sábado, 29 de junho de 2013

Lista da fauna ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul terá consulta pública

O Bugio Ruivo é uma das espécies da fauna ameaçada de extinção no RS. Crédito: Sérgio Bavaresco 
Lista da fauna ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul terá consulta pública
Uma das últimas etapas da revisão da lista das espécies da fauna ameaçadas de extinção no Rio Grande do Sul ocorre a partir da próxima semana, entre os dias 1º e 15 de julho. Trata-se da consulta pública que poderá acessada pelo site www.fzb.rs.gov.br. O objetivo é apresentar o resultado do trabalho que avaliou o estado de conservação de 1,6 mil espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e invertebrados e receber contribuições da sociedade. As sugestões colhidas serão analisadas, e a versão final da lista será publicada no Diário Oficial do Estado.
A revisão da lista é uma realização da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), por meio da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB). A comissão técnica nomeada para coordenar o processo inclui ainda especialistas da UFRGS e PUCRS. Envolveu diretamente 129 especialistas vinculados a 40 instituições e contou com a colaboração de outros 146 especialistas que atuam em 46 entidades, totalizando 275 pessoas de 70 organizações.
"A consulta pública busca receber informações que possam contribuir para a avaliação do estado de conservação da nossa fauna", diz Glayson Bencke, coordenador geral do trabalho e pesquisador do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (MCN/FZB).
Os critérios, procedimentos e definições utilizados para a revisão da lista foram desenvolvidos pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), amplamente empregados em avaliações das condições de conservação de espécies em nível global e regional (países ou estados).
Revisão da lista de 2002
A primeira versão da lista da fauna ameaçada do Estado foi elaborada em 2002, quando diferentes graus foram apontados para 261 espécies de animais. A revisão dessa lista pelos especialistas indica que, atualmente, 274 espécies estão ameaçadas.
No entanto, o resultado definitivo só será conhecido após a conclusão do processo, que inclui a consulta pública. Além disso, não é possível fazer uma comparação direta com a lista anterior, quando os critérios adotados foram outros. O grupo de especialistas foi maior e, consequentemente, também o volume de dados pesquisados. Os novos critérios adotados, mais precisos, garantem o aperfeiçoamento dos métodos de análise. 
A revisão periódica da lista é prevista tanto no Código Estadual do Meio Ambiente como no Decreto Estadual 41.672/2002, que também estabelece a obrigatoriedade da constituição de uma comissão multi-institucional formada por especialistas em fauna para coordenar o processo. 
Tecnologia
O Live é um sistema digital operado via web, desenvolvido conjuntamente pela Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul e Procergs, para auxiliar na elaboração e revisão de listas de espécies ameaçadas de extinção, permitindo documentar e gerenciar todas as etapas do processo de organização das chamadas listas vermelhas.
"Trata-se de uma ferramenta inovadora que trouxe agilidade e segurança ao processo. É uma forma cooperada de trabalho, utilizando recursos da Web e de uma solução informatizada construída especificamente para esse fim. Esse ambiente possibilita à comunidade usuária compartilhar informações de forma sistemática, dando agilidade e consistência ao processo decisório", afirma Nelson Soares, da Divisão de Relacionamento com clientes da Procergs. 
Graças ao Live, que permite acesso remoto via web às bases de dados, formulários de avaliação de espécies e documentos relevantes, a maior parte das atividades relacionadas à revisão da lista pode ser desenvolvida à distância, sem a necessidade de reuniões presenciais, o que viabilizou a participação de um grande número de especialistas e reduziu significativamente os custos do processo de reavaliação. 
Fonte: Coordenadoria Comunicação Social/FZB-RS

Teresa Urban: Pioneira também na luta em defesa do meio ambiente

Teresa Urban: Pioneira também na luta em defesa do meio ambiente
Ao sair da cadeia, em 1973, condenada à revelia a dois anos de prisão pelo regime militar, Teresa Urban notava que as pessoas atravessavam a rua para não encontrá-la. Não conseguia emprego como jornalista, nem registro profissional. Recorreu à Justiça. “Mas riscavam o ‘bons’ e deixavam só ‘antecedentes’”, lembrou numa entrevista. “Entendi que precisava procurar algo que me aproximasse das pessoas. Queria uma causa comum. E imaginei que ter água de boa qualidade para beber e ar para respirar era algo que todos poderiam compartilhar.” Assim nasceu a Teresa Urban ambientalista.
Formada em Jornalismo pela UFPR, foi contratada no fim dos anos 70 pelo jornal semanal A Voz do Paraná, da Arquidiocese de Curitiba. Depois, passou pelos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo, além da revista Veja.
Pioneira no jornalismo ambiental, mapeou os remanescentes da floresta de araucárias no Paraná e desenvolveu projetos com ONGs como SPVS, SOS Mata Atlântica e Mater Natura. Ajudou a criar a Rede Verde de Informações Ambientais e atuou no Con­­selho Nacional do Meio Am­­biente (Conam).
O primeiro de seus 20 livros, Boias-frias — Vista Parcial, foi lançado em 1984. Sua única obra de ficção, Dez Fitas e um Tornado, um suspense, foi lançado no mês passado.
O presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), Marcos Cordiolli, lembra que Teresa vinha contribuindo com a Fundação na definição das políticas de Patrimônio Material e Imaterial.
“Foi uma humanista, que lutou para melhorar o Brasil”, disse, em nota, o Fórum Paranaense de Resgate da Verdade, Memória e Justiça. “Anos depois, seria precursora da luta ambiental no Brasil, defendendo a preservação do meio ambiente, sem perder o foco nas pessoas mais carentes e desprotegidas pelo Estado. Jamais abandonou a luta política. Percebeu, quando seus netos cresceram, que precisava contar a história dos que lutaram pela democracia no Brasil. Por isso, lançou o livro 1968 Ditadura Abaixo. Dizia que o livro era necessário para contar às gerações mais novas mais sobre este período.”
Fonte: Facebook

sexta-feira, 28 de junho de 2013

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Ativista, Teresa Urban soube dar sentido à vida

Ativista, Teresa Urban soube dar sentido à vida
Jornalista que foi presa, torturada e exilada por combater a ditadura militar morreu quarta-feira, vítima de enfarte, aos 67 anos
“O segredo da existência humana reside não só em viver, mas em saber para que se vive”, disse Dostoievski certa vez. Como no axioma do escritor que a influenciou na juventude, a jornalista e ambientalista Teresa Urban soube desde cedo dar sentido à vida. Entregou-se a uma causa num momento crucial para o Brasil. Esteve na linha de frente no combate à ditadura militar, uma militância que resultou em prisão, tortura e exílio. Sobrevivente da ditadura, Teresa morreu quarta-feira, vítima de enfarte, aos 67 anos. O corpo foi cremado ontem em Campina Grande do Sul, na região de Curitiba.
Os passos de Teresa Urban contra uma vida de ilusões e impressões insubstanciais começaram cedo. A mãe, Janina, filha de poloneses, era mulher independente e um tanto avessa ao comunismo. O pai, Estanislau, um polonês muito tolerante, brindou os filhos com o hábito da leitura. A paixão com que a mãe se entregava às causas cristãs e à amplitude do mundo apresentada pelo pai por meio da leitura forjaram a personalidade de Teresa e de seus três irmãos. Todos, em alguma medida, viram-se engajados em alguma causa.
A menina era um bocado contestadora, apesar da idade. Isso tem alguma consequência quando se estuda em colégio de freiras. Leitora de Dostoievski, teve problemas no Colégio São José porque perguntava demais. Depois, prestes a terminar o Normal, deparou-se na escola com cartazes contendo imagens de Cristo com uma coroa feita de foice e martelo, símbolos do comunismo. Aquilo soava para ela como uma neurose coletiva. “A gente rezava todo dia para o comunismo não vir para o Brasil”, disse, em entrevista à Gazeta do Povo no ano passado.
A coisa ficou séria quando a luta anticomunismo deixou de ser doutrina colegial para virar política de Estado. O golpe militar de 1964 seria decisivo na vida de Teresa Urban. Os militares andavam alucinados à procura de subversivos em toda parte e o nome dela já estava na lista. Custaria caro sua posição política em defesa da democracia.
Durante o curso de Jornalismo na Universidade Federal do Paraná, participou das manifestações estudantis. Acabou presa pela primeira vez em 3 de outubro de 1966, dia da eleição para o colégio eleitoral que poria o general Costa da Silva na Presidência do Brasil. A polícia cercou o quarteirão da casa dela, na frente da Praça 29 de Março. Levaram Janina acreditando tratar-se da filha. Corrigido o engano, a prisão durou um dia, mas rendeu uma longa crise familiar.
Impotência
A prisão de junho de 1970 foi mais longa. Um mês. Foi torturada no quartel da Praça Rui Barbosa, que não existe mais, ao ser interrogada pelo delegado Sérgio Fernando Paranhos Fleury, conhecido agente da repressão durante a ditadura militar. Anos mais tarde, ela diria em entrevista que a tortura tem um impacto que não é físico, e carrega em si um antagonismo: a impotência absoluta e a prepotência absoluta. Teresa aguentou calada os rigores da tortura, sem delatar ninguém.
Solta, mas perseguida, se exilou no Chile, entre 1970 e 1972, com o marido e o filho de colo, Gunter. Lá nasceu a segunda filha, Lupe. Condenada à revelia pela ditadura militar, no retorno ao Brasil foi presa e enviada à Penitenciária de Piraquara. Fez greve de fome, adoeceu e, um mês depois, a levaram para um convento no bairro Mercês. A transferência se deu graças à intervenção do arcebispo dom Pedro Fedalto. Quando acordou, Teresa se viu num quarto branco, com uma freira vicentina toda de branco ao seu lado. Ficou ali quase dois anos, em prisão especial.
O peso das restrições continuava. O Comando de Caça aos Comunistas (CCC) mantinha as torturas psicológicas com seguidas cartas em tom de ameaça. Quando saiu da cadeia, as organizações de esquerda tinham sido extintas, seus companheiros estavam na cadeia, mortos, desaparecidos ou no exílio. Olhava com desconfiança as estruturas partidárias, mesmo a do Partido dos Trabalhadores. Tomou a difícil resolução de não se envolver mais nas causas políticas. “Continuo sendo um ser político que ainda não achou seu lugar”, disse em uma de suas últimas entrevistas.
Fonte: Paraná On Line

terça-feira, 25 de junho de 2013

Ambientalistas promovem encontro e pedem proteção aos rios do Piauí

Ambientalistas promovem encontro e pedem proteção aos rios do Piauí
Por Catarina Costa
Um movimento a favor da preservação do meio ambiente foi realizado na manhã de 20 de junho, no Encontro dos Rios, Zona Norte de Teresina.  Na oportunidade, ambientalistas do Piauí pediram mais proteção aos rios Parnaíba e Poti.
Segundo Bárbara Lacerda, do grupo Os Verdes, a situação do estado não é boa e que somente agora o governo está acordando para os problemas ambientais. "Nós temos a preocupação de trabalhar com a educação ambiental nas escolas, conscientizando os mais jovens. Mostrar que pequenas atitudes podem mudar a nossa realidade e isso não é questão de governo ou partido, mas de todos", declara.
Para a militante, a proposta do movimento prevê uma qualidade de vida em parceria com os conceitos atuais de sustentabilidade. Participou também do encontro a ex-ministra do Meio Ambiente e ex-candidata à Presidência da República Marina Silva, que mostrou-se preocupada com a situação ambiental do Piauí e criticou a lavagem de veículos às margens dos rios, além da falta de projetos que viabilizem a produção de energia de forma sustentável, como a eólica e solar.
No Encontro dos Rios, ambientalistas mostraram a ex-ministra os principais problemas encontrados no local, como os dejetos sendo jogados nos rios e o assoreamento deles. Um documento relatando estes e outros casos foi entregue a ela, para que seja de conhecimento nacional.
Assoreamento dos rios Parnaíba e Poti foi discutido pelos ambientalistas
(Foto: Catarina Costa)
Projetos como Pensar mais Teresina e de desenvolvimento sustentável foram discutidos pelos militantes durante o encontro. Eles também levantaram a questão da construção de novas hidrelétricas no estado, que segundo eles, destrói os rios.
Fonte: REDE Os Verdes/via Facebook

Cineasta brasileira se explica após vídeo contra Copa no Brasil

 Carla Dauden (vídeo 'No, I'm Not Going To the World Cup)
Cineasta brasileira se explica após vídeo contra Copa no Brasil
Em nota publicada na própria página do Youtube, jovem de 23 anos que mora nos Estados Unidos alega que não tinha intenção de boicotar o evento 
Formada em cinema, a brasileira Carla Dauden conseguiu uma boa plateia para um vídeo que rodou o mundo nesta semana -- No, I’m Not Going to the World Cup (Não, eu Não Vou à Copa do Mundo). Nele, durante seis minutos e oito segundos, a jovem de 23 anos, que mora nos Estados Unidos, explica por que não pretende vir à Copa do Mundo do Brasil, em 2014, e critica a iniciativa do país de sediar o evento, baseando-se no gasto de bilhões de reais em estádios, enquanto o país sofre com deficiências nos setores de educação, saúde e transporte, entre outros.

Com cerca de cerca de 2,5 milhões de visualizações desde a última segunda-feira, o vídeo se tornou um fenômeno na internet e foi reproduzido por vários sites estrangeiros, como o do jornal espanhol El País, ajudado pela onda de protestos que toma o Brasil, nos quais se reclama, entre outras coisas, da realização da Copa por aqui.

No entanto, Claudia diz que foi mal interpretada ao entenderem que ela tentava boicotar o evento da Fifa ou até, quem sabe, pedir o impeachment de um governante. Para tentar se explicar e limpar a imagem, a garota divulgou uma nota na última quinta-feira em sua página no YouTube, explicando os reais motivos de sua revolta e por que ela não tem intenção de vir à Copa do Mundo no Brasil.
Nota de Carla Dauden:
“Oi, gente!
Estou acompanhando com um misto de surpresa e temor o que vem acontecendo por conta do vídeo que postei no YouTube. Além de ser muito grata a todos aqueles que compartilharam e que têm contribuído com o debate construtivo, gostaria de pontuar algumas coisas importantes. Leiam isso como uma tentativa de me posicionar diante de críticas e, sobretudo, diante do uso do meu vídeo por parte de grupos que, definitivamente, não me representam.
- Repudio, veementemente, qualquer discurso que coloque em risco o Estado Democrático de Direito;
- Não sou favorável ao impeachment de ninguém. Não se utilize de meu vídeo para defender essa ideia;
- Não faço parte nem simpatizo com nenhum partido político ou movimento social, apesar de não ser apolítica e de ter bastante clareza sobre minhas convicções ideológicas;
- Minha iniciativa não tem ligação alguma com os protestos contra o aumento da tarifa, embora eu seja totalmente solidária à causa, como a todas as outras que, de alguma maneira, e através dos movimentos sociais, tentam reverter as históricas injustiças sociais e a desigualdade em nosso país;
- A publicação do vídeo apenas coincidiu com os protestos. Confiram a data da postagem;
- Como explico no início da peça, uso o inglês apenas porque meu objetivo primeiro era falar com amigos e colegas americanos e do mundo, com a intenção de mostrar a realidade do nosso país e trazer atenção internacional ao tema. Consequentemente, essa atenção gera uma pressão maior para que mudanças ocorram.
- Por último, e principalmente, não tenho as respostas para o que está acontecendo, não sou política ou ativista, apenas quis manifestar meus pensamentos. Acreditem, felizmente, nem tudo nesse mundo vem a partir de interesses financeiros ou políticos. Muito mais preparados para responder a essas perguntas estão as diversas organizações e movimentos sociais legítimos que estão lutando há bastante tempo, e diariamente, para que a Copa e as Olimpíadas não passem por cima dos direitos dos brasileiros.
Agradeço enormemente se puderem ajudar a espalhar essa mensagem e peço que não usem vídeo para causas que não condizem com as ideias acima.”
Fonte: Veja

Sulfur Miners at Kawah Ijen Crater, East Java


Sulfur Miners at Kawah Ijen Crater, East Java
 Vídeo:

Reconocen “valor universal” a manuscritos de Ernesto Che Guevara

Reconocen “valor universal” a manuscritos de Ernesto Che Guevara
La inclusión de los manuscritos del Che en el Registro Memoria del Mundo tiene gran importancia porque se trata de documentos con un valor universal, afirmó hoy la embajadora cubana ante la Unesco, María de los Ángeles Flórez.
En entrevista concedida a Prensa Latina explicó la diplomática que el expediente presentado por Cuba y Bolivia es muy amplio y abarca desde la etapa de la adolescencia y juventud de Ernesto Guevara hasta la lucha guerrillera en Bolivia.
Allí están el diario de su viaje en motocicleta por Suramérica junto a su amigo Alberto Granado, documentos sobre su participación en la lucha revolucionaria de Cuba, sus experiencias en África, hasta el diario de campaña en Bolivia, explicó Flórez.
Todos estos textos de gran valor son clave para entender una etapa de la historia de Latinoamérica, dijo la diplomática.
Añadió que el Che es un símbolo del internacionalismo, de un revolucionario sin fronteras que practicó lo que predicaba.
El expediente inscrito en el Registro Memoria del Mundo es muy amplio y comprende mil siete documentos que abarcan hasta 1967.
Entre los textos figuran 431 manuscritos del Che, 567 documentos escritos sobre su vida y obra, así como un valioso material iconográfico, filmográfico, cartográfico y objetos museables.
“El pensamiento del Che, que fundamentalmente se desarrolla en Cuba y América Latina tiene un alcance universal”, afirmó la embajadora cubana ante la Organización de Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura.
Cuba también tiene inscritos en el registro la colección de la obra de José Martí y los negativos de los noticieros ICAIC Latinoamericanos, del Instituto Cubano de Arte e Industria Cinematográficos, realizados por Santiago Álvarez y que recogen importantes momentos de América Latina y el mundo.
Creado en 1997, el Registro Memoria del Mundo de la Unesco busca proteger elementos importantes del patrimonio de carácter político, filosófico, literario y musical en diferentes formatos, como texto, gráfica o audiovisual. En la actualidad están inscritos allí 299 documentos y colecciones procedentes de los cinco continentes, conservadas en todo tipo de soportes, desde la piedra hasta el celuloide, el pergamino y las grabaciones audiovisuales.
Fonte: Prensa Latina/via Cuba Debate

Presidenta se reúne com governantes e movimento para discutir reivindicações de manifestantes

Presidenta se reúne com governantes e movimento para discutir reivindicações de manifestantes 
Por Tatiana Félix
Após se pronunciar em cadeia nacional na noite da última sexta-feira (21), sobre os protestos que têm mobilizado o Brasil, a presidenta da República, Dilma Rousseff, se reúne nesta segunda-feira (24) com governadores e prefeitos das capitais, e representantes do Movimento Passe Livre (MPL), para discutir as pautas das reivindicações populares que chamaram a atenção de todo o país e do mundo nas últimas semanas.
O aumento de tarifas de transportes públicos em várias cidades do Brasil foi a "gota d’água” para levar brasileiros e brasileiras às ruas para protestar. Somando-se à insatisfação com o serviço de transporte público, muitos aproveitaram para fortalecer os questionamentos sobre os altos investimentos com reformas de estádios e obras de preparação para a Copa das Confederações (2013) e Copa do Mundo (2014), enquanto a população carece de melhorias em serviços básicos como saúde, educação e segurança. O combate à corrupção e o pedido por reforma política também são motivos de manifestações.
Em virtude disso, e depois de vários protestos cada vez maiores que terminam em confrontos com a polícia, Dilma Rousseff veio a público para dizer que "está ouvindo a voz da população” e que tomará medidas junto com governantes locais. A expectativa para as reuniões desta segunda é que sejam firmados pactos para melhorias em serviços públicos. De acordo com seu pronunciamento na sexta-feira, a ideia é elaborar um Plano Nacional de Mobilidade Urbana, destinar 100% dos recursos do petróleo para a educação e ampliar o número de médicos no Sistema Único de Saúde (SUS), além de criar mais vagas nos cursos de medicina.
Os primeiros a falarem com a presidenta são os/as integrantes do MPL, às 14h. Em seguida, às 16, é a vez de governadores e prefeitos. Os prefeitos tiveram um encontro antes, pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), para elaborarem algumas propostas de melhoria nos transportes públicos, entre elas a redução nos tributos e a construção de mais corredores exclusivos para ônibus.
Em carta aberta à presidenta, o MPL afirmou que seus integrantes ficaram surpresos com o convite para a reunião, já que "os movimentos sociais no Brasil sempre sofreram com a repressão e a criminalização”, mas reconhece que a oportunidade foi "arrancada pela força das ruas, que avançou sobre bombas, balas e prisões”.
Na carta, o movimento reforçou a defesa pela tarifa zero: "o transporte só pode ser público de verdade se for acessível a todas e todos, ou seja, entendido como um direito universal”. Também afirmou que gostaria de saber qual é o "posicionamento da presidenta sobre a tarifa zero no transporte público e sobre a PEC 90/11, que inclui o transporte no rol dos direitos sociais do artigo 6º da Constituição Federal”.
"Esperamos que essa reunião marque uma mudança de postura do governo federal que se estenda às outras lutas sociais: aos povos indígenas, que, a exemplo dos Kaiowá-Guarani e dos Munduruku, tem sofrido diversos ataques por parte de latifundiários e do poder público; às comunidades atingidas por remoções; aos sem-teto; aos sem-terra e às mães que tiveram os filhos assassinados pela polícia nas periferias. Que a mesma postura se estenda também a todas as cidades que lutam contra o aumento de tarifas e por outro modelo de transporte: São José dos Campos, Florianópolis, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Goiânia, entre muitas outras”, finalizam.
Fonte: Adital/via e-mail

Llegaron los muchachos por Emir Sader

Llegaron los muchachos
Por Emir Sader *
¿Las grandes movilizaciones de las dos últimas semanas en Brasil llegaron como rayos en un cielo azul? ¿O eran previsibles e incluso tardaron en llegar? ¿Cuál es su significado, o son sus significados? ¿Qué puede alterar en la vida política brasileña?
Los gobiernos de Lula y Dilma promueven, desde hace mas de una década, un inmenso proceso de democratización social en el país más desigual del continente, más desigual del mundo. Junto con las trasformaciones dirigidas por Getúlio Vargas (entre los años 1930 hasta 1954, con un interregno entre 1945 y 1950) son los procesos más importantes de la historia brasileña, con varios aspectos comunes.
Por eso Lula logró ser reelecto y elegir a su sucesora, que se presenta como favorita para seguir dirigiendo Brasil a lo largo de la segunda década de gobiernos posneoliberales en el país (Ver “10 anos de governos posneoliberais no Brasil - Lula y Dilma, org. Emir Sader: www.flacso.org, con acceso libre e integral, lo cual ha permitido que ya lleguen a 500 mil los downloads del libro).
De repente surgieron las manifestaciones, a partir de la resistencia al aumento de tarifas del transporte urbano, para extenderse por todo el país con una rapidez y una masividad impresionantes. Se constituyó un movimiento –llamado Movimiento del Pase Libre (MPL)– que coordinó las manifestaciones, hacia el que han convergido un gran número de otras reivindicaciones, un movimiento protagonizado básicamente por estudiantes, con simpatía generalizada de la mayoría de la población.
Esta expansión fue posible porque se insertó en dos espacios respecto de los cuales el gobierno presenta debilidades particularmente concertadas. Por una parte, la ausencia de políticas hacia la juventud, segmento que buscó, con las manifestaciones, más allá de sus reivindicaciones concretas, afirmar su existencia como segmento específico, con voz y con poder de movilización.
En segundo lugar, el monopolio privado de los medios de comunicación –en contraste con los procesos de democratización en tantas otras esferas de la sociedad brasileña– sigue siendo intocable, derrotado sistemáticamente por el voto popular, pero manteniendo su poder de influencia, especialmente las cadenas televisivas.
En principio, como ocurre con todas las manifestaciones populares, la prensa privada buscó descalificarlas por la violencia que, desde su comienzo, se hizo presente al final de las manifestaciones, con actos vandálicos que, a su vez, tuvieron respuestas aún más violentas de las Policías Militares –uno de los factores que favorecieron la rápida difusión y expansión de las movilizaciones–. Pero enseguida los monopolios mediáticos se dieron cuenta de que las movilizaciones podrían desgastar al gobierno y pasaron a actuar de forma concentrada para magnificar las manifestaciones, intentando, a la vez, influenciarlas, buscando imponer los lemas de la oposición sobre las manifestaciones.
La combinación de esos dos factores explican, en lo esencial –además de otros, como la dureza de las condiciones de vida urbana, que hicieron que, no por caso, el movimiento se haya iniciado en San Pablo, la ciudad más rica y con mayores desigualdades del país, que sólo hace pocos meses dejó de ser dirigida por la oposición, con la elección de un alcalde del PT–, la irrupción brusca y poderosa del movimiento.
Después de vacilaciones de los gobernantes municipales, el movimiento logró su primera gran victoria, con la cancelación del aumento de las tarifas urbanas. Que es acompañada del triunfo de poner en discusión nacional la precariedad de los transportes, así como el tema crucial de su financiamiento, el rol de los sectores público y privado –uno de los temas recogidos por la presidenta Dilma Rousseff para proponer un Plan Nacional del Transporte urbano, organizado conjuntamente por el gobierno federal, autoridades provinciales y municipales, así como por movimientos vinculados con las manifestaciones y otras fuerzas populares.
Asimismo, más allá de esos aspectos específicos, el movimiento representa el ingreso a la vida política de una nueva generación de jóvenes, con sus formas específicas de acción y sus reivindicaciones propias. Hasta aquí, a pesar del inmenso apoyo popular y del amplio proceso de respaldo de las fuerzas populares a los gobiernos de Lula y Dilma, la vida política brasileña no contaba con la participación de los sectores emergentes de la juventud. Se supone que, a partir de este momento, serán un factor nuevo y con capacidad de movilización con el que tendrán que contar el gobierno y la política brasileños.
Pero, a la vez, las movilizaciones han tenido, desde su comienzo, un aspecto ya mencionado, que ha significado un factor de debilidad –las acciones violentas al final de las manifestaciones, con enfrentamientos con la policía y la destrucción de edificios públicos y de tiendas del comercio, de forma generalizada–. Cuando el movimiento logró su primer triunfo, su propia dirección suspendió nuevas movilizaciones, por ese elemento externo de violencia que se insertó en las concentraciones, así como por los intentos de la derecha –especialmente a través de los medios– de imponer lemas conservadores al movimiento, especialmente la hostilidad hacia los partidos políticos y hacia los movimientos sociales, que ha desembocado en agresiones a sus militantes por hordas, algunas de ellas, explícitamente identificadas con lemas y formas de acción fascistas.
A partir de la reducción de las tarifas, el movimiento afirmó que seguirá luchando por la gratuidad del transporte público, pero suspende nuevas manifestaciones, por los intentos de influir de sectores externos al movimiento. Pero los que promueven la violencia han intentado dar continuidad a las movilizaciones, ahora ya sin la masividad de las convocadas anteriores por la dirección del MPL, donde ya priman las acciones violentas, sin las reivindicaciones originales y sin la simpatía de los otros sectores de la población.
La presidenta Dilma Rousseff, después de una intervención inicial, donde reconocía la legitimidad del movimiento y reconocía que el gobierno estaba atento a las demandas de las movilizaciones, intervino de forma más sistemática el día 21, por cadena nacional. A la par de alabar la capacidad de movilización y las demandas del Movimiento, Dilma mostró amplia receptividad hacia ellas y propuso medidas y encuentros concretos para su discusión e implementación.
Mucho ya se ha escrito sobre las movilizaciones, con apresurados intentos –sociológicos y otros– de captar sus significados, mal disfrazando sus intereses y deseos propios. Desde que se agotaron los gobiernos del PT, hasta que los partidos habían desaparecido, pasando por los intereses de fuentes europeas de que el Campeonato Mundial de Fútbol no se realizara en Brasil, los rencores en contra de Brasil y de su gobierno se acumularon, como si se tratara de un final apocalíptico de una quimera pasajera de avances –en realidad extraordinarios– de una década, que en Brasil –junto a la figura de Lula– se han proyectado como referentes mundiales.
La oposición interna, asociada a sus aliados externos dirigida siempre por las pocas familias que controlan los principales medios privados de comunicación, buscan, desesperadamente, impedir la victoria de Dilma Rousseff en la primera vuelta de las elecciones presidenciales. Todo su terrorismo económico respecto de un supuesto y nunca concretado “caos energético”, así como sobre un supuesto “descontrol inflacionario” –que anda alrededor del cinco por ciento anual en condiciones, cuando la actual oposición convivió con índices de más del mil por ciento al año– están en función de las elecciones presidenciales, cuando la derecha puede cosechar su cuarta derrota consecutiva, sumada al fantasma de que Lula podría volver a candidatearse en 2018, prolongando para más de una segunda década el posneoliberalismo en Brasil.
Movilizaciones con la amplitud de éstas, de todas maneras, representan de-safíos para todos –antes de todo para el gobierno, para el PT, para los movimientos sociales y todo el campo político de la izquierda, así como del pensamiento social–. Visiones economicistas de la izquierda tradicional tienen dificultades para comprender la juventud como categoría específica y todos los temas vinculados con ella.
Fonte: Amarelle/via e-mail

NOTA DA FBOMS SOBRE MANIFESTAÇÕES

Não à violência institucionalizada
Sim à democracia participativa
e à cidadania ativa
O Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais(FBOMS) vem a público expressar seu repúdio à violenta repressão protagonizada pelo Estado e convidar as suas organizações afiliadas para protestar contra o aumento das tarifas do transporte público.
Defendemos o direito do cidadão se manifestar pacificamente. O direito de organização é intrínseco à democracia e a sociedade civil organizada é protagonista de inúmeros avanços que hoje integram nossa Constituição.
Repudiamos a violência contra manifestantes e contra a imprensa que cobria os acontecimentos em todo o país. A suposta defesa do patrimônio público e do direito de ir e vir da população não justifica as gravíssimas violações dos direitos com uso abusivo de bombas e balas de borracha. É claramente inconstitucional esta tentativa de cerceamento do direito de manifestação. Exigimos transparência nas apurações e o acompanhamento da sociedade civil, por meio das organizações dedicadas às questões dos direitos humanos.
A questão do transporte público é de suma importância para a sustentabilidade dos espaços urbanos, tanto por sua contribuição para a redução das emissões dos gases causadores do efeito estufa, como pelo fato de atenderem preferencialmente às populações de baixa renda que dependem desse serviço para sua inserção econômica e social.
Questionar o aumento da tarifa faz todo o sentido se tomarmos como exemplo a frota paulistana, que em 2006 chegou a ter 14.905 ônibus em circulação e hoje tem 15.025 – ou 0,8% de aumento. Nesse mesmo período, o preço da passagem passou de R$ 2,10, no caso do metrô, e R$ 2,00, para os ônibus, para os atuais R$ 3,20 – ou uma elevação de 60%. É inevitável identificar uma política pública não escrita, porém praticada, de privatizar a questão do transporte: afinal, nesse mesmo período as ruas das cidades tem recebido milhões de novos veículos ao ano com as isenções de impostos federais.
A sociedade não abre mão de seu direito de lutar por seus direitos. Por isso, o FBOMS exige que os governos envolvidos busquem o diálogo para estabelecer condições dignas e seguras para o exercício legítimo da cidadania nas ruas de nossas cidades.
Fonte: FBOMS/via e-mail