segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Belo Monte arrepia - Manifestação contra Belo Monte em Porto Alegre na vinda da Presidente Dilma a capital do RS

 
 Belo Monte arrepia
Na noite da última quinta-feira (27), uma coalizão de organizações e grupos populares e ambientais protestaram diante de um evento em Porto Alegre que contou com a participação da presidenta Dilma Rousseff. O motivo do protesto foi o início iminente das obras de construção da hidrelétrica de BeloMonte, no Pará, após a concessão, pelo IBAMA, de uma “licença parcial” para o projeto.

por RG Nunes 
Os participantes da ação, distribuindo um panfleto contendo a nota produzida por movimentos sociais e comunidades de Altamira e da Volta Grande do Xingu, chamaram a atenção para o impacto sócio-ambiental, bem como as diversas irregularidades e aspectos questionáveis que cercam o projeto. 
A obra expulsará as comunidades locais, transformará radicalmente o ecossistema da região, e abrirá uma frente de destruição na Amazônia que servirá, nos próximos anos, para a construção de novas hidrelétricas, projetos de mineração e até mesmo uma fábrica de alumínio chinesa. “O argumento de que a construção é necessária para dar conta do aumento de consumo não se sustenta”, os manifestantes explicavam a um grupo de pessoas que aguardava a chegada da presidenta. “A maior parte da energia produzida é destinada a mega-projetos extrativistas na própria região. Além disso, o rio não tem vazão suficiente para fornecer a energia anunciada – o que, daqui a alguns anos, será usado como desculpa para a construção de novas hidrelétricas”. 
importante área para populações ribeirinhas será alagada
Todo o encaminhamento do projeto tem se dado de maneira anti-democrática e ao arrepio da lei, apesar da constante mobilização contrária da população local e das frequentes manifestações do Ministério Público Federal sobre as irregularidades. O mais novo capítulo nessa historia é a concessão de uma “licença parcial”, figura inexistente na legislação ambiental brasileira, que visa justamente criar uma situação de “fato consumado” para adiantar o início das obras. Além disso, as entidades da região denunciam que as “consultas à população”, que o governo diz ter feito, foram marcadas por uma forte oposição das comunidades locais, que foi ignorada: “travestem nossos protestos em ‘diálogo’ para legitimar uma aberração engendrada para retribuir favores a financiadores de campanha”, diz a nota assinada por associações de Jurunas, Araras e Tembés, entre outros. 
índios estão preparados para defenderem seus territórios
“Protestar contra Belo Monte não é ‘fazer o jogo da direita’, como podem dizer alguns”, disse um manifestante. “Participamos ativamente da construção de um Brasil igualitário e para todos, que é o projeto que a presidenta Dilma diz representar. Mas acreditamos que isso passa por uma transformação do modelo de desenvolvimento, que não se baseie em mega-projetos de construção e extração de recursos que dão lucros astronômicos às empreiteiras e grandes empresas, enquanto destroem as condições de vida de comunidades locais e deixam para todos um imenso prejuízo ambiental.” 
O evento de que participou a presidenta era alusivo ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
Fonte: Blog CELEUMA e Blog do CEA

Desastres ambientais: Quais lições tiramos destes eventos e dramas previstos?

A encosta de uma colina, onde um deslizamento de terra ocorrido em Nova Friburgo, 130 km ao norte do Rio de Janeiro, Brasil, em 13 de janeiro de 2011. (Shana Reis AFP / Getty Images /)

Imagens interessantíssimas e até mesmo chocantes do que foram os deslizamentos de terra que ocorreram com as chuvas na região Serrana do Rio. Vendo as imagens não há como negar que as mudanças no Código Florestal podem suscitar mais desastres como estes. Para a natureza não importa se é área urbana ou rural. Se tiver que ocorrer deslizamentos vão ocorrer.

Vista aérea de uma casa em risco de deslizamentos de terra que se segue na localidade de Poço Fundo, uma área isolada perto de Petrópolis, Brasil em 18 de janeiro de 2011. (VANDERLEI ALMEIDA AFP / Getty Images /
No entanto, se estivermos preparados, respeitando e efetivando a aplicação da legislação ambiental (través de programas públicos, por exemplo) há grande chances de minimizarmos tais tragédias. Os ditos desastres ambientais não escolhem ricos ou pobres, mas são os pobres que mais são afetados.
O poder público tem que parar de fazer vistas grossas ao não cumprimento da legislação ambiental, à especulação imobiliária que empurra os pobres para os locais de risco, ou ainda que beneficia os mais endinheirados (vide o caso que estão denunciando de Luciano Huck ; veja processo AQUI) em troca de favorecimentos futuros (p.ex. financiamento de campanhas eleitorais).
Equipes de resgate retirar um coelho vivo, em busca de sobreviventes dentro de uma casa destruída por um deslizamento de terra em Teresópolis, o Brasil na quinta-feira 13 de janeiro de 2011. (AP Photo Felipe Dana /)
Como já dissemos anteriormente, além da natureza precisar ser ouvida, os ambientalistas também precisam ser. Já está mais que na hora de tratarmos o assunto com seriedade.
Fonte: Blog do CEA 

Pumas in Costa Rica

 

Pumas in Costa Rica
The Puma is known by many names- the mountain lion, cougar, catamount, and panther to name only a few. The puma is as nearly as large as the jaguar and is one of the two Costa Rican cats that do not have spotted coats. Although their not as numerous as they once were, pumas truly are a Pan-American animal, found in Canada and as far south as Patagonia. 
The adult male puma is larger than the female, but the average weight of a puma is 110lbs. The pumas in Costa Rica vary in color from pale tan to reddish. 
The puma is active by day or night and will stalk and ambush prey from either the ground or from trees. Jumping on the victims back, the puma will break the victim’s neck with a vigorous bite to the back of the head. Like all cats, the puma is an agile climber and with its powerful hind legs, can leap to branches 16 ft. above the ground. Pumas feed on monkeys, spiny rats, agoutis, pacas, anteaters, armadillos, porcupines, opossums, rabbits, bats, peccaries, iguanas, deer, and snakes. To obtain food, the puma will travel long distances (a puma can travel 40 miles in one night). Studies show that pumas eat approximately six days out of every nine. 
Pumas, like jaguars will mark their territory by urinating, defecating, and scraping small patches of ground with their hind legs. This cat tends to prefer higher, drier ground than do the larger jaguars, but if jaguars abound in any given area- the puma is likely to avoid the area all together. Where they do occur together, the pumas are apt to take less large prey. 
Pumas make their home in dens, trees, or on the ground. Males and females do not associate together unless the female is in heat and if that is the case, a couple will copulate 50 to 70 times a day. The copulation frequency is high because ovulation in a female can only be induced by frequent mating. The gestation period lasts about three months resulting in one to six young. They will nurse for three or four months and stay with the mother until they are about one and a half to two years old. Pumas reach sexual maturity at about two and half years old. In the wild, they rarely live to see ten years old. 
Pumas are rarely found outside of protected areas in Costa Rica. Pumas have been hunted for their pelts, but not nearly to the degree that the spotted cats have been. The puma’s biggest adversary, besides the jaguar, is man. They are still killed by farmers and game hunters in Costa Rica and are adversely affected by habitat destruction through deforestation. The pumas future is questionable at best.

Reino Unido: hackers acusados de participar do grupo 'Anonymous' são detidos

 

A polícia britânica anunciou nesta sexta-feira a prisão de cinco suspeitos de pertencer ao grupo de hackers 'Anonymous', dois deles, menores de idade
Reino Unido: hackers acusados de participar do grupo 'Anonymous' são detidos
A polícia britânica anunciou nesta sexta-feira a prisão de cinco suspeitos de pertencer ao grupo de hackers "Anonymous", dois deles, menores de idade
Além disso, o FBI (polícia federal americana) revistou 40 imóveis nos Estados Unidos, identificados por uma ampla investigação cujo alvo é o grupo de hackers que atacou "importantes empresas americanas em vários setores", segundo um comunicado da polícia britânica.
"Cinco homens, de 15, 16, 19, 20 e 26 anos foram detidos após uma série de ações coordenadas", indica a nota, explicando que os suspeitos são acusados de terem violado a legislação sobre pirataria na internet com os recentes ataques reivindicados pelo grupo "Anonymous" contra "várias companhias". 
Em janeiro, o grupo também atacou os sites do executivo tunesiano e ameaçou o governo egípcio caso este bloqueasse o acesso à rede para atrapalhar os manifestantes que exigem a saída do presidente Hosni Mubarak.
O "Anonymous" chamou atenção ao atacar os sites das empresas de cartão de crédito americanas Visa e MasterCard, além do sistema de pagamentos PayPal. A ação foi uma resposta ao bloqueio das contas e meios de renda do WikiLeaks, que irritou os Estados Unidos ao revelar milhares de documentos confidenciais de suas embaixadas.
Na quinta-feira, a imprensa informou que um adolescente francês, suspeito de ter participado dos ataques contra sites nos EUA em apoio ao WikiLeaks, passou várias horas em prisão provisória, seis semanas atrás.

 Fonte: AFP

domingo, 30 de janeiro de 2011

Contra Belo Monte: Petição OnLine da Alemanha - Assine você também...


 SOS Xingu
Der Xingu ist in Gefahr
Bau und Betrieb des geplanten Wasserkraftwerks Belo Monte sind ein Angriff auf den Fluss, die Umwelt und die dort lebende Bevölkerung.
Diese Bedrohung erfordert globalen Einsatz für Leben und nachhaltige Entwicklung. Die Verantwortung für unsere Erde und für ein würdiges Leben zukünftiger Generationen ist das Motiv unserer Petition.
Am 1. Februar 2010 hat das Brasilianische Institut für Umwelt und natürliche erneuerbare Ressourcen (IBAMA) für das Wasserkraftwerk Belo Monte eine Vorlizenz erteilt, die an 40 Bedingungen gebunden ist. Beispiele aus der Vergangenheit zeigen, dass solche Bedingungen nicht beachtet werden, sobald mit dem Bau begonnen worden ist.
Der Planet Erde gehört uns allen.
Auf diesem Planeten gibt es nur ein Amazonien in seiner Biodiversität.
Einzigartig ist auch der Fluss Xingu.
Solidarisch mit den indigenen Völkern und den Siedlern entlang der Flüsse bekräftigen wir: Der Xingu soll für immer leben!
Bitte unterzeichnen Sie die Petition

sábado, 29 de janeiro de 2011

Liderança Mapuche em Porto Alegre

"Toda la tierra es una sola alma, y somos parte de ella" - Canto Mapuche

Nahuel Pino Lonkon, Indígena Mapuche - Maestro Intercultural
Liderança Mapuche em Porto Alegre
A Oscip Yvy Kuraxó, entidade de assistência e de defesa dos direitos indígenas, sediada em Porto Alegre/RS, está recebendo Nahuel Lonkon, vindo da Argentina com "recursos próprios" e apoio da Central de Trabalhadores da  Argentina (CTA). Importante liderança Mapuche na  América  Latina, tem uma caminhada direcionada pela defesa dos povos Mapuches, além de grande  visão política e espiritual deles.
A entidade gaúcha, Yvy Kuraxó apoia a causa, visando divulgar a realidade deste povo e buscam neste momento, captar  apoio para a realização de atividades dentro de uma proposta de Intercâmbio Etno-Cultural.
Alguns compromissos foram agendados, com palestras e  visitas na Assembléia, bem como eventos que ocorrem em 21/02 e 27/03. Além destas agendas já confirmadas, buscam outros espaços e eventos, em segmentos diversos, para inserir atividades voltadas a causa e militância Mapuche. A arte e cultura sagrada Mapuche, possui uma cosmovisão bastante profunda, como toda a visão indígena com saberes ancestrais. "Não queremos Guaranitizar, nem Mapuchizar" a vinda de Nahuel, "queremos compartilhar" é a proposta da Yvi Kuraxó, segundo sua coordenadora.
Hábil construtor de esculturas (Totens), que marcam territórios sagrados contribuindo para um nível de expansão e proteção das aldeias. A Yvy Kuraxó, em parceria com o povo Mapuche através de Nahuel, quer na abordagem temática desta cultura, realizar exposição, palestras e outros eventos para dar visibilidade a presença de importante líder e para a situação vivida pelos povos mapuches em toda a América Latina.
Informações para apoio nas atividades e em propostas de eventos, acesse
Fonte: REDE Os Verdes/Yvy Kuraxó
A REDE Os Verdes é parceira de Yvy Kuraxó

Mubarak hace caer al Gobierno para frenar la revuelta pero se aferra al poder

En directo desde Egipto/Direct from Egypt
Mubarak hace caer al Gobierno para frenar la revuelta pero se aferra al poder
Los tanques avanzan sobre las calles de El Cairo, cerca de la sede de la televisión nacional - AFP 
El presidente, acorralado por las protestas, anuncia la formación de un nuevo Gabinete y promete reformas en su primer mensaje a la nación desde que estalló la revuelta.- Al menos 29 muertos y un millar de heridos en los choques entre manifestantes y fuerzas de seguridad
Por ENRIC GONZÁLEZ/Enviado especial El Cairo 

Egipto se hunde en el caos. Ciudades como El Cairo, Alejandría y Suez son desde ayer un campo de batalla. Centenares de miles de personas se enfrentan a la policía y al Ejército. Se contabilizan al menos 29 muertos y más de 1.000 heridos. 
Los egipcios desafían una feroz exhibición de violencia policial para exigir la dimisión del presidente Hosni Mubarak. Han sido inútiles la declaración de un toque de queda desde las seis de la tarde y el gas lacrimógeno, las balas de goma y los disparos al aire. Ha sido inútil imponer un apagón de comunicaciones que inutilizó los móviles e Internet y sacar los tanques. El régimen de Hosni Mubarak está al borde del colapso. 
El presidente egipcio se dirigió anoche a la nación por medio de un mensaje emitido por la cadena estatal Nile TV, en lo que supone la primera reacción del régimen a la oleada de protestas. "Protegeré a Egipto" de la inestabilidad, pues "es una nación clave en la zona", declaró. El rais egipcio, que dijo haber asumido personalmente el control de la seguridad nacional, anunció la formación de un nuevo Gobierno, cuya composición se conocerá hoy, y dijo entender las reclamaciones de libertad de los manifestantes, pero siempre que se formulen de una manera pacífica y legal. "Estoy al lado de la libertad de cada ciudadano", dijo. "Trabajaré por la seguridad y por la libertad [de los egipcios]", así como por mejorar la economía del país, añadió el mandatario. 
El mensaje del presidente egipcio ponía fin al peor día de protestas desde que la contestación popular contra el régimen prendió el pasado martes. Las palabras de Mubarak, sin embargo, no calmaron a la multitud que continúa la calle y asegura que no la abandonará hasta que Mubarak deje el poder, informa Nuria Tesón. Los pequeños comercios de comida abrieron sus puertas aprovechando la emisión del discurso por televisión. Los manifestantes se acercaron a repostar y seguir las palabras del mandatario. "Es lo mismo de siempre", protestaban, algunos de ellos llenos de golpes después de un día de disturbios. "No creemos en las reformas. Mubarak tiene que irse". 
Ímpetu revolucionario 
La multitud, joven y enardecida, está furiosa. Décadas de represión y miseria han estallado en una jornada de ira de ímpetu revolucionario. El país más importante y populoso del mundo árabe, el principal aliado de Estados Unidos (tras Israel) en Oriente Próximo, la sociedad que de alguna forma marca el patrón regional, está anoche en llamas. En El Cairo, el humo negro de las barricadas incendiadas se ha mezclado todo el día con el gas lacrimógeno y envuelve la ciudad en una nube de pesadilla y a la vez de euforia. Hay un precio: al menos 29 muertos en todo el país, según France Presse, y más de 1.000 heridos en la capital. 
Los egipcios, siempre pacientes y bienhumorados, soportaron la opresión y la corrupción hasta que, sin previo aviso, estallaron. La protesta que surgió el martes en Internet, sin líderes, sin programa, sin otra ambición que romper cadenas, se amplió en unos días hasta abarcar a la población entera, o, al menos, a la enorme población urbana: solo en El Cairo viven más de 20 de los 80 millones de habitantes de Egipto. Los islamistas de los Hermanos Musulmanes se unieron a grupos cristianos, profesionales de clase media, muchachos frustrados, obreros, comerciantes, y salieron a la calle con un valor insospechado.
Fonte: Amarelle - Contacto en Espanã
Más en > El Pais

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Lettera aperta in difesa dei Popoli indigeni isolati di Sydney Possuelo

 Lettera aperta in difesa dei Popoli indigeni isolati di Sydney Possuelo

indigeniHo lavorato per più di quattro decenni, nella foresta amazzonica. Cinque anni fa, ho convocato il primo incontro internazionale in difesa dei popoli indigeni in isolamento. Ci siamo incontrati a Belem del Pará e lì ho proposto la creazione di un'Alleanza Internazionale per la loro protezione. 
Lo dico senza angoscia, ma chiaramente, abbiamo fatto pochi progressi in proposito. Sento che l'urgenza di allora, si è trasformata oggigiorno in una minaccia reale: i popoli isolati e i loro territori sono a rischio come non mai.
Negli ultimi cinque anni ho visto l'interesse nel far uscire dalla loro terra gli indigeni isolati, permettendone così l'invasione da parte delle compagnie petrolifere o minerarie, ho visto come si firmano decreti e concessioni per lo sfruttamento delle risorse naturali in aree abitate da questi esseri umani ; ho visto indigeni uccisi o perseguitati per difendere i propri diritti. Mi sono reso conto che continuiamo a considerare l'Amazzonia e gli indios come un ostacolo alle strategie di sviluppo, come sancisce l'Iniziativa di Integrazione dell'infrastruttura Regionale Sudamericana.
Dighe, strade, ponti sono stati costruiti in Amazzonia, senza proporre misure che tutelino effettivamente i diritti di questi popoli, e se questi atteggiamenti persistono, il destino degli indios in isolamento è segnato e spariranno.
Fonte: Verdi.It

Entenda o que está em jogo com a reforma da nossa legislação ambiental

CÓDIGO FLORESTAL
Entenda o que está em jogo com a reforma da nossa legislação ambiental

Pode não parecer, mas o Código Florestal tem a ver com a qualidade de vida de todos os brasileiros. Desde 1934, quando surgiu, o Código parte do pressuposto de que a conservação das florestas e dos outros ecossistemas naturais interessa a toda a sociedade. Afinal, são elas que garantem, para todos nós, serviços ambientais básicos – como a produção de água, a regulação do ciclo das chuvas e dos recursos hídricos, a proteção da biodiversidade, a polinização, o controle de pragas, o controle do assoreamento dos rios e o equilíbrio do clima – que sustentam a vida e a economia de todo o país. Além de tudo isso, é a única lei nacional que veta a ocupação urbana ou agrícola de áreas de risco sujeitas, por exemplo, a inundações e deslizamentos de terra.
É o código que determina a obrigação de se preservar áreas sensíveis e de se manter uma parcela da vegetação nativa no interior das propriedades rurais. São as chamadas áreas de preservação permanente (APPs) e reserva legal.
 
Entenda sobre o assunto

Rios brasileiros: poluição e descaso

Rios brasileiros: poluição e descaso
Por Felipe Lobo

A baixa qualidade da água nos rios é um dos principais problemas enfrentados pelas populações das grandes cidades brasileiras. Mas não é só: a poluição afeta a biodiversidade e compromete uma série de serviços ambientais prestados pelos ecossistemas. Para entender em qual estágio de pureza estão os corpos d’água de uma das florestas mais ameaçadas do planeta, a Fundação SOS Mata Atlântica coletou e analisou amostras de 69 rios espalhados por 70 municípios em 15 estados brasileiros desde maio de 2009.
O estudo, porém, apenas verificou as visitas feitas entre janeiro e dezembro de 2010, com um total de 43 rios e 39 cidades brasileiras de 12 estados mais o Distrito Federal. O resultado não é nada animador.
O trabalho aconteceu durante o ano de 2010 através do caminhão do projeto “A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante”. De posse de um kit de monitoramento, foi possível classificar as águas de rios, córregos e lagos, por exemplo, em cinco categorias: péssimo (de 14 a 20 pontos); ruim (de 21 a 26 pontos); regular (de 27 a 35 pontos); bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos). Este sistema tem base no Índice de Qualidade da Água (IAQ), padrão definido pelo Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente), e as pontuações giram em torno de parâmetros como temperatura, espumas, peixes e lixo.
“As coletas de água foram realizadas em corpos d'água de regiões urbanas, mesmo no caso dos parques. Portanto, a principal fonte de poluição constatada foi o esgoto doméstico sem tratamento, ou com baixos índices de tratamento de esgotos. As consequências mais nefastas são as doenças de veiculação hídrica, o impacto aos ecossistemas e o empobrecimento das regiões afetadas pela poluição dos rios”, avalia Malu Ribeiro, coordenadora da Rede de Águas da Mata Atlântica na SOS.
É mais do que urgente, aliás, abrir os olhos para os impactos. Isso porque, dos 43 corpos d´água monitorados, 70% se enquadram no nível regular, 25% no ruim e 5% no péssimo. Ou seja, absolutamente nenhum chegou perto de índices de pureza considerados satisfatórios. Com 34 pontos, o Rio Doce (em Linhares, Espírito Santo) e a Lagoa Maracajá (Lagoa dos Gatos, Pernambuco) lideram o ranking. Já o Rio Verruga (Vitória da Conquista, Bahia) e o Lago do Quinta da Boa Vista (Rio de Janeiro, RJ), com 19 e 17 pontos, respectivamente, amargam as últimas colocações.
Leia mais em O ECO

Pegada ecológica dos ricos é o descaso com os miseráveis

 Pegada ecológica dos ricos é o descaso com os miseráveis
Por Nilmar Barcelos 

O Brasil, com os seus cerca de 190 milhões de cidadãos e ocupando a décima posição no ranking dos países mais desiguais do mundo, já ultrapassou 0,3 hectares em relação a chamada “pegada ecológica” – limite sustentável estipulado ou ideal de consumo anual por pessoa.
É óbvio que, em tal linha de raciocínio, uma minoria mais abastada tem sido protagonista na solidificação desta triste marca consumindo em excesso enquanto ainda presenciamos pessoas morrendo por inanição e sem o mínimo do que podemos classificar como dignidade humana. 

Declaração do Cacique Raoni sobre Belo Monte

PAREM COM A CONSTRUÇÃO DA BARRAGEM DE BELO MONTE NÃO À MEGA USINA NA AMAZÔNIA

 PAREM COM A CONSTRUÇÃO DA BARRAGEM DE BELO MONTE
NÃO À MEGA USINA NA AMAZÔNIA 

Belo Monte seria maior que o Canal do Panamá, inundando 100.000 hectares de floresta, expulsando 40.000 indígenas e populações locais e destruindo o habitat precioso de inúmeras espécies -- tudo isto para criar energia que poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência energética. 
A pressão sobre a Presidente Dilma está aumentando: o Presidente do IBAMA acabou de renunciar, se recusando a emitir a licença ambiental de Belo Monte e expondo a pressão política para levar este projeto devastador adiante. 
Especialistas, lideranças indígenas e a sociedade civil concordam que Belo Monte é um desastre ambiental no coração da Amazônia. 
As obras poderão começar logo. 
Vamos aumentar a pressão para Dilma parar Belo Monte! 
Assine a petição, antes que as escavadeiras comecem a trabalhar -- ela será entregue em Brasília. 
REPASSEM ESTA MENSAGEM PARA QUE OUTROS BRASILEIROS SAIBAM DISTO E SE MANIFESTEM TAMBÉM.

Tragédias políticas

 
Tragédias políticas
"Cílios" são pelos posicionados nas margens das pálpebras, protegendo a delicada superfície do globo ocular e, sem eles, o processo da visão como é conhecido seria impossível. "Matas ciliares" são agrupamentos florestais em margens de rios, em estratégica posição de proteção e, em muitos casos, salvaguardando para que o fluxo de cheias não destrua propriedades e vidas.
Também protetoras, as florestas situadas em topos e encostas de morros
formam "guarda-chuvas" com suas copadas, ajudando a prevenir encharcamentos do solo, e as tramas organizadas pelas suas raízes elaboram a união e sustentação terrestre.
No dia 11/01/11, ao mesmo tempo em que Aldo Rebelo argumentava favoravelmente à destruição desta organização florestal e pela desestruturação do Código Florestal Brasileiro (CFB) na Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (FETAG-RS), já caíam os primeiros pingos de uma chuva torrencial sobre a região serrana do Rio de Janeiro.
Gradativamente desmatada pela ação do homem e, como previsível sucedâneo, rios saíram dos seus leitos e encostas lamacentas ruíram em incontida força, destruindo o que a potência da gravidade lhes energizava.
Longe dali, seco e seguro, Aldo ainda discorria favoravelmente ao desmatamento e à anistia financeira de desmatadores, ávido em passar a motosserra do agronegócio no CFB. Entre outras irresponsabilidades, seu relatório libera para uso topos e encostas de morros (fato que levou a vários desabamentos e mortes naquela região), intensa retirada de matas ciliares e - um escárnio - a naturalização da jaca. Argumenta que o fruto veio da Índia há muito tempo e quer que a sua "lei" se sobreponha às da natureza.
No RJ a população mais pobre (sempre eles) era vitimada por tsunamis de lama impulsionados pela arrogância, omissão e ganância de políticos.
Não obstante, gestores públicos entrevistados diziam o que sempre dizem: já tinham um plano de recuperação da região, verbas seriam liberadas num futuro próximo e a culpa era da chuva.
Segundo sua prestação de contas, sabe-se que o reeleito Aldo desfrutou de milionária campanha à deputação federal (2010) - R$ 2.177.724.19 - de onde aproximadamente R$ 627.000.00 vieram de empresas do agronegócio, bancos, construtoras e metalúrgicas. O palestrante, astuto, falseava similitudes da abandonada agricultura familiar com os dos grandes negociantes rurais; truculento, impunha interesses de seus ricos financiadores sobre os coletivos: fingido, desejava o bem do País e de todos - desde que, claro, lhe auferissem benesses políticas.
Entretanto, Aldo não ataca o CFB sozinho. Entre outros exemplos nacionais temos, no RS, Luiz Carlos Heinze (PP-RS), em cujo "site", ele "alerta sobre necessidade de mobilização para aprovar mudanças no código florestal". Recebeu, inclusive, o prêmio Responsabilidade Ambiental em 2010 de um tal "instituto ambiental borboleta azul". Neste caso o logro é o seguinte; os mesmos que financiam o "instituto", financiaram Heinze na campanha de 2006 - Votorantin R$ 19.217.16; Aracruz R$ 10.000.00 e Stora Enso R$ 15.770.16 (a campanha de 2010 custou R$ 1.557.728,41). Um premia o outro, o outro premia o um, a troca de prêmios vai para o currículo e dá-lhe festa.
Áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal, Matas ciliares são locais nevrálgicos para a preservação da natureza, mas muito mais - e em maior expressão - para a proteção de pessoas. A catástrofe do Rio - assim como foi a de Santa Catarina há algum tempo atrás, e já esquecida - corroboram este fato inequivocamente.
Os parlamentares não são os responsáveis pelo temporal no RJ, entretanto suas ações pela supressão de árvores agigantaram a tragédia e, a atuação destes políticos além de levarem preocupações aos lares, levam os próprios lares correnteza abaixo!
Nem os quase 700 mortos e as lágrimas dos milhares vitimados arrefecem o saracoteio "dos Aldo e Heinze" pela destruição de florestas e, fiquemos atentos, pois votarão o novo Código imediatamente. Concomitante ao desaparecimento de famílias inteiras e a sofrimentos inenarráveis dos que ficam, o grupo só contabiliza os lucros políticos oriundos de suas ações. Na lógica de suas deputações, legislam estritamente no sentido da privada. Este é o mundo que constroem/destroem e, pelo bem de todos, não deveríamos reeleger tais políticos!
Dr. Althen Teixeira Filho

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

GOVERNO DE MENTIRA: CONTRA BELO MONTE!!! DIGA NÃO AO CRIME AMBIENTAL NO PLANETA!!!

IRMÃOS ECOLOGISTAS!!
AGORA É GUERRA!!!!
Ecologistas do Mundo, o Governo Brasileiro liberou licença "parcial" para o desmatamento da Floresta Amazônica, na área em que pretendem construir a Usina de Belo Monte. Mentiram para o Povo Brasileiro e os Índios amazonicos. Repliquem esta mensagem. Os Brasileiros e a Amazônia precisam de sua manifestação contra o Crime Ambiental no Brasil e que afetará o Planeta pelo desequilibrio ambiental e climático. Em nome da Vida do ambiente da Amazônia e dos Índios.
DIGA NÃO À BELO MONTE!!!
 HERMANOS DE ESPAÑA!
AHORA ES LA GUERRA!
Los ecologistas del mundo, el gobierno brasileño lanzó permiso "parcial" a la deforestación de la Amazonia en el área donde tienen la intención de construir la planta de Belo Monte. Mintieron al pueblo y los indígenas del Amazonas brasileño. Replicar este mensaje. La Amazonia brasileña y necesitan su manifestación contra la delincuencia ambiental en Brasil, que afectan al planeta y el medio ambiente y el desequilibrio climático. En nombre de la Vida y Medio Ambiente de los indios del Amazonas.
DIGA NO A BELO MONTE!
 BROTHERS IN EUROPE AND AMERICA!
NOW IT'S WAR!!
Ecologists in the world, the Brazilian government released permit "partial"to the Amazon deforestation in the area where they intend to build the plant of Belo Monte. They lied to the people and the indigenous Brazilian Amazon. Replicate this message. The Brazilian Amazon and need their demonstration against Environmental Crime in Brazil which will affect the planet and the environment and climate imbalance. On behalf of Life and Environment of the Amazon Indians.
SAY NO TO BELO MONTE!


sábado, 22 de janeiro de 2011

Domingo: Vota Francisco Lopes

 
Domingo: Vota Francisco Lopes
Em Guimarães, numa sala cheia, Francisco Lopes dirigiu-se a todos os portugueses dizendo que, no dia 23 de Janeiro, façam ouvir a sua voz, que levantem bem alto a sua voz pelo direito a uma vida digna, por um Portugal melhor, votando na minha, na nossa candidatura. 
Votemos todos Francisco Lopes
Não deixem que vos calem!
Entusiasmo e grande confiança demonstrou o povo do Porto e do Minho no último dia de campanha, primeiro na arruada pela Rua de Santa Catarina, no Porto e depois no auditório da Universidade do Minho em Guimarães.
A arruada encheu de emoções fortes e de abraços e palavras de ânimo à passagem do candidato. Operários, jovens, reformados de ambos os géneros e de todas as idades acompanharam em festa Francisco Lopes, ladeado pelo Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e os eleitos ,dirigentes e representantes da CDU da região. Marcante e simbólica foi a participação de trabalhadores dos Bingos Olímpia e Brasília, há mais de 20 dias a viverem nos estabelecimentos que encerraram, sem carta de despedimento nem indemnização. Fizeram questão de demonstrar que estão com Francisco Lopes.
Em Guimarães, o auditório abarrotou de apoiantes que primeiro cantaram e deram um pezinho de dança popular portuguesa e não só com os Cantares da Terra. Depois de intervir a membro da Executiva da CGTP-IN, Deolinda Machado, Jerónimo de Sousa salientou que este comício teve ainda mais força do que há cinco anos o seu, no Largo do Toural, considerando que Francisco Lopes é o candidato mais preparado para assumir o cargo de Presidente da República.
Numa igualmente muito aplaudida intervenção, o candidato explicou que, por ter repudiado o Orçamento de Estado, esta é a única candidatura alternativa, patriótica e de esquerda à política de direita, motivo que a faz dar mais força à luta que vai continuar, depois de dia 23, por uma ruptura que ponha Portugal num caminho de progresso e de justiça social.

Maior tragédia do Brasil foi na Serra das Araras

Desabou: A Serra das Araras ficou “pelada” após tragédia de 1967
Maior tragédia do Brasil foi na Serra das Araras
Uma cruz de 10 metros na subida da Serra das Araras (Piraí-RJ), no local conhecido por Ponte Coberta, marca o início de um enorme cemitério construído pela natureza. Lá estão cerca de 1.400 mortos (fora os mais de 300 corpos resgatados) vítimas de soterramento pelo temporal que atingiu a serra em janeiro de 1967. Foi a maior tragédia da história do País, superando o número de mortos da atual tragédia na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, hoje acima de 700.
No episódio da Serra das Araras, suas encostas praticamente se dissolveram em um diâmetro de 30 quilômetros. Rios de lama desceram a serra levando abaixo ônibus, caminhões e carros. A maioria dos veículos jamais foi encontrada. Uma ponte foi carregada pela avalanche. A Via Dutra ficou interditada por mais de três meses, nos dois sentidos.
A Revista Brasileira de Geografia Física publicou, em julho do ano passado, a lista das maiores catástrofes por deslizamento de terras ocorridos no país. O episódio da Serra das Araras, com seus 1700 mortos estimados, supera de longe qualquer outro acidente do gênero no país.
Para se ter uma idéia do que ocorreu na Serra das Araras basta comparar os índices pluviométricos. A atual tragédia de Teresópolis ocorreu após um volume de chuvas de 140mm em 24 horas. Na Serra das Araras, em 1967, o volume de chuvas chegou a 275 mm em apenas três horas. Quase o dobro de água em um oitavo do tempo.
Mas o episódio da Serra das Araras parece ter sido apagado da memória do país e, especialmente, da imprensa. O noticiário dos veículos de comunicação enfatiza que a tragédia da Região Serrana do Rio superou o desastre de Caraguatatuba em março de 1967 (ver abaixo). O caso da Serra das Araras, ocorrido em janeiro daquele mesmo ano, sequer é citado.
Até a ONU embarcou na história e colocou a tragédia atual entre os dez maiores deslizamentos de terras do mundo nos últimos 111 anos.
Caraguatatuba 
Caraguatatuba: As marcas dos deslizamentos no mesmo ano de 1967
O ano de 1967 foi realmente atípico. Em março, dois meses após a tragédia da Serra das Araras, outro desastre atingiu Caraguatatuba, no litoral paulista. Chovia quase todos os dias desde o início do ano (541mm só em janeiro, o dobro do normal). Do dia 17 para 18 de março, um temporal produziu quase 200 mm de chuvas em um solo já encharcado. No início da tarde de 18 de março, sábado, a tragédia aconteceu sob intenso temporal que chegou a acumular 580mm de chuvas em dois dias (Teresópolis teve 366mm em 12 dias). 
Segundos os relatos da época, houve uma avalanche de lama, pedras, milhares de árvores inteiras e troncos que desceu das encostas da Serra do Mar, destruindo casas, ruas, estradas e até uma ponte. Cerca de 400 casas sumiram debaixo da lama. Mais de 3 mil pessoas ficaram desabrigadas (20% da população da época). O número de mortos - cerca de 400 - foi feito por estimativa, pois a maioria dos corpos foi soterrada ou arrastada para o mar. 
Detalhe: Caraguatatuba, em 1967, era um balneário turístico de 15 mil habitantes. Dá para imaginar quais seriam as consequências se aquela tragédia ocorresse hoje, com os atuais 100 mil habitantes.
Serra das Araras - 1967 
Salvos: Ônibus da Viação Cometa na Serra das Araras, em 1967. Motorista só não salvou um passageiro
"Vimos mortos nas árvores, braços na lama"
Bárbara Osório-MacLaren nasceu na Alemanha em janeiro de 1939. Tendo sobrevivido à II Guerra Mundial, veio para o Brasil com a família em 1950, quando tinha 11 anos, atendendo a um chamado do avô materno, que já vivia no país. Foi morar em São Paulo, na Tijuca Paulista, fez Admissão no Externato Pedro Dolle e, quando jovem, estudou no Ginásio Salete. Frequentava o Clube Floresta: "Nos encontrávamos (com os amigos) para nadar ou praticar outro esporte", relembra. 
Em 1961, mudou-se para a Inglaterra. Seis anos depois, aos 28 anos de idade, voltou ao Brasil para rever os amigos. Já no Rio de Janeiro, em 22 de janeiro de 1967, às 23 horas, tomou um ônibus da Viação Cometa com destino a São Paulo. Um temporal desabou na Via Dutra, que acabara de ser duplicada. Nunca, naquela região, se havia visto ou iria se ver uma chuva tão forte quanto aquela que presenciava a jovem alemã e que ela relata a seguir: 
- Dentro de 40 minutos, na Via Dutra, houve um temporal. O nosso ônibus já estava na subida, mas a estrada se abriu a nossa frente. Lá ficamos até a manhã do dia seguinte. Pela rádio ouvimos os gritos de pessoas em outros carros, estavam sufocando na lama. 
Bárbara dá detalhes: "Pela manhã, descemos o morro a pé, vimos mortos nas arvores, braços na lama, as reportagens nos jornais falavam de mais de 400 mortos. Eu desmaiei no transporte de caminhão desta cena ao Centro do Rio. Quando acordei do coma ou desmaio, estava em Lisboa, Portugal. Em outras palavras, em vez de me levarem a um hospital no Rio, me despacharam para a Europa". 
A experiência da jovem alemã, hoje com 72 anos, foi contada há dois anos em um depoimento ao site "São Paulo Minha Cidade" e dá a dimensão do que ocorreu na Serra das Araras em 1967. 
Mas seu depoimento, 42 anos após a tragédia, é uma raridade. Há poucas histórias registradas sobre os acontecimentos da época, por duas razões: carência de boa cobertura jornalística, em virtude dos parcos recursos tecnológicos da imprensa no período, e o fato de que o episódio foi tão trágico que poucos sobreviveram para testemunhá-lo. 
Outra das poucas histórias que sobreviveram também envolve um cidadão estrangeiro. É a história do motorista do ônibus prefixo 529 da Viação Cometa, que salvou a vida de quase todos os passageiros. O motorista, quando vislumbrou a tragédia que poderia se suceder, pediu que todos deixassem o ônibus, mas um estrangeiro recusou-se à deixar o veículo. Poucos minutos depois, uma rocha rolou e caiu sobre o ônibus, matando o estrangeiro.
Advogado lembra trabalho de presos 
O advogado Affonso José Soares, de Volta Redonda, que morava em Piraí na época da tragédia, lembrou que, na madrugada da tragédia na Serra das Araras, trabalhava em um habeas corpus para a libertação de sete presos. Eles haviam sido detidos, em flagrante, cerca de dois meses antes, praticando um jogo ilegal de aposta conhecido como "Jogo da Biquinha". Durante a madrugada, percebeu o barulho do estrondo, mas continuou o trabalho com o auxílio de um lampião, já que a cidade ficou às escuras por causa dos deslizamentos na serra. 
- Estava trabalhando no meu escritório e escutei o estrondo por volta de uma ou duas horas da manhã. Estava trabalhando intensamente em um habeas corpus para sete presos que estavam na cadeia de Piraí e, quando as luzes se apagaram, tive que usar um lampião durante a madrugada toda - lembrou. 
Na manhã seguinte, segundo ele, o município foi "invadido" por passageiros do Rio de Janeiro e de São Paulo, que ficaram impossibilitados de passar pela serra devido aos desmoronamentos e crateras. 
- Foi uma ocorrência de acidente muito grave. Os ônibus de São Paulo e carros do Rio entravam em Piraí e não tinham como seguir viagem. O comércio foi praticamente invadido por passageiros. A tromba d'água tinha destruído praticamente todo o acesso. Na Serra das Araras, havia crateras enormes. Demoraram quatro ou cinco meses para restabelecer a situação - lembrou. 
Antes do meio dia, no dia da tragédia, o advogado lembra que foi procurado pelo delegado que pediu sua ajuda para convencer os presidiários a colaborarem no resgate das vítimas. 
- O contingente da delegacia era de cinco pessoas, entre policiais militares e civis e havia necessidade imediata de pessoas para realizar o trabalho de prestar socorro às vítimas presas nas crateras. O delegado acrescentou que os presos depositavam confiança em mim e me respeitavam e que eu poderia convencê-los a ajudar - continuou. 
Ao dirigir-se àquele que seria o "líder" dos presos, Affonso recordou que frisou a oportunidade de os presos mostrarem humanidade e solidariedade. 
- Falei que eles estavam tendo uma oportunidade de prestar um serviço público e demonstrar espírito solidário. Mesmo assim, lembrei que se esboçassem qualquer reação de rebeldia poderiam ter sérios problemas, porque eu tinha material suficiente para incriminá-los. Eles aceitaram e pediram para dizer que estavam nas mãos do delegado - acrescentou o advogado. 
Os sete presos fizeram o trabalham mais pesado do salvamento: foram amarrados por cordas e descidos até o local em que estavam às vítimas. Além de auxiliar no salvamento e nos primeiros socorros aos sobreviventes, apanhavam corpos e os traziam abraçados. 
"Eles eram fortes e fizeram um trabalho que ninguém queria fazer. Trabalharam por 48 horas e voltaram à delegacia para ajudar na parte burocrática", frisou Affonso. 
Dias depois, por intermédio de um escrivão piraiense que vinha de São Paulo, Affonso descobriu que o trabalho executado pelos presos havia ido parar na primeira página do Jornal da Tarde com o título "Os sete homens bons". Sem pestanejar, anexou a reportagem ao processo que estava organizando. 
- Apanhei a primeira página do Jornal da Tarde e juntei ao habeas corpus e tenho certeza que isso contribuiu para obter a liberação deles. Eles demonstraram seu lado humano, o de quem não é só criminoso, bandido - explicou.
Fonte: Jornal dos Amigos

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O Ilusionista Artigo de Júlio Wandam

Em breve mais uma “Grande Obra”, de dimensões incomensuráveis a beira da lagoa
O Ilusionista
"Não são crianças no Lixão" - 2010
O Ilusionista vai à rádio Tapense e fala, fala e nada diz. Além de tirar coelhos e projetos de sua cartola, ele é mágico o suficiente para iludir, quem “quer ser iludido”. Até o próprio Ilusionista se ilude com suas promessas. 
A grande maioria dos assistentes de palco do mágico e ilusionista, alçado ao poder de comandar a “coisa pública” nesta cidade, acabam acreditando também. 
Já dizia Paul Joseph Goebbels, Ministro do Povo e da Propaganda, um nazista safado que iludiu até o Adolf Hitler e aproveitou para fazer a Alemanha toda acreditar em suas mentiras que acabaram por se tornar “uma” verdade. Hitler ficou feliz com tal projeção na mídia imprensa da época. 
"Não são vacas no Lixão" - 2010
Essa estratégia cruzou no tempo da história humana em sociedade, é algo já inescrupulosamente aceito no âmbito da “coisa pública”, afinal, eles só mentem a cada quatro anos, pensa o povo e seus asseclas.
O problema é quando a mentira quer se manter em voga, e compram pernas-de-pau para que a mentira não fique com a perna curta.
Este é o dilema da raça humana, quando muitos já fizeram grandes governos e reinos, sem que eles na verdade tivessem existidos. Aqui se constroem diversas obras e empreendimentos sem que eles sequer tenham Licenciamento Ambiental, quiçá, na verdade estejam ali para serem vistos. Logo ali, (...) não está vendo??
"Não é chorume no Lixão" - 2010
Ensinam-nos muitos filósofos a necessidade de observar a situação da cidade, e ver num dado momento que nada na verdade é feito para manter a idéia de cidade, de urbanismo, de civilidade. Então é lógico que a política passa longe e com vergonha desta cidade que dizem existir Governo, que na verdade sabemos ser em outro Palácio que se comanda o lugar. 
Quando assisti a manada de cavalos tomando conta da praia do Jacarézinho, pensei que algo estranho poderia estar acontecendo em outro lugar. E estava, segundo testemunhas oculares, no outro extremo de nossa enseada, na praia do ‘u’, estavam vacas cagando e andando na praia, próximo aos banhistas que ali se banhavam.
Da mesma forma andavam e cagavam os cavalos “em turma” que resolveram passear no domingo de sol nas praias de Tapes.
Mais estranho ainda, foi que próximo do lugar da cavalhada xucra fazendo uso de nossa praia, estavam pessoas bem intencionadas solicitando que os veranistas aproveitassem as férias para visitarem a Casa de Cultura (?).
Onde existe este detalhe cultura em Tapes? Qual cultura existe? O que isso significa? 
"Não são pneus no Lixão" - 2010
Com artistas circenses em pernas-de-pau (aquelas para a mentira acabar daqui mais dois anos), estavam distribuindo folhetos com tal convite. Em outros lugares, menos conhecidos que nossa enseada, eles levam os livros até a praia, abrem espaços culturais com feiras e exposições.
A Casa de Cultura Rui de Quadros Machado, está precisando na verdade é de reforma e não de visita no momento, pois é um patrimônio que deveria ser aproveitado com mais interesse pelos cidadãos de nossa cidade, antes de ser apresentada ao visitante no estado em que se encontra.
Esta seria uma grande “obra” que poderia ser feita na cidade e não algumas outras que a gente sabe a forma que tomarão e como serão deixadas para as gerações futuras.

 Julio Wandam

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Meanwhile in the city of Horses ...

Meanwhile in the city of Horses...
no comment
The weekend in the city was attended by families the city Horse who visited Beach Jacarezinho.

again, no comment