sexta-feira, 29 de abril de 2011

Impressionante. O que sobra no mar depois do Carnaval na Bahia


Impressionante!!! O que sobra no mar depois do Carnaval na Bahia
Por Bernardo Mussi
Dez dias após o carnaval, resolvi mergulhar com dois amigos na área do Farol da Barra para confirmar a notícia de que havia uma quantidade absurda de lixo espalhada pelo fundo do mar naquela área.
Mesmo com a água um pouco suja por causa das chuvas do dia anterior, logo identificamos o local. Na verdade o lixo não estava espalhado, mas concentrado em um canal provavelmente em razão do movimento das marés. Uma cena lamentável! Eram pelo menos mil e quinhentas latinhas metálicas e garrafas plásticas. 
Da superfície o visual parecia com as imagens áreas que vemos dos blocos de carnaval durante a festa momesca. Só que ao invés de estarem pulando, dançando e se beijando ao som frenético e ensurdecedor dos trios elétricos, os foliões do fundo do mar estavam rolando de um lado para o outro numa mórbida coreografia, empurrados silenciosamente pelo balanço do mar, sem dança, sem alegria, sem vida e sem poesia. 
Assustados, decidimos não retirar o material naquele dia na esperança de tentar sensibilizar algum veículo de comunicação para fazer uma matéria com imagens subaquáticas. A intenção era compartilhar aquela agressão carnavalesca com nossa população e os donos da folia. 
Fizemos contato com pelo menos três emissoras e todas pediram que enviássemos e-mails com fotos, o que fizemos imediatamente. Aguardamos respostas por dois dias e como não tivemos qualquer retorno, optamos por retirar o lixão de lá para evitar maiores danos. 
A bem da verdade estávamos super desconfortáveis com nossas consciências por termos testemunhado aquela cena e deixado para resolver o problema dias após. Mas tínhamos que tentar a matéria para que a ação não se resumisse somente à coleta do material. 
Tínhamos em mente que a repercussão sensibilizaria os empresários e artistas do carnaval, os órgão públicos, a imprensa, as empresas financiadoras e nossa gente. A tentativa foi boa, mas não rolou… 
Fomos então, no terceiro dia após o primeiro mergulho, retirar o material. Antes, porém, fiz questão de chamar um amigo que tem uma caixa estanque para filmarmos a ação e guardarmos o documentário visando trabalhos futuros e até mesmo a matéria que queríamos na TV. 
Sem cilindro de ar e contando apenas com duas pranchas de SUP (Stand Up Paddle) e alguns sacos grandes, éramos quatro mergulhadores ousados retirando do fundo do mar tudo o que podíamos naquela tarde. 
Pouco antes de o sol se pôr conseguimos finalmente colocar todo o lixo na calçada.
Muitos curiosos, inclusive turistas, olhavam intrigados a nossa atitude e a todo o instante nos questionavam sobre a origem daquele resíduo. A resposta estava na ponta da língua: Carnaval!
Vou logo informando aos amigos leitores que não sou contra o carnaval, muito pelo contrário, sou fã por diversos motivos, mas acho que a realidade da festa não guarda a menor relação com as belíssimas cenas, as informações rasgadas de elogios e a excessiva euforia amplamente divulgada pela mídia.
Sei que o comprometimento com os patrocinadores e aquela velha guerrinha de vaidades contra os carnavais de outros estados como Pernambuco e Rio de Janeiro, acabam conspirando para isso. Mas vejo aí um modelo cansado, super dimensionado, sem inovações socialmente positivas e remando na direção oposta ao desenvolvimento sustentável da nossa cidade. 
Aquele lixo submarino é um pequeno sinal deste retrocesso. Pior, patrocinado solidariamente pelos grandes empresários, artistas e principalmente pelo poder público que tem o dever de melhorar nossa segurança, nossa saúde e educação.
Aproveito o embalo para incluir indignação semelhante sobre os eventos realizados na praia do Porto da Barra durante o verão.
O “Música no Porto” e o “Espicha Verão” não tem trazido nada de bom para nossa cidade, além da oportunidade de vermos ótimos artistas de perto e de graça. De resto, o lixo, o mau cheiro, a degradação ambiental, o xixi pelas ruas, a impressionante quantidade de ambulantes amontoados por todos os espaços públicos e a agressão aos patrimônios históricos, são um grande “pé na bunda” do turista de qualidade.
É o mesmo que olhar para uma bela maçã com a casca brilhante e aspecto suculento, porém, apodrecida por dentro.
Naquele final de tarde acabamos contemplando um por do sol diferente. O monte de lixo empilhado na calçada do Farol da Barra virou atração. E como Deus é grande, fomos brindados com a presença de valorosos catadores de rua para finalizar a limpeza. 
Desta ação, além das ótimas imagens documentadas em vídeo, resta rezar para que os donos do carnaval, dos eventos no Porto da Barra e nossos queridos foliões se toquem que algo tem que mudar. 
O fundo do mar não merece aquele bloco reluzente e, ao contrário do asfalto, o oceano costuma revidar violentamente as agressões sofridas.
Não tem alegria alguma no fundo da folia! 
Galera vamos divulgar isso... principalmente para os nossos amigos baianos.
Fonte: REDE Os Verdes/via e-mail
Imagens, Click aqui 

Green Party of Rwanda receives award in Sweden

Green Party of Rwanda receives award in Sweden
Fonte: REDE Os Verdes/Green Party Rwanda

POSIÇÃO DA SECRETARIA AGRÁRIA DO PT/RS SOBRE O NOVO CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO

 INTEGRA DA POSIÇÃO DA SECRETARIA AGRÁRIA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES DO RIO GRANDE DO SUL SOBRE O NOVO CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO

A Plenária da Secretaria Agrária do PT do RS,  foi realizada em 24 de março, em Porto Alegre, debateu e definiu posição sobre as mudanças propostas ao Novo Código Florestal, em análise e debate no Congresso Nacional. Aqui tornamos público para um amplo diálogo com a sociedade brasileira, agricultores familiares de todo o país, governos e parlamentares.
Responsabilidade e Diálogo,diretrizes políticas para debater o Código Florestal
O Código Florestal e as demais leis ambientais são da sociedade brasileira e colocaram o Brasil entre os países mais avançados do mundo, em termos de legislação ambiental, o que nos orgulha como nação. Neste momento, preocupa-nos a proposta do substitutivo do
PL nº 1.876/99, do Deputado Aldo Rebelo (PCdoB) que modifica e flexibiliza o atual Código Florestal (Lei nº 4.771/65), contrariando a posição da presidenta Dilma, que assumiu compromisso de reduzir o desmatamento. 
Igualmente, isso vai contrário ao compromisso do Brasil, em reduzir as emissões de gases de efeito estufa, expresso na Lei nº 12.187/09 da Política Nacional sobre Mudança do Clima – PNMC.
Expressamos aqui, veementemente, o nosso posicionamento crítico. Na nossa avaliação, a alteração como foi proposta pelo relator, representa para o país um retrocesso histórico na questão ambiental. Em seu relatório, Aldo Rebelo, privilegiou o interesse do negócio agropecuário, não considerando os interesses da totalidade da população, nem que a legislação ambiental é para proteger o patrimônio ecológico brasileiro e dar a dimensão ambiental ao desenvolvimento econômico. Na nossa avaliação
é equivocado e arriscado demais, sobrepor os interesses imediatos e setoriais aos estratégicos de uma nação, e para nós, é justamente isto, que ora se coloca para decisão política no Congresso Nacional. 
O conceito de Desenvolvimento Sustentável incorpora sistemicamente as dimensões social, cultural, econômica e ambiental, alem de deixar claro que deve satisfazer as populações atuais sem comprometer a base de sustentação para que as futuras gerações possam satisfazer suas próprias necessidades, colocando a variável tempo e a ética entre gerações no debate do desenvolvimento. Tomando, como exemplo, o recurso natural água. É de amplo conhecimento que será um bem cada vez mais escasso, exigindo cuidado para garantir o seu abastecimento no presente e no futuro, pensar a sustentabilidade da água, a partir dessa visão e contexto é pensá-la pelo planejamento das bacias hidrográficas que dão uma visão de conjunto, pois pensá-la pelos interesses econômicos e imediatos de cada propriedade particular é equivocado, é o conjunto que fortalece e faz funcionar o sistema todo, perenizando-o. 
Na construção do substitutivo do Deputado Aldo Rebelo, houve falta de participação da cidadania organizada, da pesquisa científica multidisciplinar, e ausência de referências científicas do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) que indicasse parâmetros técnico-científicos dos limites e das possibilidades, para continuar a produção agrícola sem prejuízo à natureza. Lamentavelmente, é desconsiderada de forma intencional, a Lei nº 11.326/06, que define a agricultura familiar e estabelece os parâmetros socioeconômicos que a caracterizam e servem de base para enquadramento nas políticas públicas. 
Assim, Aldo Rebelo considera “agricultor” tanto o agricultor familiar que tem dez hectares e luta pela sobrevivência como aquele que planta dez mil e é um próspero empresário ruralista do agronegócio. Ao conceder o mesmo tratamento a segmentos socioeconômicos - profundamente - desiguais, o Deputado Aldo Rebelo, incorre em um grave equívoco e produz uma distorção.
Na nossa proposta isso dever ser urgentemente corrigido, sob pena de se manter uma injustiça, colocando a agricultura familiar – definida de acordo com a Lei nº 11.326/06 -, no substitutivo, diferenciando de forma explícita os pequenos agricultores dos grandes ruralistas, pois são interesses, necessidades e modos de vida diferenciados, portanto devem ter da parte do Estado e do Governo, da mesma forma, um tratamento diferenciado. Afirmamos isso, pois temos a convicção de que não é a agricultura familiar que destrói o meio ambiente, mas sim o grande agronegócio ao buscar a sua expansão permanente.
Infelizmente, para nossa decepção, o Deputado Aldo Rebelo não considerou a Lei nº 11.326/06, nem a representação plural da agricultura familiar, não deu relevância para os estudos das universidades que pesquisam os ecossistemas brasileiros, nem ao movimento ambientalista, e, em nossa opinião, o mais grave, assumiu a expressão política dos interesses ideológicos e econômicos do setor ruralista, mas, felizmente, a mobilização social, o Congresso Nacional e o Governo Federal, podem, plenamente, reverter isso. 
Propomos, a partir do debate da legislação florestal, um esforço coletivo para produzir na sociedade maior consciência da responsabilidade ambiental comum. Para tanto é necessário manter conquistas aperfeiçoando a legislação ambiental brasileira, e avançar na educação ambiental da população urbana e rural, na perspectiva do Desenvolvimento Sustentável, pois o patrimônio ecológico é de todos e os danos causados ao meio ambiente pode trazer sérias conseqüências, como está evidente na questão dos eventos climáticos que tem acontecido e no que poderá acontecer com o aquecimento global, que nos afetará de forma planetária. Assumimos aqui o princípio das responsabilidades comuns, porem, diferenciadas, ou seja, todos têm compromisso ambiental, mas os que menos têm, devem ter tratamento diferenciado dos demais. 
Comparativamente, quem exerce maior pressão sobre os ecossistemas e mais degrada é quem mais consome e mais usa recursos naturais, que como regra é quem mais lucra e mais poder aquisitivo tem.
Entretanto,defendemos que a agricultura familiar deve assumir sua participação na preservação e na construção da sustentabilidade, no entanto, é preciso considerar o tamanho econômico, a importância social e as políticas públicas colocadas à sua disposição. 
Deixamos claro, que na nossa visão, o desenvolvimento deve ter como premissa, como condição fundante, a proteção do patrimônio ecológico e o uso sustentável dos recursos naturais. Para nós, se não for ecologicamente e socialmente sustentável, ou que for oferecer graves riscos, ou que comprometer o futuro, não é desenvolvimento. Temos a compreensão de que a variável econômica não pode prevalecer sobre as demais dimensões da vida, sob pena do imediato e do financeiro subordinar à sua lógica a ética, a cultura, a saúde, os direitos humanos, o meio ambiente e o próprio futuro. 
A seguir elencamos as questões, que para nós são mais relevantes, em relação ao Novo Código Florestal, a ser aprovado no Congresso Nacional e diante das quais, aqui nos manifestamos publicamente para um diálogo com os demais segmentos da sociedade brasileira, agricultores familiares, governos e parlamentares. 
Acreditamos que o Congresso Nacional não se subordinará a lógica economicista, imediatista e demagógica – proposta por alguns segmentos -, mas sim optará pelo debate sério, sensato, responsável e comprometido com um Brasil Sustentável, do qual as futuras gerações hão de lembrar e comemorar como mais um momento, em que a nação brasileira se afirmou em bases sólidas para construir o futuro.
Das diretrizes gerais para construir o Novo Código Florestal 
É inaceitável legalizar como área consolidada os desmatamentos praticados nas áreas de Cerrado e Floresta Amazônica, e embora em menor escala, também, em outros ecossistemas. Isso é crime e deve ser tratado enquanto tal, sem anistia 
A legislação ambiental federal, como base central, deve ser mantida como a forma estrutural da legislação, com os Estados, Distrito Federal e Municípios legislando de forma concorrente e complementar, porem, sem poderes para flexibilizar as leis ambientais. 
A Reserva Legal (RL) poderá ser compensada, mas somente na própria microbacia hidrográfica, evitando a descaracterização da instituição e a sua mercantilização, o que corre o risco de ocorrer. É preciso fazer com que efetivamente a Reserva Legal cumpra a sua função ecológica no ecossistema, pois está se constitui na razão da sua existência. 
Moratória para qualquer desmatamento de dez anos, para que neste prazo, o país possa realizar estudos de impactos ambientais, somar esforços para conter a erosão genética, extinção de espécies, e avançar na elaboração de Zoneamento Ecológico-Econômico para regiões e ecossistemas. Da mesma forma, é fundamental para o Brasil cumprir o compromisso assumido de cortar emissões de gases de efeito estufa (Lei nº 12.187/09 da Política Nacional sobre Mudança do Clima - PNMC) evite desmatamentos e mantenha florestas. 
O Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA - deve ser reafirmado, fortalecido e valorizado como órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente, como é na legislação vigente (Lei nº 6.938/81). Por este conselho, devem passar as definições complementares da legislação ambiental. 
O Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) (Decreto Federal nº 4.297/02) deve ser concebido como sendo um instrumento técnico-científico estratégico de gestão socioambiental e de definição das diretrizes do desenvolvimento socioeconômico regional. 
A realização do inventário de todos os rios, lagos, lagoas, reservatórios, e demais recursos hídricos do país possibilitará o conhecimento científico das características ecológicas, do potencial e limitações, bem como do estado de preservação, que associado ao Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), se constituirá em instrumento de gestão socioambiental e socioeconômico do desenvolvimento regional. 
Os empreendimentos hidrelétricos, ou lagos artificiais, devem seguir as regras de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal (RL), previstas no Código vigente (Lei nº 4.771/65). 
As áreas urbanas também devem seguir as regras vigentes de Áreas de Preservação Permanente (APPs). 
Suprimir do substitutivo do Deputado Aldo Rebelo o Art. 22, pois o mesmo é uma tentativa ideológica de barrar o desenvolvimento da Reforma Agrária no Brasil. 
Prorrogação do prazo de averbação da reserva legal, pois existe uma indefinição da legislação florestal nos próximos meses. Esta insegurança jurídica causa instabilidade social e abre para oportunismos, neste contexto, sensato é evitar isso. 
A votação no Congresso Nacional somente deve ocorrer após amplo debate da sociedade, não ficando restrito ao setor agrícola e a aspectos econômicos.
O Novo Código Florestal e a Agricultura Familiar definida na Lei Federal nº 11.326/2006 
Introduzir no texto, o conceito de agricultura familiar, além disso, defini-la, como de interesse social, e concedendo-a tratamento especial, diferenciado e favorecido, tanto no Código Florestal como nas demais políticas públicas. 
Para a regulamentação, a lei deve ter como base referencial as diretrizes do Programa Mais Ambiente (Decreto nº 7.029/09), reafirmando o já estabelecido, que é a agricultura familiar como público especial, com a regularização ambiental feita sem custos e de modo simplificado (de acordo com o Decreto nº 6.932/09 o qual confere aos cidadãos presunção de boa fé). 
Propomos a criação de Programa de Valorização e Uso Econômico de Áreas de Preservação, que aporte investimentos significativos, subsidiados e continuados, para estimular a preservação associada à geração de renda dessas áreas, dando as condições concretas, para a produção ecológica acessar aos mercados. Esta política complementará a legislação ambiental que deve permitir o uso econômico com manejo sustentável nas áreas de preservação e reserva baseado nos parâmetros fixados pelo CONAMA, observando o indicado no Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE). 
A Política de Serviços Ambientais direcionada somente para públicos especiais, definidos como agricultores familiares, porque esta política pública deve ter interação com o interesse social, não devendo existir para fazer do meio ambiente um negócio. Os agricultores familiares, na terra trabalham, habitam, constituindo-se na força produtora de alimentos do país com um modo de vida diferenciado, portanto, justifica-se a política e a exclusividade. 
Aceitar o cômputo de 100% da Área de Preservação Permanente (APPs) no percentual da Reserva Legal (RL), que deve ser de 20% da propriedade, no caso do enquadramento nos biomas da mata atlântica e campos, como é o caso da região Sul/Sudeste. Nos demais biomas seguir os percentuais definidos atualmente, com a mesma regra de cálculo. 
Sobre as Áreas de Preservação Permanente (APPs) defendemos, como regra geral, que sejam mantidos, os atuais parâmetros técnicos do Código Florestal atual (Lei nº 4.771/65), concedendo a possibilidade da exceção para a agricultura familiar, de flexibilização em até 50%, desde que, assim permitir, o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), depois de aprovado e regulamentado pelo CONAMA.
Somos absolutamente contrários a que o órgão estadual ou municipal, com laudos técnicos flexibilize e diminua a área de preservação, isso abre para o risco real de distorções graves, geradas por decisão imediatista e pressão casuística e demagógica, o que poderá causar graves impactos ambientais, alguns irreversíveis, devido se tratar de áreas frágeis, que requerem cuidados especiais. 
Reconhecimento, como áreas consolidadas as áreas historicamente ocupadas com atividades agrícolas dos agricultores familiares. Tomar como limite, para não serem passíveis de crime ambiental, as atividades realizadas até a data de até 24/08/2001 (marco este de alterações efetuadas no Código Florestal pela MP 2.166-67). 
Sobre as terras localizadas em áreas de inclinação entre 25º e 45º, defendemos consolidar o existente, seja floresta ou produção agrícola, sendo suprimida da proposta a restrição para o uso agrícola da agricultura familiar - das terras já em utilização -. Assim, nesta proposta, no Novo Código Florestal, torna-se legal o uso agrícola - destinado atualmente -, seja para cultivos perenes ou para anuais. Sobre o uso e conservação do solo, com manejo sustentável, que tem nossa preocupação, deve ser objeto de outra lei específica. Pela nossa proposta, onde, atualmente, existir floresta nativa, permitir somente para sistemas agroflorestais com plano de manejo sustentável. 
O Novo Código Florestal e os proprietários que não se enquadrem na Lei Federal nº 11.326/2006 
Manutenção da aplicação da legislação atual, com Reserva Legal, respectivamente de 80% para a Amazônia, 35% para o Cerrado, 20% para demais biomas, como previsto no atual Código Florestal, além disso, manter as Áreas de Preservação Permanente (APPs), de acordo parâmetros do Código vigente (Lei nº 4.771/65). 
Destinação imediata da Reserva Legal e Área de Preservação Permanente (APPs) para que cumpram, exclusivamente, as suas funções ecológicas. 
A regularização e recuperação do passivo ambiental que sejam realizadas sem transferir custos para o Estado, porem, o governo poderá abrir linhas de financiamento facilitadas para agilizar a regularização ambiental.

Secretaria Agrária do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul
Porto Alegre, 24 de março de 2011

Meio Ambiente: Poeira do Saara fertiliza a floresta amazônica

Meio Ambiente: Poeira do Saara fertiliza a floresta amazônica
Mesmo parecendo auto-suficiente, há mais de uma década os cientistas sabem que a existência da floresta amazônica depende, em grande parte, do abastecimento de materiais minerais que são retirados do solo do deserto do Saara pela ação das chuvas. Esses materiais chegam até a América do Sul através das tempestades de areia e poeira, que sopram da África em direção ao Atlântico.
O interessante é que mais mais da metade dessa poeira fertilizante têm origem em um único local, um vale na região norte do Chad conhecida como Depressão Bodele. 
De acordo com um estudo internacional, liderado pelo cientista Ilan Koren, do Instituto de Ciências Ambientais e Pesquisas Energéticas, dos EUA, pelo menos 56% da poeira que chega até a Amazônia têm origem no vale da Depressão Bodele. Segundo Koren e seus colegas americanos, israelenses e brasileiros, aproximadamente 50 milhões de toneladas de poeira trazidas do deserto chegam à floresta todos os anos. Um número bem maior que as 13 toneladas consideradas até agora. 
A nova estimativa coincide com os cálculos que sugerem a quantidade necessária de minerais vitais para continuidade da floresta.
Os pesquisadores acreditam que o Vale de Bodele tem essa importância na fertilização mineral da floresta devido ao seu formato e características geográficas. O vale é flanqueado, em ambos os lados, por enormes montanhas basálticas, que formam uma espécie de cone com uma estreita abertura do lado nordeste. Os ventos que circulam dentro do vale o fazem de forma muito parecida como a luz é focalizada por uma lente, criando uma espécie de túnel de vento. Com resultado, violentas rajadas pontuais de superfície são aceleradas e "focalizadas", no solo, praticamente extraindo a a poeira que é soprada em direção ao oceano através das tempestades de areia. Esse mecanismo permite que o Vale de Bodele exporte esse material rico em minerais, milhares de quilômetros a oeste, contribuindo de maneira decisiva para a sustentação da vida da floresta amazônica.
Fotos: A imagem superior mostra uma intensa tempestade de areia e poeira na região da Depressão Bodele, no Chad, ocorrida no dia 29 de dezembro de 2006, e captada pelo satélite de sensoriamento remoto Aqua. Alguns dias depois, outra tomada de satélite mostra a mesma poeira rica em nutrientes soprada sobre as ilhas de Cabo Verde. Destino: Amazônia.
Fonte: Jornal do Amigos

"É a água, estúpido!" por Pepe Escobar

 
 "É a água, estúpido!"
A Resolução n. 1.973 do Conselho de Segurança da ONU operou como cavalo de Tróia: permitiu que o consórcio EUA-anglo-francês - e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) - se convertesse em força aérea da ONU usada para apoiar um levante armado. À parte nada ter a ver com proteger civis, esse arranjo é absoluta e completamente ilegal em termos da legislação internacional.
Não há business como o guerra-business
Por Pepe Escobar
Mentiras, hipocrisias e agendas ocultas. Eis os temas dos quais o presidente Barack Obama não tratou, ao explicar aos EUA e ao mundo a sua doutrina para a Líbia. A mente se perde, vacila, ante tais e tantos buracos negros que cercam essa esplêndida guerrinha que não é guerra (é "ação militar com escopo limitado por prazo limitado", nos termos da Casa Branca) - complicados pela inabilidade do pensamento progressista, que não consegue condenar, ao mesmo tempo, tanto a crueldade do governo de Muammar Gaddafi quanto o "bombardeio humanitário" dos exércitos de EUA-anglo-franceses.
A Resolução n. 1.973 do Conselho de Segurança da ONU operou como cavalo de Tróia: permitiu que o consórcio EUA-anglo-francês - e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) - se convertesse em força aérea da ONU usada para apoiar um levante armado. À parte nada ter a ver com proteger civis, esse arranjo é absoluta e completamente ilegal em termos da legislação internacional. O objetivo final aí ocultado, que até as crianças subnutridas da África já viram, mas que ninguém assume ou confessa, é mudar o governo na Líbia.
O tenente-general Charles Bouchard, do Canadá, comandante da OTAN para a Líbia, que insista o quanto quiser, repetindo que a missão visa exclusivamente a proteger civis. Pois os "civis inocentes" lá estão, dirigindo tanques e disparando Kalashnikovs, brigada de farrapos que, de fato, são soldados em guerra civil. O problema é que, agora, a OTAN foi convertida em força aérea daquele exército, seguindo as pegadas do consórcio EUA-franco-inglês.
Ninguém diz que a "coalizão de vontades" que hoje combate o governo líbio é coalizão de apenas 12 vontades (das 28 vontades representadas na OTAN), mais o Qatar. Isso absolutamente nada tem a ver com a "comunidade internacional".
O veredicto sobre a zona aérea de exclusão ordenada pela ONU só será conhecido depois que houver governo "rebelde" na Líbia e terminar a guerra civil (se terminar rapidamente). Só então se poderá saber se, algum dia, os Tomahawks e bombas-em-geral foram algum dia justificados; o porquê de os civis de Cirenaica terem sido "protegidos", ao mesmo tempo em que os civis em Trípoli foram Tomahawk-eados; quem, afinal eram os ditos "rebeldes" ditos "salvos"; se a coisa toda, desde o início, em algum momento deixou de ser ilegal; como aconteceu de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU ser usada para acobertar golpe de Estado (digo, "mudança de regime"); como o caso de amor entre "revolucionários" líbios e o Ocidente pode acabar em divórcio sangrento (lembrem o Afeganistão!); e quais os atores 'ocidentais' que lucrarão mais, imensamente, com a exploração de uma nova Líbia - seja unificada seja balcanizada.
Pelo menos por hora, é muito fácil identificar os que já estão lucrando.
Fonte: Asia Times Online
Tradução: Vila Vudu

EUA cancelam programa de escuta extraterrestre

EUA cancelam programa de escuta extraterrestre 
O programa americano de escuta para captar eventuais emissões de civilizações extraterrestres foi cancelado no dia 15 de abril passado por falta de verba, após os cortes no orçamento federal. 
O corte na verba para o SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), fundado em 1984, obrigou esta organização sem fins lucrativos e instalada na Califórnia a paralisar seus 42 radiotelescópios, conhecidos por "Allen Telescope Array" (ATA), a partir do dia 15 de abril. 
O complexo está situado em Hat Creek, no nordeste da Califórnia, 500 km ao norte de San Francisco. 
O sistema "ATA está em hibernação devido à falta de verbas para seu funcionamento", informou o diretor do SETI, Tom Pierson, no site da instituição. 
"A hibernação significa que (...) os equipamentos não estão mais disponíveis para as observações de rotina, mas sua manutenção será garantida por equipes fortemente reduzidas". 
Fonte: AFP

Tornados e tempestades matam ao menos 295 nos EUA

Tornados e tempestades matam ao menos 295 nos EUA 
TUSCALOOSA, Alabama (Reuters) - Tornados e tempestades devastadoras atingiram o sul dos Estados Unidos e mataram ao menos 295 pessoas em sete Estados, na mais violenta sequência de ciclones a atingir o país em quase quatro décadas. 
A série de tornados --mais de 160 no total-- encontrou tempestades vindas do oeste para leste nos últimos dias, ampliando a destruição. Em algumas áreas, bairros inteiros ficaram alagados, carros foram revirados, e árvores foram arrancadas pela raiz, derrubando a rede de energia. 
Devido à escala da destruição, os especialistas de seguros estavam cautelosos em estimar os custos dos danos, mas acreditavam que estariam na casa dos bilhões de dólares, com os piores impactos concentrados nas cidades de Tuscaloosa e Birmingham, no Alabama. 
Pelo menos 194 pessoas morreram no Alabama, o Estado mais afetado, que sofreu "grande destruição de propriedades", segundo disse o governador Robert Bentley na quinta-feira. 
A pior devastação aconteceu na cidade universitária de Tuscaloosa, onde um grande tornado de 1,6 quilômetro de largura matou ao menos 37 pessoas, incluindo estudantes. 
"Tinha o som de uma serra elétrica. Você conseguia ouvir os destroços atingindo coisas. Tudo o que tenho agora são algumas roupas e ferramentas que eram muito pesadas para serem levadas pela tempestade. Não parece real", disse o estudante Steve Niven, de 24 anos. 
O presidente norte-americano, Barack Obama, que declarou situação de emergência no Estado e ordenou ajuda federal, vai visitar o Alabama na sexta-feira para avaliar os danos e se encontrar com o governador. 
Segundo estimativas preliminares, autoridades estatais registraram 32 mortos em Mississippi, 34 em Tennessee, 11 no Arkansas, 14 na Geórgia, oito em Virgínia e dois na Louisiana. 
"Acreditamos que o número vai aumentar", disse o governador Bentley em teleconferência com o administrador da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências, Craig Fugate. 
A usina nuclear de Browns Ferry, no Alabama, deve ser fechada por alguns dias, possivelmente semanas, enquanto trabalhadores consertam as linhas de transmissão que foram danificadas. Cerca de 1 milhão de pessoas no Alabama ficaram sem energia. 
O chefe da agência de emergência disse ser muito cedo para confirmar o número total de mortos, e as autoridades estão concentrando os esforços em resgate e recuperação. 
"Nossos corações estão com todos aqueles que foram afetados por esta devastação e estamos de prontidão para continuar a ajudar o povo do Alabama", disse Obama em mensagem no Twitter na quinta-feira. 
Tornados são comuns no sul e no meio-oeste dos Estados Unidos, mas raramente são tão devastadores. 
Lojas, shopping centers, drogarias e postos de gasolina foram destruídos em parte de Tuscaloosa, uma cidade com cerca de 95 mil habitantes na região central de Alabama. 
"Jamais tivemos um evento climático desta dimensão em nossa história", disse a Autoridade do Vale do Tennessee, uma empresa estatal que fornece eletricidade a nove milhões de pessoas em sete Estados. 
Bentley também declarou estado de emergência e disse estar destacando dois mil guardas nacionais. Os governadores de Arkansas, Mississippi e Tennessee também declararam estado de emergência. 
"Estamos concentrados em busca e resgate. Vamos fazer tudo para encontrar os que estão presos e os que não encontramos ainda", disse Bentley à CNN. 
"Todo mundo diz que (um tornado) parece um trem, e comecei a ouvir o trem", disse à Reuters Anthony Foote, morador de Tuscaloosa cuja casa foi gravemente danificada. "Corri e pulei dentro da banheira e a casa começou a sacudir. Depois os vidros começaram a se estilhaçar." 

Reportagem adicional de Peggy Gargis, em Birmingham; e Leigh Coleman, em Biloxi
Fonte: Reuters

Índios ocupam fazenda e denunciam ameaças em AL

Imagem arquivo: Etnia Xukuru-Kariri
 Índios ocupam fazenda e denunciam ameaças em AL
Cerca de 80 famílias de índios - das tribos Karapotó e Xucuru/Kariri - denunciam que estão sendo ameaçados de morte por pistoleiros a serviço de um fazendeiro da região Sul de Alagoas. Eles ocupam, desde o início da semana, a fazenda Salobra, no município de São Sebastião.
Os Karapotó e as demais etnias alegam que a fazenda ocupa uma área tradicionalmente indígena. Segundo o cacique Francisco José Lourenço da Silva - conhecido por Chiquinho Karapotó - a atual reserva não é suficiente para acolher as etnias existentes no município. Por isso, as tribos não tinham outra alternativa senão invadir a fazenda que já pertenceram a eles.
"As terras que restaram não dão para plantar e alimentar as aldeias. Estamos sem lugar para plantar", reclamou o cacique. "Estamos passando necessidade. Nossos filhos estão doentes. Não dá para ter mais de dois caciques em uma mesma área", disse o cacique Jorge Barnabé, que também integra a tribo Karapotó.
A coordenação da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Alagoas é contra à ocupação e busca uma saída pacifica para o impasse. De acordo com o coordenador do órgão, Frederico Campos, a fazenda não é reconhecida como terra originalmente indígena, embora os índios reivindiquem a área como se fosse deles. Segundo Campos, os Karapotó foram enganados quanto à origem das terras. 
Fonte: Estadão

Bolivia confiere 11 derechos a la naturaleza equivalentes a los derechos del hombre

Bolivia confiere 11 derechos a la naturaleza equivalentes a los derechos del hombre
La nueva legislación boliviana otorga 11 derechos básicos a la naturaleza, entre los que destacan: 
> el derecho a la vida y a la existencia; 
> el derecho a continuar ciclos vitales y procesos libre de la alteración humana; 
> el derecho a no tener su estructura celular contaminada o alterada genéticamente; 
> el derecho “a no ser afectada por mega infraestructuras y proyectos de desarrollo que afecten el balance de los ecosistemas y las comunidades de los pobladores locales”; 
> el derecho al aire limpio y al agua pura; 
> el derecho al equilibrio; 
> el derecho a no ser contaminada; 

“Es histórico mundialmente. La Tierra es la madre de todos”, dijo el vicepresidente Alvaro García Lenera. “Establece una nueva relación entre el hombre y la naturaleza, la armonía que debe de ser preservada como garantía de su regeneración”. 
Como parte de este proyecto que reconoce a la Madre Tierra, o Pachama, entre las culturas locales, como una entidad legal, se establecerá un Ministerio de la Madre Tierra y se nombrará un ombudsman para monitorear a las industrias y proteger a las comunidades y ecosistemas.
La Ley de la Madre Tierra: Bolivia da a la naturaleza los mismos derechos que al hombre 
En un destacada iniciativa, una ley apoyada por el gobierno y la gente de Bolvia propone establecer un Ministerio de la Madre Tierra y otorgar a la naturaleza igualdad de derechos con el ser humano 
Bolivia está por pasar la primera ley en el mundo que le otorga a la naturaleza los mismos derechos que a los seres humanos, haciendo al hombre, a la planta, al animal, al río o a la montaña, iguales. La Ley de la Madre Tierra, acordada por los politicos y con un fuerte apoyo popular, redefine las riquezas minerales del país como “bendiciones” y propone radicales medidas de conservación para reducir la contaminación y controlar la industria. 
La nueva legislación otorga 11 derechos básicos a la naturaleza, entre los que destacan: el derecho a la vida y a la existencia; el derecho a continuar ciclos vitales y procesos libre de la alteración humana; el derecho al aire limpio y al agua pura; el derecho al equilibrio; el derecho a no ser contaminada; el derecho a no tener su estructura celular contaminada o alterada genéticamente. Y quizás, lo más interesante: el derecho “a no ser afectada por mega infraestructuras y proyectos de desarrollo que afecten el balance de los ecosistemas y las comunidades de los pobladores locales”, lo que en teoría prácticamente bloquearía la mayoría de los proyectos petroleros, mineros y de extracción de recursos naturales. Algo que habrá que verse, ya que Bolivia recibe cientos de millones de dólares de compañías extranjeras en el sector minero y las leyes son suficientemente abstractas para encontrar caminos para seguir explotando en cierta forma la naturaleza. En Ecuador, una legislación que también da derechos básicos a la naturaleza, no ha impedido que las compañías petroleras sigan destruyendo partes biolgicamente invaluables del Amazonas. 
No quedan claro tampco algunos detalles de aplicación, ¿tendrán los bichos y los insectos, los mismos derechos que los mamíferos o las aves? 
“Es histórico mundialmente. La Tierra es la madre de todos”, dijo el vicepresidente Alvaro García Lenera. “Establece una nueva relación entre el hombre y la naturaleza, la armonía que debe de ser preservada como garantía de su regeneración”. 
Como parte de este proyecto que reconoce a la Madre Tierra, o Pachama, entre las culturas locales, como una entidad legal, se establecerá un Ministerio de la Madre Tierra y se nombrará un ombudsman para monitorear a las industrias y proteger a las comunidades y ecosistemas. Habrá que verse hasta que punto esto no es solamente un nombre más sofisticado para el Ministerio del Medio Ambiente, de cualquier forma la iniciativa del gobierno del primer presidente indígena de la región, Evo Morales, es digna de celebrarse y quizás en algunos años sea recordada como precursora de una legislación global impostergable, sensible a la consciencia de que la Tierra no sólo es el sustento de todos los seres vivos, es un ser vivo en sí misma.
Fonte: Canal Azul 24

quinta-feira, 28 de abril de 2011

29 de abril de 2011 - SAVE THE FROGS DAY

Em 29 de abril, no mundo inteiro ativistas pela proteção dos sapos, rãs, pererecas e outros tipos de batráquios, comemoram e realizam atividades para tratar da educação ambiental de crianças e adultos sobre a proteção destes seres vivos de grande importância nos ecossistemas.
Faça também a sua parte, proteja os sapos e seus ambientes naturais!
VISITE O SITE: www.savethefrogs.com

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Morre mais um ambientalista... E daí? por Júlio Wandam


Morre mais um ambientalista... E daí?
Alguma coisa mudou na rotina dos negócios, dos investimentos, dos projetos de desenvolvimento? Não, óbvio que não!
Primeiro pela notícia, parece tão normal, desde Chico Mendes no Acre, passando pela Dorothy Stang no Pará, pelo Francelmo no Mato Grosso, o Zé Maria na Bahia e no atual momento, o Jorge Grando no Paraná. O que muda na vida do Brasil? Nada, pois a sociedade está muda, cega e surda porque quer. 
Porque acredita que toda a grita ambientalista, só existe e é válida quando o barraco cai na sua cabeça ou sobre corpos de milhares que morrem a cada ano, vítimas dos deslizamentos em encostas de morros, em beiras de rios, em cima de lixões desativados.
Nesse momento lembram o que disse o ‘Fulano’ ambientalista ou o ‘Sicrano’ técnico do órgão ambiental sobre construírem suas casas em cima ou na encosta de um morro, mas “não lembram ou querem lembrar” que na verdade ouviram e seguiram recomendações do ‘Beltrano’ vereador ou prefeito, satisfeito com mais um curral de eleitores aberto.
Então, matar ambientalista que está impedindo de construírem em cima de banhados os loteamentos privados ou públicos, nos topos de morros, destruírem nascentes com suas obras de impacto certo e grave para as populações, é a solução para que o “Progresso ‘SEM’ Ordem” seja o novo lema na bandeira do Brasil. 
Novamente o panteão nacional é manchado de sangue de inocentes que lutam por milhares de pessoas no presente e do futuro, pois sem a militância ativista de 30 anos no Brasil, já não teríamos tantas matas, tanta água doce, tanto minério, como o Nióbio (98% do metal do futuro no Brasil) e tanta vida biológica que nos coloca no topo dos gráficos, mas apontam para um buraco profundo quando nossa queda acontecer.
Queda promovida pela ignomínia vigente e pela insensatez deslavada de “gente política e ilustre do Brasil”, que se apodera do dinheiro público suado dos Brasileiros, pagos durante quatro meses de contribuição para os Governos em impostos, quando ‘supostamente’ desviam de forma vil das políticas que atendem as populações, quando mascaram os números para satisfazerem segmentos que estão destruindo o Brasil de bioma em bioma, sem ser levada a sério todo o alerta cientifico e climático, que estamos vivendo.
Mesmo com tanta desgraça ambiental matando milhares de pessoas no Brasil, nos últimos anos, me pergunto se existe possibilidade de entenderem que estamos em campo aberto contra forças e elementos naturais e do universo que poderão nos aniquilar em questão de dias, semanas apenas. 
Enquanto isso, na escura ignorância e tenaz propósito dos que manipulam a verdade e os rumos do país, vemos a sociedade acéfala, calada, robotizada e alienada em frente às TVs, lendo os jornais, ouvindo o rádio e não tendo a mínima idéia do que está em jogo. Jogo?
Qual terá sido o resultado de meu time ontem? Devem se perguntar aqueles, que após a tragédia exposta em Rede Global, recebem os resultados da rodada dos times de futebol nacionais. 
Nesse momento lhe é passada uma borracha na sua memória instantânea capaz de não dar-lhe tempo de se indignar com a notícia, com a gravidade de hospitais sem leitos, remédios e até maternidade para nascerem os futuros brasileiros, e quando na TV se debate se R$ 30 bilhões de reais serão suficientes para modernizarem os estádios de futebol até a Copa do Mundo, não pairam dúvidas de que isto sim é uma preocupação.
E depois tem critico no Brasil falando mal da gastança do dinheiro público na terra de Sua Majestade, a Rainha da Inglaterra, que por sinal é onde o preço do Nióbio é estabelecido para o mercado e com gordos lucros para os cofres dos súditos e da realeza. 
Por Julio Wandam
Ambientalista