segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

ARGENTINA EM PERIGO - DIVULGUEM O VÍDEO-DENUNCIA PROIBIDO NESTE PAÍS

 Argentina em Perigo!
Assistam o vídeo proibido na Argentina, que denuncia um grave crime que está para acontecer.
Fonte: REDE Os Verdes/via Facebook
ACESSA E PARTICIPA DESTA LUTA!

Comentário sobre o atropelamento dos ciclistas

Alexandre Garcia comenta atropelamento de 20 ciclistas em Porto Alegre

 
Fonte: REDE Os Verdes/Massa Crítica

Crime continuado e silencioso contra a Biosfera 1/3


 Crime continuado e silencioso contra a Biosfera  

Por Millos Augusto Stringuini(1)
e José Truda Palazzo Jr(2) 

Introdução 
O presente artigo é resultado de mais de 30 anos de observação e enquete sobre públicos muito variados, incluindo centenas de alunos de graduação e pósgraduação no Brasil e no exterior, para os quais foi perguntado: 
- O que possibilita a existência da vida no planeta? 
De forma impressionante, ressalvados somente cinco respostas corretas, os questionados sempre responderam de forma incorreta. 
A imensa maioria das pessoas pensa que a existência da vida na Terra é devida à água. Além disso, muitas outras falam do carbono, algumas dizem energia e petróleo e mais um sem número de respostas absurdas, como o dinheiro e economia, as leis, o sexo, etc. 
Das cinco pessoas que acertaram a resposta, quatro eram biólogos e um engenheiro agrônomo. 
O imenso desconhecimento na sociedade da resposta correta é a prova incontestável do descaso da humanidade com um fenômeno natural que é à base da existência de todos os seres vivos existentes na biosfera. 
Além disso, se contam aos milhares as reuniões, conferências mundiais, seminários falando de meio ambiente. Igualmente, tratados, livros, artigos de direito ambiental e um grande volume de pesquisas científicas publicadas anualmente sem que qualquer referência seja realizada ao fenômeno que possibilita a existência da vida no Planeta Terra. 
Esse texto tem como objetivo demonstrar que o desconhecimento da existência e dinâmica do fenômeno que possibilita a vida no planeta Terra e a falta de preservação de sua integridade, implicará, dentro de algum tempo, na extinção de milhares de espécies e da humanidade.
A produção de vida 
A Terra é um “planeta com vida” porque existe clorofila e fotossíntese. Um planeta pode ter água, carbono, nitrogênio, fósforo e potássio e demais elementos, mas não terá vida se não tiver clorofila e, portanto, fotossíntese. 
A fotossíntese é o fenômeno dinâmico gerado pela clorofila em presença da luz solar nos cloroplastos celulares que produz e mantêm a vida no planeta. É fato que algumas comunidades dos fundos abissais marinhos vivem de quimiossíntese, mas qualquer organismo que tenha seu ciclo de vida vinculado às áreas emersas e aos ambientes acima dos 1000m de profundidade, bem como a maioria dos que vivem nos fundos marinhos colhendo a “chuva de organismos” que o mar aporta, têm suas vidas inexoravelmente dependentes da fotossíntese. 
Para relembrar aos esquecidos as aulas de biologia no segundo grau, nas quais a imensa maioria dos alunos achava desagradável estudar a fotossíntese, publica-se abaixo a fórmula desse maravilhoso fenômeno que permite a existência de vida nesse planeta, inclusive a humana. 
•FOTOSSÍNTESE
6CO2 + 6H2O + luz (energia) C6H12O6 + 6O2 
Durante a noite ocorre o fenômeno inverso: 
Liberação de CO2 e consumo de O2. 
RESPIRAÇÃO. 
C6H12O6 + 6O2 6CO2 + 6H2O + energia. 

Merece total destaque o fato de que a fonte primordial de clorofila e fotossíntese no planeta é o fitoplâncton oceânico e das águas doces. De fato, a maior quantidade de fotossíntese produzida na Terra é realizada pelo fitoplâncton, que é formado por diminutas “plantas marinhas” (principalmente algas verdes, diatomáceas, cianofíceas e dinoflagelados) que estão na base da teia da vida dos mares e, portanto, do planeta. 
O fitoplâncton aquático é a “fonte primordial de geração de oxigênio para o planeta”. Se existe uma grande quantidade desse elemento no planeta, disponível para todos os seres vivos e a humanidade respirar, deve-se à existência, principalmente, do fitoplâncton. 
Os vegetais clorofilados terrestres contribuem também e são fontes amplificadoras do processo de produção de fotossíntese originado nos mares. 
As florestas tropicais, além da função de produção de oxigênio e captação e fixação de gás carbônico – fotossíntese – são reguladoras hidráulicas do ciclo das águas e do clima global em cooperação com os dois pólos frios terrestres (sul e norte). 
Por sua vez, o planeta Terra possui um “quantum naturalmente incremental da presença de clorofila e de fotossíntese” (quantum fotossintético) para manter a vida e seu ciclo evolutivo no planeta, gerado pelo fitoplâncton e ampliado pelos vegetais terrestres. 
Incremental porque, quanto mais fotossíntese é produzida pelos vegetais clorofilados e, principalmente, pelo fitoplâncton, mais oxigênio será disponibilizado na atmosfera, equilibrando dinamicamente a relação de concentração no ar do Oxigênio e do Gás carbônico. Um ciclo virtuoso de produção de oxigênio e captação e absorção de gás carbônico. 
Por outro lado, quanto mais humanos e motores de todos os tipos existirem no planeta maior será a necessidade de fotossíntese, pois ambos consomem oxigênio e produzem gás carbônico. Entretanto, com os processos de poluição das águas oceânicas e doces, do ar e dos solos, associado ao desmatamento, a humanidade promove, constantemente, uma redução crescente (muito provavelmente exponencial) do “quantum fotossintético” do planeta, ou seja, paulatinamente os humanos estão alterando o equilíbrio dinâmico da relação de concentração no ar do Oxigênio e do Gás Carbônico. 

1 Biólogo, Doutor em Ciências do Meio Ambiente - Professor “cátedra sul” da Universidade de Liége –
DSGE – Bélgica, Perito Internacional.
2, Presidente da rede Costeiro-Marinha e Hídrica, Consultor em Meio Ambiente


CONTINUA AMANHÃ >>> 
Fonte: REDE Os Verdes/via e-mail

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Ser Verde o estar verde


 Ser Verde o estar verde
A la izquierda de la foto, en la primera fila, puede observarse al alcaldable del PSOE en Granada: Paco Cuenca. A primera vista la bufanda verde parece que se la pone solo en Granada. Fuera, se ve que se debe a su jerarquía partidista.
Se la quita cuando va a Sevilla a reunirse con sus copartícipes, no vaya a ser que le acusen de estar verde. Tampoco importa mucho, porque es muy posible que ni Rubalcaba, ni Griñán, ni Pepe Blanco, ni Juan Espadas, sepan quién es. Porque, si saben que Paco Cuenca es el candidato del PSOE a la alcaldía de Granada, ¿por qué le han puesto en una esquina de la foto, cómo si no fuese con ellos?
Si ya lo sitúan en la esquina, ¿qué podrá reivindicar para Granada? Tal vez, como el resto de miembros del PSOE granadino, sólo se dedicará a rendir pleitesía al aparato que gobierna en Sevilla.
Y, sin embargo, se anuncia como Paco Cuenca Alcalde. Lo de Alcalde ¿qué es? ¿el segundo apellido? ¿Una broma interna del PSOE? ¿Un chiste malo? Eso es, un chiste malo. Como el de la bufanda verde que se pone, intentando confundir a los granadinos. Pero no nos preocupemos, esta vez no va a funcionar el voto útil. Ha quedado demostrado que es el más inútil de los votos.
La gente de Granada conoce cada vez más a Los Verdes y las propuestas que defienden. Y quienes aún no lo saben, lo sabrán pronto. Por mucha bufanda verde que se ponga el alcaldable Cuenca.

Cenas fortes do atropelamento criminoso contra ciclistas em Porto Alegre


 As imagens do atropelamento da Massa Crítica
Absurdas as imagens postadas no Youtube. Um crime sem explicação ocorreu em Porto Alegre na sexta-feira, quando um insano motorista atropelou uma marcha ciclistica, que justamente pedia respeito pelo ciclista nas ruas da capital do RS.
Fonte: REDE Os Verdes/via Facebook

Aos 73 anos, morre o escritor Moacyr Scliar


 Aos 73 anos, morre o 
escritor Moacyr Scliar 
Por Milton Ribeiro
O escritor gaúcho Moacyr Scliar faleceu à 1h deste domingo, 27 de fevereiro, por falência múltipla de órgãos.
O escritor foi internado no início de janeiro para uma cirurgia de extração de tumores no intestino. Enquanto se recuperava da operação, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) no dia 16 de janeiro e foi encaminhado o para a UTI do Hospital das Clínicas de Porto Alegre.
Seu corpo será velado hoje a partir das 14h, no salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O sepultamento será na segunda-feira.
Moacyr recebeu três vezes o prêmio Jabuti, em 1988, 1993 e 2009, assim como prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte em 1989 e o Casa de las Americas em 1989. 
Uma vida em torno da literatura e da medicina
Filho de José e Sara Scliar, imigrantes oriundos da Bessarábia (Rússia), Moacyr Scliar nasceu em Porto Alegre em 23 de março de 1937. Foi alfabetizado pela mãe, que era professora primária e o incentivou a ler e escrever. Em 1955, passou a cursar a faculdade de Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde se formou em 1962, ano em que publicou o livro História de um Médico em Formação, o primeiro da extensa bibliografia. São 74 livros abrangendo o romance, a crônica, o conto, a literatura infantil e o ensaio. Ele ainda foi colunista de jornais e teve textos adaptados para o cinema, teatro, tevê e rádio.
Sua obra foi marcada pela aproximação com o imaginário fantástico e com a investigação da tradição judaico-cristã, tendo como temas dominantes a realidade social da classe média urbana no Brasil, a medicina e o judaísmo. Scliar teve livros publicados em diversos países como Alemanha, Israel, Estados Unidos, Rússia, Franças, entre outros. Na carreira médica, ele especializou-se em saúde pública, fez curso de pós-graduação em Israel e tornou-se doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública. Moacyr Scliar casou-se em 1965 com Judith Vivien Olivien, com quem teve um filho, Roberto. 
ABL
Em 31 de julho de 2003, Scliar foi eleito, por 35 dos 36 acadêmicos com direito a voto, para a cadeira de nª 31 da Academia Brasileira de Letras (ABL), substituindo a Geraldo França de Lima. O escritor gaúcho tomou posse em 22 de outubro daquele ano, sendo recebido pelo conterrâneo Carlos Nejar.
No discurso de posse na Academia, Scliar disse que oferecia a nomeação aos pais, “emigrantes que lutaram duramente e que me ensinaram a lutar também, e a acreditar. Como um dia acreditou na literatura aquele gurizinho do bairro do Bom Fim que, de algum lugar do tempo, me olha com seus grandes olhos, um olhar de admiração e de espanto à qual junto, neste momento, a gratidão de toda a minha vida”.
Seus principais livros são A guerra no Bom Fim, O exército de um homem só, O centauro no jardim e Os deuses de Raquel.
Fonte: Sul 21

Suspensão da Justiça Federal atenua clima na região do Xingu


Suspensão da Justiça Federal atenua clima na região do Xingu
Justiça também impediu repasse de recursos do BNDES à empreiteira: a Justiça Federal no Pará ordenou a suspensão de licença parcial que autorizou a instalação do canteiro de obras para a construção da usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA). O juiz Ronaldo Destêrro considerou que as pré-condições para o início da construção não foram cumpridas. A decisão ainda proíbe o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de transferir recursos à Nesa (Norte Energia SA), empresa formada para o empreendimento.
A liminar suspendendo a licença foi pedida pelo Ministério Público Federal do Pará, que argumentou não haver, no sistema legal brasileiro, a possibilidade de conceder uma licença parcial.(...)
Clima de guerra com índios, ecologistas e povos da floresta
Segundo Renata Pinheiro, integrante do Movimento Xingu Vivo para Sempre, que congrega organizações sociais e ambientalistas, o início das obras será como uma "declaração de guerra aos povos indígenas da região".
"Haverá conflitos por aí", disse ela à BBC. Para Pinheiro, a construção da usina causará uma "catástrofe social".
No início de fevereiro, representantes de comunidades ribeirinhas, de grupos indígenas e de ONGs entregaram num ato público e ecológico no Palácio do Planalto um documento pedindo a suspensão do licenciamento de Belo Monte. Eles afirmam que a usina causará grande prejuízo ao meio-ambiente e à população que vive na região.
Leia mais no Folha Verde News

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Sem alternativa, comunidade usa água contaminada por agrotóxicos no interior do Ceará

 
Placa de alerta de que a água não é potável está instalada em uma das piscinas-reservatório do projeto de irrigação Jaguaribe-Apodi, no interior do Estado do Ceará

Sem alternativa, comunidade usa água contaminada por agrotóxicos no interior do Ceará
Por Kamila Fernandes
Incolor, inodora, insípida. Assim é a água que a comunidade de Tomé, no alto da Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte (a 198 km de Fortaleza), recebe nas torneiras de todas as suas casas. Contudo, ao analisar 46 amostras dessa água retiradas de diferentes pontos de distribuição, um estudo da Faculdade de Medicina da UFC (Universidade Federal do Ceará) constatou que em todas há resquícios de diferentes tipos de defensivos agrícolas, o que faz dessa água uma ameaça à saúde de todos que a ingerem. 
Supostamente por denunciar esse fato, o líder comunitário José Maria Filho, conhecido como Zé Maria do Tomé, foi morto com 19 tiros em abril do ano passado, crime até hoje impune. E agora, o Ministério Público do Estado do Ceará ingressou na Justiça uma ação civil pública para pedir a suspensão imediata da entrega dessa água aos moradores do local e sua substituição por água potável, própria para o consumo, nem que seja por carros-pipa. 
A água, distribuída pelo SAAE (Sistema Autônomo de Água e Esgoto) de Limoeiro do Norte, é retirada de canais do projeto de irrigação Jaguaribe-Apodi, do Dnocs (Departamento Nacional de Obras contra as Secas). Nesse projeto, estão instaladas empresas nacionais e multinacionais que produzem frutas e grãos e que pulverizam agrotóxicos nas plantações, tanto com o auxílio de tratores como de aviões. Da mesma forma que atingem as lavouras, esses defensivos caem na água, que corre a céu aberto entre os lotes irrigados, até chegar nas casas das famílias de Tomé. 
A água é cobrada regularmente pelo SAAE. “Em síntese, o SAAE de Limoeiro do Norte cobra pelo serviço de fornecimento de água, o qual vem prestando de forma absolutamente ineficiente, pois fornece água imprópria ao consumo humano aos consumidores residentes na comunidade do Tomé”, diz a ação civil pública assinada pela promotora Bianca Leal Mello da Silva Sampaio. 
A permissão para o uso da água é dada pela Fapija (Federação das Associações do Perímetro Irrigado Jaguaribe-Apodi), que, em troca, recebe do SAAE o equivalente aos custos da energia elétrica do projeto de irrigação, cerca de R$ 350 mil por mês. Apesar de fornecer a água, o próprio presidente da Fapija, Raimundo César dos Santos, não garante que ela é potável. “Essa é uma água de uso exclusivo para irrigação. A gente não se responsabiliza por ela”, afirmou, minimizando, em seguida, o tom de alerta da própria fala. “Fizemos um estudo de R$ 1.500 nessa água e não encontramos nada de errado. E lá está disponível para qualquer cidadão atestar isso também.” 
Em frente a um das piscinas do projeto que funcionam como reservatório, porém, a própria entidade mandou instalar placas com os seguintes dizeres: “Atenção, água não potável” e “Atenção, proibido banho e pesca”. 
Santos justifica a permissão para o uso da água para abastecimento humano como uma forma de viabilizar o uso da energia elétrica para o bombeamento para irrigação. “Estamos no alto da Chapada do Apodi, a 110 metros de altitude, e toda a água que passa pelos 40 quilômetros de canais precisa ser bombeada o tempo todo. São 4.800 metros cúbicos de água por hora e sete bombas. Se não for assim, não dá para ter plantação de nada”, afirmou. 
Danos à saúde 
O estudo do grupo Tramas, da Faculdade de Medicina da UFC, constatou a presença de 22 princípios ativos de agrotóxicos na água consumida pela comunidade de Tomé, assim como em outras quatro localizadades. Entre os defensivos há inseticidas, fungicidas, herbicidas e acaricidas. Eles são usados, segundo o geógrafo Diego Gadelha, do curso de Saneamento Ambiental do IFCE (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará), especialmente para combater uma praga das plantações de banana, a sigatoka-amarela, um fungo que aparece nos bananais em períodos chuvosos, por causa da umidade. 
Quando há pulverização aérea, o veneno não atinge só a água. As casas dos moradores da região também são afetadas, além dos próprios moradores. A pulverização com trator também não evita estragos. “Há um estudo da Cogerh (Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará) que mostra que água subterrânea, de poços, também está contaminada. Com isso, os animais, os alimentos, as pessoas, tudo está sendo atingido. E os danos vão aparecer principalmente a longo prazo, já que o veneno fica se acumulando no organismo”, disse. 
Para alguns que trabalham na agricultura, os sintomas, porém, já são visíveis. Pelo menos 17 pessoas na comunidade tiveram câncer, doença que pode estar relacionada à exposição prolongada aos agrotóxicos. Outros apresentaram doenças como dermatites, desregulação hormonal, dificuldades respiratórias e insuficiência do fígado e dos rins. Um agricultor de 29 anos morreu por uma doença crônica no fígado. Em todos esses casos, percebeu-se a influência de substâncias usadas nos defensivos agrícolas. 
Depois da morte de Zé Maria com 19 tiros, bem na época em que foi divulgado o estudo da UFC comprovando a existência de agrotóxicos na água entregue no Tomé, a população dali – cerca de 2.000 pessoas - ficou assustada. Ainda assim, todo dia 21, data em que o líder da comunidade foi morto, acontece uma manifestação na região.
 A constatação de que a água está imprópria para o consumo humano, porém, não fez com que a maioria parasse de usá-la. “Há uns três meses, a prefeitura começou a mandar água em carros-pipa para abastecer caixas d'água da localidade. Só que, aos poucos, como não é nada simples sair de casa com o balde para buscar água, as pessoas voltaram a usar a da torneira. E a própria prefeitura, há um mês, deixou de abastecer de novo os reservatórios com água potável”, disse o geógrafo Gadelha. “Como os problemas não surgem do dia para a noite, todos vão usando”, completou. 
Para o presidente do SAAE, Antônio Mauro da Costa, as pessoas querem a água ali, e não há agora outra forma de levar se não retirando do projeto de irrigação. A única alternativa seria a construção de uma adutora, no valor de R$ 7,5 milhões, dinheiro que ainda não tem previsão de ser conseguido. Costa afirma que também tem estudos que mostram que a água é boa para o consumo, apesar de a Fapija ter instalado placas informando que ali a água não é potável. 
“Se ali a água é contaminada, a do rio Jaguaribe também é, e a dos outros afluentes e de toda região do Vale do Jaguaribe também são, porque aqui existe a maior empresa a céu aberto do Nordeste, onde mais de 10 mil pessoas são empregadas. E a luta é para se aumentar a área irrigada. Se não puder mais usar os defensivos, tudo isso vai acabar”, disse Costa. 
Especial para o UOL Notícias 
Em Fortaleza 
Veja também 

Os arrozeiros queimados por Geraldo Hasse


Os arrozeiros queimados
Ouve-se que a maioria dos orizicultores está endividada. A divida rural brasileira passa de R$ 200 bilhões. Cresce o zunzum de que no meio do ano o endividamento se tornará grande bochincho, na forma de problemas econômicos-financeiros e de chantagem política associada à luta pela conversão do Código Florestal em Código Ambiental 
Por Geraldo Hasse 
Estamos entrando na safra de arroz no Rio Grande do Sul, onde o ministro Wagner Rossi precisou dar uma bombeiro, oferecendo R$ 300 milhões para os produtores iniciarem a venda de uma safra que promete ser recorde. Às vésperas da colheita, o preço da saca de arroz com casca caiu para R$ 22, menos do que o preço mínimo (R$ 24,50), rebaixado pela promessa de supersafra e pelas importações dos vizinhos do Mercosul.
Não fale “mercosul” perto de um agricultor gaúcho. Arrozeiros, vinhateiros, sojeiros e triticultores vivem se queixando das facilidades oferecidas pelo Mercosul a quem importa produtos da Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. Na fila de espera para entrar no bloco estão a Bolívia, a Colômbia e a Venezuela, país que sempre esteve de costas para o Brasil, preferindo ter como parceiros preferenciais os EUA. 
O drama da lavoura arrozeira é um emblema da crise agrícola que se arrasta nos bastidores do boom da economia urbana. Assim como o frango foi a âncora verde do Plano Real, no final do século XX, o arroz forra pf’s, comerciais, alaminutas e bufês oferecidos a milhões de brasileiros. A R$ 1,50 por quilo, o arroz descascado é uma das bases da estabilidade alimentar do país. 
Entretanto, ouve-se dizer, a maioria dos orizicultores está endividada. A divida rural brasileira passa de R$ 200 bilhões. Na moita, cresce o zunzum de que lá pelo meio do ano, provavelmente, o endividamento rural resultará num grande bochincho, que virá não só por problemas econômicos-financeiros, mas como chantagem política associada à luta pela conversão do Código Florestal em Código Ambiental. Quem viver verá. 
“Ao ler que serão viabilizadas linhas para compra de terras, penso: quem está pleiteando comprar terra para plantar arroz se praticamente todo o setor está comprometido em dívidas?”, escreveu o arrozeiro Fernando Loppa num artigo publicado no inicio do ano. Loppa é líder em Alegrete, um dos principais polos arrozeiros do Rio Grande do Sul. 
Convencido de que “a orizicultura está entrando numa crise sem precedentes”, Loppa lembrou que não é fácil exportar arroz para outros países, como sugerem alguns observadores. Segundo ele, apenas 6% da produção mundial de arroz são comercializados internacionalmente. Ou, seja, grande parte da produção é para a alimentação das populações internas. 
Além disso, é preciso lembrar situações peculiares como a vivida por arrozeiros gaúchos que plantam também no Uruguai a custos menores do que no Rio Grande do Sul ou Santa Catarina. Nas lavouras “hermanas” são usados produtos químicos que custam três vezes menos. Com o câmbio desfavorável aos brasileiros, é mais fácil importar o arroz uruguaio do que exportar o arroz brasileiro para qualquer outro país. O Brasil exporta arroz quebrado (quirera), mas o grosso da produção, constituído por arroz longo (agulha), fica dentro do país, formando uma superoferta que cresce a cada nova safra, como acontece a partir das próximas semanas.
Fonte: Amigos de Pelotas
   

A nova Lei do lixo por Ana Echevenguá

 

A nova Lei do lixo
Por Ana Echevenguá 
Entrou em vigor no Brasil a Lei 12.305/2010, que trata da política nacional dos resíduos sólidos. Mas, como tantas outras leis, esta corre o risco de não sair do papel. 
Digo isso porque um de seus dispositivos, que ordena que a “disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos” seja implantada até o dia 02 de agosto de 2014, coloca em dúvida sua aplicabilidade.
Primeiro, porque não há previsão de penalidade para o caso de descumprimento deste prazo. Nem na referida lei nem no Decreto Federal 7.404/2010 que a regulamenta. 
E, segundo, porque vivemos no país dos lixões. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apurou, através da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2008, divulgada em agosto de 2010, que apenas 50,8% dos municípios brasileiros dão destinação final adequada aos resíduos sólidos. E que somente 27,7% usam prioritariamente os aterros sanitários. 
Ou seja, o lixão está arraigado à cultura brasileira. Todos querem o lixo distante da porta de sua casa, mas não se preocupam com a destinação dada a esse. 
Assim, a nova lei não ajuda muito na aplicabilidade e eficácia da política dos resíduos no cotidiano dos brasileiros. Inicialmente, tudo vai girar em torno de estudos, elaboração de planos de gerenciamento, coleta de dados, sem grandes avanços quanto à destinação final ambientalmente correta, que é o grande problema que vivenciamos. 
A questão enfática da nova regra recai na obrigação denominada de ‘logística reversa’ que obriga – no papel - os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de alguns  produtos à implantação de métodos que viabilizem o retorno após o consumo. 
Mas a forma e os prazos para a implementação dessa logística dependerá de acordos setoriais, regulamentos específicos ou termos de compromisso firmados entre o setor privado e o Poder Público. Para isso, será criado o Comitê Orientador para Sistemas de Logística Reversa, composto pelo Ministério do Meio Ambiente, da Saúde, do Desenvolvimento, da  Agricultura e da Fazenda. 
A questão da reciclagem recaiu em meras exigências de criação de programa de melhoria de condições de trabalho e de inclusão socioeconômica dos catadores e recicladores. 
Um ponto chama a atenção e merece ser divulgado. Quem realmente poderá ser penalizado com essa nova lei é o consumidor. Ele terá que acondicionar adequadamente os resíduos reutilizáveis e recicláveis, quando da implantação do sistema de logística reversa ou de coleta seletiva. E, para garantir o cumprimento dessa obrigação, o Decreto prevê multa de R$ 50,00 a R$ 500,00. 
Quanto à responsabilidade do Poder Público, a lei exige  elaboração de planos de gestão estratégica dos resíduos e o decreto limita-se a impor que o sistema público de limpeza urbana e manejo de resíduos estabeleça a separação entre resíduos secos e úmidos. E que,  progressivamente, passe a exigir a separação de resíduos secos em função de sua natureza (plástico, papel, vidro...).
É importante reconhecer que se trata de uma medida bem intencionada; mas dificilmente atingirá seu objetivo: a correta destinação dos resíduos que produzimos diariamente. Nosso arcabouço jurídico é projetado por lobistas que defendem os interesses de seus clientes. E, neste caso, não estão contemplados os reais interesses da sociedade brasileira. 
Fonte: REDE Os Verdes/via e-mail
   

MEIO AMBIENTE SOB COMANDO DE UM RURALISTA


MEIO AMBIENTE SOB COMANDO 
DE UM RURALISTA
Duas derrotas: ambientalistas em Brasília e ecologia do Brasil 
A escolha de um parlamentar que defende os ideais ruralistas, para presidir a Comissão de Meio Ambiente na Câmara dos Deputados é uma contradição, que as agências internacionais de notícias estão destacando com estranheza.
Outra derrota verde é a informação de que o Governo não fará um outro projeto de mudanças menos radical do que o do deputado federal ruralista e governista Aldo Rabelo, que tem gerado protesto dos ecologistas e dos cientistas ambientais do Brasil. 
As duas derrotas envolvem também o potencial de aumento da ameaça de mais desequilíbrio ambiental no país da natureza, maiores desastres naturais como os da região serrana do Rio, maior distúrbio no clima que hoje já é muito grande, menor biodiversidade e chances ainda menores de vida no futuro da nação, o que influi diretamente também nas perspectivas futuras do planeta. 
O movimento ecológico, científico e de cidadania, através da Bancada Verde e da Frente Ambientalista precisam reagir, a começar de um alerta à população e a continuar, com uma proposta alternativa para mudanças, aperfeiçoando sim mas não neutralizando o Código Florestal, base da legislação de defesa do meio ambiente.
Uma situação de intensa gravidade, de SOS ecologia no Brasil.
 
Por Padinha - Folha Verde News
Fonte: REDE Os Verdes/via Blogger
   

Tentativa de Homicídio contra Ciclistas do Massa Crítica


 Tentativa de Homicídio contra Ciclistas do Massa Crítica
Porto Alegre, Bairro Cidade Baixa - Ao cair da tarde de ontem (25/02), um motorista, assumindo o risco de causar danos e lesões, inclusive de ocasionar uma fatalidade, resolveu atropelar em alta velocidade uma marcha ciclista, realizada pela Massa Crítica, organização dos ciclistas que defendem políticas e ações voltadas ao respeito pelo condutor de bicicletas.
As cenas totalmente absurdas, foram acompanhadas por um Verde do Movimento, Marcus Vinicius de Aguiar - Quinho, que participava do evento. (vídeo abaixo)
As autoridades da EPTC disseram não ter havido a solicitação para a realização da marcha, o que diminuiria os riscos de ter havido um acidente, na verdade um crime de trânsito que precisa de punição exemplar. A Polícia localizou o veículo na madrugada, um Golf preto, abandonado em um bairro de Porto Alegre.
Dezenas de pessoas restaram feridas, algumas com graves lesões no corpo. Segundo os ciclistas, o motorista que estava visivelmente alterado pela obstrução do trânsito na Avenida José do Patrocínio, e após receber alertas dos ciclistas para aguardar, decidiu avançar sobre dezenas de ciclistas.
Um caso que precisa de total acompanhamento da imprensa alternativa e blogsites na REDE, pois o criminoso ainda está foragido, mas já identificado pela Polícia o proprietário do carro que foi utilizado para cometerem um crime contra os ciclistas da capital.
Fonte: REDE Os Verdes
Com informações do Massa Crítica
   

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

‘Pensando e Caminhando’ - por Júlio Wandam


‘Pensando e Caminhando’
Não me surpreende mais algumas perguntas de moradores de Tapes. Desta feita, fui inquirido pela dona da padaria, sobre a minha "proibição" de construção de banheiros públicos na praia da Pinvest.
Primeiro, nem tomado de espanto fiquei, visto ser esta uma pergunta freqüente que fazem, quando "algumas otoridades" costumam jogar a culpa no eco-chato e não admitirem suas falhas em projetos que acabam dando com os "burros n'água". 
Sobre o banheiro da Pinvest, que estariam construindo, nem tinha conhecimento, pois a última vez que estive no balneário, foi quando presenciei dezenas de cavalos que andavam e cagavam nas águas da praia “menos poluída” da cidade. 
O fato é que durante muito tempo, ficava sabendo destas imputações sem valor a minha pessoa ambientalista e desta forma, quando paravam para dizer: “Viu o que o Alcaide falou de ti na rádio?”, - é claro que não, pois seria na televisão e na rádio eu ouviria.
Mas em verdade existe preocupação ambientalista com algumas situações;
- Sim, com as "merdas" da cidade, estas que deságuam na lagoa dos Patos, local de veraneio de turistas e incautos cidadãos, sendo claro e objetivo. 
Os malfeitores ... 
Mas a preocupação é na verdade com os malfeitores da saúde pública; o Coli, o Forme e o Fecal, uma quadrilha bem estruturada que conta com ramificações em todos os domicílios da cidade e até nas hostes do poder, alguns estão a serviço.
Em algumas situações, tal presença destes abjetos e contaminantes visitantes é mantida em sigilo obsequioso, visto se tratar de problemas sérios na economia turística da cidade em primeiro lugar e na saúde pública em décimo primeiro lugar.
Pensar em convidar os moradores à ligarem suas casas na rede de esgotos para lançarem nas lagoas de decantação no loteamento no Balneário Rebello, não está nos planos de nenhum “salvador da lavoura” que passou por esta cidade. 
Agora, quanto a merda na praia, que seria lançada via banheiro público na orla da Pinvest, eu declaro aqui para os devidos fins e à quem interessar possa, que nada tenho há ver com denúncia alguma de construção de banheiros, até porque sei não iriam ensinar os cavalos que cagam e andam dentro da água à utilizar o recinto, então, não haveria impedimentos, pois os humanos sabem usar uma privada. Lá em Santa Catarina que eu saiba, tem banheiro na orla, nos restaurantes e outros estabelecimentos.
Uma maravilha! 
Nesta órbita de ação ativista, devemos pensar sobre tais iniciativas, e veja; válida do meu ponto de vista a colocação de banheiros públicos, em local correto, com tratamento individual do esgoto gerado e que possa ser lançado efluente mais limpo na água que até o momento, é considerada livre dos três malfeitores da saúde pública. 
Então, o Balneário Pinvest poderá continuar ostentando níveis de poluição baixíssimos se comparada a outras praias da cidade em que a Placa da FEPAM anoitece e não amanhece, faz algumas décadas.
A propaganda enganosa é viral (literalmente), pois acabam os turistas não mais usando este produto "lagoa", que tanto chamou a atenção do Indiano "das cabeças de vento", na qual Tapes se manteve décadas de costas para tal maravilha, cagando e andando para a poluição e degradação das sangas e da natureza pujante, agora redescoberta pelas nações emergentes e capitalistas, que viram aqui ouro e platina em nossa terra.
Viva a invasão dos novos colonizadores, que venha ‘Kali’ junto para reordenar as coisas e fazer um novo futuro de uma nova civilização.
Julio Wandam
Ambientalista
   

Contra-ponto ao fechamento do Mini-Zôo da Redenção


Abaixo-assinado Contra o fechamento do Minizoológico da Redenção, e à favor da REFORMA!
Para:
Prefeitura Municipal de Porto Alegre 
Os abaixo-assinados, brasileiros, residentes e domiciliados no país, vêm solicitar, à Prefeitura Municipal de Porto Alegre, e a Câmara dos Vereadores de Porto Alegre, que realizem uma reforma no Minizoologico Palmira Gobbi (minizoo da Redençao - Parque Farroupilha), ao invés do fechamento do local, pois além de ser um patrimônio, histórico-cultural, tendo em vista que foi fundado em 1925, é também uma forma de contato e interação com a natureza, contato este que se faz necessário, para que as pessoas ( crianças, idosos, adolescente, adultos..) possam aprender a conservar o meio ambiente, e os animais.
Para quem quiser assinar Contra o Fechamento do Mini-Zôo, click aqui
Fonte: REDE Os Verdes/via e-mail
Imagens: Gilberto Simom
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