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quarta-feira, 12 de julho de 2017

La victoria de Berta Cáceres: suspenden proyecto hidroeléctrico contra el que luchó en vida
La líder ambientalista Berta Cáceres, junto al Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (Copinh), se opusieron férreamente a la implementación de éste proyecto debido a que amenazaba el patrimonio natural, cultural, económico y hábitat funcional del pueblo lenca en Honduras.

El Banco Holandés de Desarrollo (FMO) y el Fondo Finlandés para la Cooperación Industrial (FINNFUND) retiraron definitivamente su apoyo al proyecto hidroeléctrico Agua Zarca que impulsa la empresa Desarrollo Energéticos Sociedad Anónima (DESA) en Honduras. La construcción de este proyecto ha desatado persecución, amenazas y asesinatos entre los cuales figura el crimen contra la extinta ambientalista Berta Cáceres, quien a través del Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (Copinh) combatió la imposición de la hidroeléctrica.

La decisión de suspender el polémico proyecto hidroeléctrico trascendió el pasado fin de semana, pero fue hasta este lunes que entró en vigencia de manera oficial, según informa El Libertador. Esta medida pone final a una historia trágica en Honduras que ha dejado tras de sí la muerte de varios indígenas y líderes del pueblo Lenca, entre otros, la reconocida Premio Goldman, Berta Cáceres.

A través de comunicado, la corporación Desarrollo Energéticos Sociedad Anónima (DESA), notificó que la suspensión del proyecto contribuirá a la reducción de conflictos en la zona donde se ubica el río Gualcarque, occidente de Honduras, donde se había fijado la base de este proyecto hidroeléctrico que produciría 21 megavatios de energía limpia. Asimismo en el documento, DESA ha manifestado que una parte de la comunidad estaba a favor de este proyecto porque ha generado empleos directos en algunas zonas de los departamentos de Santa Bárbara e Intibucá.

La líder ambientalista Berta Cáceres, junto al Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (Copinh), se opusieron férreamente a la implementación de éste proyecto debido a que amenazaba el patrimonio natural, cultural, económico y hábitat funcional del pueblo lenca en Honduras.

Cabe recordar que la polémica entre la comunidad y las represas se agudizó luego que el 3 de marzo de 2016 individuos ingresaron en la medianoche en la casa de Cáceres para atacarla con varios disparos que le arrebataron la vida a la mundialmente reconocida ambientalista hondureña.

La comunidad nacional e internacional sigue observando al gobierno hondureño y de manera constante exigen castigo para los autores intelectuales del asesinato de Berta, de hecho, en el Congreso de Estados Unidos se impulsa la “Ley Berta Cáceres para la defensa de los derechos humanos en Honduras”.

La familia de la ambientalista se ha pronunciado con relación al cierre del proyecto hidroeléctrico y ve la decisión como un triunfo de Berta Cáceres y del pueblo Lenca, una hija de la fallecida había advertido a DESA: “Te vas porque te vas”, mientras demanda el esclarecimiento definitivo y castigo para todos los ejecutores del crimen que cegó la vida de una mujer que se distinguió como defensora del ambiente, por eso lo llaman “Guardiana de los ríos”.

Fuente: El Ciudadano

quinta-feira, 27 de abril de 2017

A criminalidade e o enfrentamento do 'problema'

A criminalidade e o enfrentamento do 'problema'
No último Natal e Final de Ano, nossa cidade viveu um momento atípico em sua história.
Um cidade pacata se vê refém de uma situação inusitada, e porque não dizer, estranha ao modo de vida local.
Foram mortes encomendadas, crimes bárbaros, assassinatos de dia e de noite, em vias públicas, em locais centrais da cidade ou na periferia que produziram um efeito de medo com um misto de apreensão e terror nunca antes visto.
Quase uma dezena de jovens, na sua maioria, até os últimos dias, foram mortos por envolvimento no crime organizado, não só aqui em Tapes, mas também na região, onde se misturam os criminosos, mostrando que para eles inexistem fronteiras de atuação e de localização.
Segundo o que se apurou, pelos meios de comunicação por onde temos acesso ao que ocorre na cidade e região, se constatou que eles (os bandidos) estavam no comando, e até cancelamento de eventos públicos aconteceram, mostrando que realmente, eles estavam amedrontando a sociedade e estavam tendo êxito.
O que mais chamou a atenção naquele período, foi o que se comentou durante semanas, onde a insegurança estava na pauta dos boatos e de notícias escritas, faladas e televisionadas e sobre o 'problema' que Tapes enfrentava, diante da realidade, onde a falta de empregos eram as causas para tanta gente migrando para o crime, e outras opiniões desconexas da verdadeira causa disso tudo, não só aqui, mas no Brasil como um todo.
O que não ouvi, li ou assisti pelos meios e nas Redes Sociais nas últimas semanas, foi alguém se lembrar do que ocorreu meses atrás, e parabenizar as forças policiais locais e regionais, pela enorme quantidade de prisões efetuadas, muitos, na sua maioria, ou senão, todas elas ligadas ao 'problema' do último final do ano.
Acompanho o que se publica em termos de notícias na região, em vários canais e meios, e nunca antes uma resposta das polícias foi tão eficaz e eficiente como tem sido, onde se derrubou a 'casa' de diversos criminosos, em diversos locais, aqui, nas cidades vizinhas e outras bem distantes.
De fato, o problema 'é a falta de emprego' o que possa ter motivado estas pessoas à buscarem esta alternativa de renda, que se mostra bem rentável, diante da quantidade enorme de bens acumulados por estes 'fora-da-lei'.
Mas não é só essa a realidade, e é outra 'a falta' que não se discute nos meios e pelos canais corretos, nas instituições certas, onde na escola não há meios de se realizar um bom trabalho de ensino, se os estudantes não tiveram a 'educação' necessária em seu meio familiar, onde deveriam educar seus filhos sobre coisas básicas, como: "Bom Dia", "Muito Obrigado", "com licença", "Por Favor", e outras palavras 'mágicas' que abrem diversas portas, menores digamos, mas com diferente caminho daquele 'portão' escancarado que existe para desviar os jovens do futuro.
Acredito numa tese de que existam duas categorias, que pelo o que sabemos, são as que menos investimento recebem dos poderes públicos que nos governam, e estes profissionais atuam de forma corajosa e destemida diante do 'problema' da sociedade.
Estão em duas pontas diferentes, mas ambas tem papel importante na diminuição e na contenção do 'problema', pois se na escola os professores não conseguirem frear e mudar os rumos de centenas, de milhares, milhões de crianças e jovens, serão nas ruas, nos becos, nas vielas e também nos grandes centros urbanos, até mesmo no 'seio da nação', onde estarão os 'fora-da-lei', os assassinos, os bandidos, que a Polícia vai enfrentar, vai prender e se houver reação, vai eliminar o 'problema' para a sociedade.
E quanto a raiz do 'problema', continuará crescendo, bem como as legiões de pessoas que continuarão na senda errada, sejam bandidos 'pé-de-chinelo', sejam até mesmo 'aqueles com foro privilegiado', que manterão o 'problema' e as ramificações da variada gama de lucros que o crime organizado amelheia, nas pequenas e pacatas cidades, ou nos grandes centros urbanos.
Bem dizia, décadas atrás o saudoso Darcy Ribeiro (1922/1997), com certeza filosofando sobre a ideia do filósofo Pitágoras (580/497 a.C.); "Eduquem as crianças, para que não seja necessário punir os adultos", lembrando ele o que seria o ideal para a sociedade; "Se os governantes não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios".
Parece até profecia do Darcy Ribeiro, e ela está se cumprindo!

Por Julio Wandam
Ambientalista