra o meio ambiente e as pessoas, em especial a família proprietária da área que não consegue em mais de uma década dar fim a destruição de seu patrimônio, que foi de 1983 até o ano de 2000, feita sem nenhum documento legal de parte dos órgãos ambientais do Estado, muito menos do Município. Existia um "negócio de compadres" entre o gestor a época e o Sr. Alvelino Teixeira, quando em 2000 foi assinado o TAC pelo Prefeito Wilsinho, que logo após deixou o Governo, sendo sucedido pelo Sr. Garcez. 
Sistema de Coleta pública
Desde 2001 até 2003, quando de nova ação do Movimento Os Verdes denunciando a poluição no local, teve este mandatário que adotar medidas, levando os lixos para Minas do Leão durante um ano.
Em 2004, após algumas "maquiagens" e selagens de buracos com lixos, foi dada por encerrada a recuperação da área e iniciou-se a operação sem o documento legal, dada apenas 15 dias depois do ingresso da Ação Popular que acusava a precariedade das instalações. 
Integralmente foi deferida pela Justiça da Comarca local os pedidos do ambientalista Júlio Wandam, e não do Partido Verde ou do Movimento Verde como alegou o Prefeito na Rádio Tapense. 
Quanto aos avanços alegados pelo administrador, preocupa-nos a falta de conhecimento da realidade, quando tergiversou sobre a química dos tipos de lixos, mas não esclareceu que avanço houve de 1983 com a abertura dos buracos no Lixão das Camélias, quando para ele "se resolveu" o problema do destino final das toneladas de lixos da cidade. 
chorume no lixão - 2010
Sobre isso, possuímos em nossos arquivos, farto material que prova a situação de crime ambiental por 27 anos, em filmagens, fotos e material jornalístico, mais as inúmeras páginas de ofícios e decisões pelo fechamento desde 1997, quando da primeira interdição da FEPAM e em 2000, com os TACs que restaram descumpridos na última década. 
Se a Prefeitura agisse com inteligência neste assunto, deveria abandonar a idéia de aterro sanitário intermunicipal e nos “lucros” advindos deste empreendimento, que inclusive trará a empresa Marca ambiental ou a Terra Ambiental do Estado do Espírito Santo, para operar um aterro “modelo” a fim de receber lixos hospitalares, industriais, construção e domésticos, conforme declaração ao Jornal Regional de Notícias, BandCidade e a Eco agência. Não existe pedido algum na FEPAM para essa “idéia”, segundo a direção-técnica. 
Devemos observar que o custo para envio dos lixos para um "aterro sanitário operando legalmente" cerca de 180 quilômetros da cidade, seria menor pelo volume hoje produzido de rejeitos e matéria orgânica, visto o trabalho precário e não “trabalho sujo" conforme dito pelo Prefeito, que aqueles catadores realizam de forma aviltante em seus direitos de cidadão. 
Imagem de 2010 - Usina de Triagem
Para refrescar a memória daqueles que escondem a verdade e até mesmo estabelecer a veracidade dos fatos, pode a Usina de Triagem ter sido construída neste Governo, mas por pressão e obrigação judicial de fazê-la oriundas da primeira ação em 2000, proposta pela FEPAM e MP local. 
Então, mesmo que apropriação do benefício seja feita por essa administração, está nas mãos daqueles que decidiram cerca de dez anos atrás retirar aquelas pessoas de cima dos lixos e não da administração pública que negligenciou até 2007 a necessidade de construção da Usina, inaugurada em 2008 as vésperas da re-eleição do atual "Governante" de Tapes. 
Promessas a catadores não foram cumpridas
Caso fosse o Prefeito de Tapes o administrador da cidade e não apenas "o governante", poderia quem sabe ter resolvido este assunto em 2005, quando de sua ascensão ao poder municipal ou "quando chegaram na cidade de Tapes" para Governar, como foi dito na Rádio Tapense. 
Por Júlio Wandam
Ambientalista
NOTA DE OS VERDES/RS:
Caso o Prefeito de Tapes quiser questionar a validade do Movimento Ambientalista Os Verdes, não espere que seja apenas a validade jurídica que necessitas para acreditar em nossa existência, quando de fato existimos como Movimento desprovido de amarras legais e  de servidão como das entidades que lhe cercam e autenticam uma administração aquém do potencial de Tapes. Caso queira conhecer ativistas que em 2007 se reuniram para fundar uma ONG com propósitos honestos pela defesa ambiental no Estado do Rio Grande do Sul, pode fazê-lo neste endereço: http://osverdes.rs.googlepages.com

Promessas de Berlusconi não freiam crise do lixos em Nápoles


Promessas de Berlusconi não freiam crise do lixos em Nápoles
As promessas do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, sobre uma rápida solução para a crise do lixo na província de Nápoles, no sul da Itália, não conseguiram acalmar os ânimos dos moradores da região, onde nas últimas horas voltaram a ocorrer distúrbios.
Pela terceira noite consecutiva, a localidade de Terzigno foi o centro nevrálgico de violentos protestos de inúmeros grupos de moradores contra a abertura de um novo depósito de lixo, que será o maior da Europa.
Os moradores enfrentaram a Polícia, lançando pedras, garrafas e coquetéis molotov. Para contê-los, os agentes com gás lacrimogêneo e uma dura carga contra os manifestantes, informam os meios italianos.
Como consequência desta situação, os funcionários das empresas não estão conseguindo recolher o lixo da população e o acúmulo de resíduos nas ruas já supera as 2 mil toneladas. Cinco policiais ficaram feridos nas últimas horas, assim como um cinegrafista.
Os agentes atuam para escoltar os caminhões de lixo até o depósito de Terzigno, local que tem sido alvo de grande parte dos distúrbios nos últimos dias.
Os novos incidentes ocorreram algumas horas após Berlusconi dizer que a crise será resolvida em dez dias, uma promessa feita em entrevista coletiva em Roma, depois de uma reunião ontem do gabinete de crise.
 
Fonte: Terra Brasil
 A crise do lixo em Nápoles provoca novas badernas
Manifestante tenta bloquear caminho de policiais durante protesto contra abertura de novo aterro sanitário em Terzigno, Itália 
Por Vera Gonçalves de Araújo
De Roma 
Um dos elementos fundamentais da vitória eleitoral de Silvio Berlusconi em 2008 foi a promessa de solução da crise do lixo em Nápoles. Tanto que as primeiras reuniões do novo gabinete de direita aconteceram na cidade mais importante do sul da Itália, e - aparentemente - a crise parecia resolvida poucos meses depois da posse de Berlusconi. 
Mas esconder a sujeira debaixo do tapete nunca deu certo, como qualquer dona ou dono de casa sabe muito bem. A situação de hoje - dois anos depois do proclamado e badalado milagre do lixo desaparecido - continua gravíssima. A cidade está sufocada, fedorenta, suja, cheia de ratos. E o pau come solto nos arredores, principalmente em Terzigno, a 20 km da capital da Campania, nas encostas do vulcão Vesúvio. Os cidadãos desesperados de Terzigno estão tentando evitar a abertura de um novo aterro sanitário no território municipal, e a polícia tenta restabelecer a ordem com os meios tradicionais: cassetetes, jatos d'água, pancadas. 
Leia mais em Terra Brasil

Nova mancha suspeita no Golfo do México

imagem de abril 2010
Nova mancha suspeita no Golfo do México
Os problemas dos Estados Unidos com os derrames petrolíferos da BP poderão ainda não estar acabados
A Guarda Costeira norte-americana está a investigar uma "grande mancha castanha" que se encontra no Golfo do México, ao largo da foz do Rio Mississippi, de modo a determinar se são os restos do derrame dos poços da BP que ocorreu entre Abril e Julho, ou se não passa de uma acumulação de algas.
"A nossa principal preocupação é se esta mancha der à costa e atingir áreas sensíveis", afirmou o porta-voz da Guarda Costeira Jeff Hall. À primeira vista, acrescentou este responsável, a maior mancha parece consistir apenas de algas, mas existe uma outra mancha a 14 quilómetros de distância da primeira que tem uma possibilidade bastante maior de se tratar de petróleo resultante do incidente na plataforma da BP.
"Se realmente se tratar de uma concentração de crude, então nós vamos limpá-la", afirmou Hall, acrescentando que os resultados finais dos dois testes só estarão disponíveis terça-feira.
Fonte: Terra Brasil

Novas manchas de petróleo no Mississípi deixam EUA em alerta

 Novas manchas de petróleo no Mississípi deixam EUA em alerta
A Guarda Costeira norte-americana está a investigar uma nova mancha escura de grande envergadura que assola o rio Mississípi para determinar se ainda se trata de petróleo oriundo do derrame da BP no Golfo do México, que há cerca de seis meses causou o maior desastre ecológico na história do país.
Fonte da Guarda Costeira - que este sábado esteve no local - disse que a mancha está situada no mar a 5,3 quilómetros a noroeste de Venice, no Estado de Luisiana, escreve o espanhol «El País».
Leia mais em Diário Iol.Pt

Atum fortemente atingido pelo derrame do Golfo

Extensão do Derrame - Imagem ESA
Atum fortemente atingido pelo derrame do Golfo
Satélites avaliam impactos de maré negra em habitats
 O derrame de petróleo no Golfo do México não podia ter ocorrido em pior altura para o atum-rabilho: tinham chegado à região para a desova. Os satélites estão agora a ajudar a avaliar os danos do desastre neste habitat. 
Um dos maiores peixes, capaz de atingir o tamanho de um Volkswagen Beetle, vem para o Atlântico, todos os anos, de Janeiro a Junho. O pico da época de reprodução no Golfo é Abril e Maio – precisamente quando dez milhões de litros de petróleo por dia estavam a ser derramados nos mares, na sequência da explosão da torre petrolífera Deepwater Horizon, a 20 de Abril.
O atum, de grande valor comercial, reproduz-se em águas superficiais, com as fêmeas a libertarem os ovos e os machos a segui-los para os fertilizarem. A presença de petróleo na superfície pode danificar os ovos, as larvas e até os adultos. Com os ‘stocks’, no Atlântico ocidental, a decrescer a uma taxa de 82 por cento nos últimos 30 anos é imperativo que a espécie possa reproduzir-se sem interferências. 
Num esforço de salvaguardar as zonas de desova, a Ocean Foundation – uma organização sem fins lucrativos envolvida na protecção dos oceanos e das suas espécies – precisou de saber quais os habitats da região nordeste que tinham sido mais afectados. Dados de radar do satélite da Agência Espacial Europeia (ESA), Envisat e outros europeus e internacionais foram usados para produzir mapas semanais com a localização, forma e tamanho da mancha de petróleo.
Saiba mais > Ciência Hoje

domingo, 24 de outubro de 2010

Prefeitos da região de Nápoles rejeitam acordo sobre crise do lixo

Prefeitos da região de Nápoles rejeitam acordo sobre crise do lixo
TERZIGNO, Itália — Os prefeitos dos municípios afetados pela crise do lixo na região de Nápoles rejeitaram neste domingo um compromisso proposto na véspera pela defesa civil italiana, que prevê o congelamento da abertura de um aterro sanitário se as manifestações cessarem.
"Decidimos não assinar o documento porque não foi possível obter garantias adicionais, como nossos cidadãos pediram, sobre a não abertura do segundo aterro sanitário de Terzigno", explicou o prefeito de Boscoreale, Gennaro Langella, após uma reunião com o chefe da defesa civil, Guido Bertolaso, e com outros líderes da região de Campania, da qual Nápoles é a capital.
Após mais de uma semana de confrontos entre policiais e vizinhos opostos ao aterro sanitário de Terzigno, uma localidade a cerca de 20 km de Nápoles, Bertolaso propôs um compromisso no sábado à noite para tentar tranquilizar a situação.
Leia mais > AFP
Nápoles é sacudida por protestos contra lixão
TERZIGNO, Itália — Dois policiais e três carabineiros ficaram levemente feridos na noite de sexta-feira em protestos contra a abertura de um segundo lixão em Terzigno, na região de Nápoles, constatou a AFP no local.
Os cinco membros das forças de segurança foram feridos quando tentavam abrir passagem para caminhões de lixo, que eram impedidos de avançar por centenas de manifestantes contrários ao lixão.
Durante várias horas, os manifestantes lançaram pedras nos policiais e carabineiros, que responderam com bombas de gás lacrimogêneo.
Há uma semana, todas as vias de acesso ao lixão de Terzigno, a cerca de 20 km a sudeste de Nápoles, estão bloqueadas pela população local, que rejeita a abertura de um segundo ponto de descarga de lixo no município.
Leia mais > AFP

Free Victoire Ingabire Umuhoza

When she left the Netherlands in January 2010, Victoire Ingabire was hoping to occupy some room in the political space of her home country Rwanda. She even wanted to run for presidency to challenge incumbent president Paul Kagame, who finally won the almost one-horse race with 93 percent of votes. 
Ingabire was allowed neither to register her party, nor her candidacy. Instead, she was accused of disseminating the genocidal ideology. Her lawyer, Peter Erlinder, was caught and jailed for the same crime, but was released later, after pressure coming from the US and all over the world.
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Praça de Tapes: Reformas podem alterar ambiente, cultura e paisagem

 Registro sobre foto da década de 50
 Monumento que lembra o centenário da cidade de Tapes, em 1957. Hoje este monumento possui 53 anos, já devendo ser tombado patrimônio histórico
Outro monumento, este aos 10 mandamentos da fé cristã e evangélica, que precisa de reparos urgentes
Praça de Tapes: Reformas podem alterar ambiente, cultura e paisagem 
As obras de reforma da Praça Rui Barbosa, que são realizadas em doses homeopáticas, para que a população não observe grandes modificações, está mais uma vez cumprindo com seu papel de eliminar ícones e monumentos que estão à mercê de um projeto, que na Audiência Pública foi duramente contestada por dois cidadãos importantes da cidade, funcionários públicos que estão na contramão dos interesses do Governo na reforma de uma praça com valor histórico. 
Pitangas
Segundo um dos presentes, somente ele e outro colega se manifestaram contra a reforma da maneira proposta, quando mais de 60% da vegetação corre risco de ser derrubada, para dar lugar a uma praça seca. 
A vegetação da Praça Rui Barbosa, entre ornamentais e coníferas, possui em sua "floresta urbana" uma série de espécies frutíferas e importantes para a avi-fauna urbana e pequenos animais que vivem nos pátios dos moradores do centro da cidade.
Jaboticaba
Pesquisando sobre o assunto, encontro em Blogs regionais, matérias sobre a mais atual "reforma" feita na praça, com o intuito de servir de enfeite de natal para os próximos meses. 
Fazendo a leitura deste Blog, encontro a notícia de 22 de outubro de 2010, que trata do assunto em 2009, quando da audiência pública,  alegando ter havido aprovação "da eliminação do lago central, mas que o relógio de sol fosse preservado e encontrado nova localização para ele". 
Relógio destruído
Em 09 de outubro de 2010, um ano depois ele foi totalmente demolido e soterrado por terra para cobrir o local do antigo lago. 
O objetivo de transformar o lago da praça para o Natal, está dentro do projeto de revitalização da praça, que segundo o Blog é de autoria do Arquiteto Leonardo Câmara Canto, e conta com recursos federais, tendo sido submetido a uma consulta com a população na audiência publica ocorrida na câmara de vereadores no dia 23 de setembro de 2009, quando "previa a eliminação do lago artificial e a transferência do relógio para outro ponto da praça, onde contou praticamente com o apoio de todos os presentes", diz o articulista do Blog, quando desconhece a existência de duas vozes discordantes presentes, um conhecedor da história local e um ex-secretário de cultura da cidade de Tapes. 
Lago ocioso ou sem limpeza?
"Como o lago se encontrava desativado, optou-se por tornar este espaço ocioso em um canteiro de flores e também utilizá-lo para a ornamentação de Natal que este ano promete várias novidades", diz a matéria, mas observamos que na realidade o que faltava era o capricho necessário a manutenção da Praça, o que é também observado por outro ex-secretário municipal, este de turismo que avalia que as recuperações das vegetações e a abertura de luz solar no ambiente já são suficientes para melhorar o aspecto paisagístico e social que a Praça Central exerce nas comunidades. 
Falta de conservação na praça
Para ele, a recuperação do calçamento com o mesmo material de décadas atrás, teria melhor efeito e a conservação da vegetação uma necessidade.
Para muitas pessoas da comunidade, houve o privilégio ao veículo com os estacionamentos feitos "na reforma da Praça" e que os caminhos da praça Rui Barbosa se encontram em péssimas condições para os pedestres, sendo de urgência a recuperação do calçamento.
Fonte: REDE Os Verdes/Imagens: Júlio Wandam