sábado, 14 de novembro de 2009

Árctico: degelo pode afectar um quarto da população mundial

Imagens: Internet
Árctico: degelo pode afectar um quarto da população mundial
As consequências do derretimento do Árctico são cada vez maiores e mais prejudiciais, segundo um relatório da World Wildlife Found (WWF)
Até 2100 um quarto da população mundial poderá ser afectado pelo aumento do nível do mar, segundo um relatório da organização internacional para a preservação da natureza, World Wildlife Found (WWF). O derretimento do gelo do Árctico pode aumentar o nível do mar em mais de um metro, causando a inundação de regiões costeiras. Em 2007, um estudo do Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) estimava uma subida do nível do mar de 59 centímetros. O documento apresentado agora pela WWF sugere um aumento de quase o dobro, chegando a mais de um metro.
Segundo o relatório, as temperaturas do ar no Árctico aumentaram quase duas vezes em relação à média global nas últimas décadas.
«O que este relatório nos permite ver são as (...) amplas consequências globais deste aquecimento», explicou o cientista Martin Sommerkorn, consultor para mudanças climáticas do programa da WWF para o Árctico.
A cadeia de implicações
As consequências do derretimento do Árctico são cada vez maiores e mais prejudiciais. Dados do relatório prevêem que a perda acentuada de gelo, com o crescente aquecimento global, pode influenciar o clima da região, resultando numa mudança da temperatura e dos padrões de precipitação na Europa e na América do Norte.
Estas consequências acabariam por afectar a agricultura, as florestas e os recursos hídricos, afectando directamente a população.
Além dos efeitos mais visíveis, há ainda a considerar aqueles que não são directamente perceptíveis. É o caso da quantidade de carbono que o gelo contém, chegando a «absorver» o dobro da quantidade que se mantém na atmosfera. Caso o gelo derreta, o carbono liberta-se na atmosfera, na forma de dióxido de carbono e metano, em níveis significativos. O metano, devido ao seu poder destrutivo, é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa.
O tratado de Copenhaga
«Este relatório mostra que é urgentemente necessário controlar as emissões dos gases do efeito estufa enquanto ainda podemos», disse Sommerkorn. «Se permitirmos que o Árctico fique quente demais, há dúvidas sobre se poderemos manter a cadeia de implicações desse fenómeno sob controlo», adiantou.
Uma medida considerada importante pelos cientistas é sem dúvida o acordo que vais ser assinado em Dezembro.
«Nós acreditamos que estas informações são críticas para se levar às pessoas diante do novo acordo sobre mudanças climáticas que será negociado em Copenhaga (Dinamarca) em Dezembro», afirmou Sommerkorn.
Este tratado vai ser a sequência do Protocolo de Kyoto.
Fonte: TVI

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