quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Quando teremos a inauguração do Bosque Municipal?

Imagens: Arquivo Os Verdes/Site Tapes.Com

Quando teremos a inauguração do Bosque Municipal?

“... vivemos sob a velha máxima jurídica segundo a qual se deve dar a cada um o que é seu: aos ricos o dinheiro, aos pobres, a miséria!...” - Gilmar Antonio Crestani
Em uma edição do Regional de Notícias (edição 209), jornal da região que desponta na qualidade editorial e na isenção ética frente a notícia que circula pelas comunidades da Costa Doce, encontramos uma nota do Colunista Cícero onde expunha a situação do ex-camping municipal de Tapes e comentário de autoridade do setor público, e que não coadunava com a realidade a época, ou no mínimo, por "desconhecimento de causa" da responsável, jamais existiu a ação de campistas "agredirem as árvores", o que iria macular a imagem de pessoas que possuem uma relação intrínseca com a natureza, e dita por quem deveria no mínimo saber sobre as reais condições do local antes deste governo, um local de referência para inúmeras famílias oriundas de diversas partes do Estado e país, que segundo a responsável pelo Turismo local, "eram os causadores dos danos na vegetação", que estariam se recuperando com o passar dos anos.
Quanto a parte estrutural (banheiros, lavatórios etc...) não entendemos se nos últimos quatro anos os "campistas" invadiram pelas cercas enferrujadas e cortadas nos fundos desta antiga área de lazer da cidade para depredar os prédios, estes abandonados ao tempo sem alguma manutenção ou conservação.
Como disse a responsável pelo setor ao Colunista Cicero, "seria assunto para vários cafézinhos", e acredito, no atual momento, tenha sido mesmo, pois muitas térmicas de café devem ter sido utilizadas para escamotear o tempo que se passou e nada a apresentar de proveitoso para ampliar as perspectivas de melhora no setor econômico de Tapes, no mínimo também durante os três meses de férias dos "turistas" agressores de árvores.
Quanto a necessidade de se discutir as ações e planejamentos para ativar as condições turísticas da cidade como um todo, encontramos algumas dicotomias claramente "sofistas" que acabam mostrando a real situação de desmando nesta área. Como falar em turismo em uma cidade que joga a cada dia mais esgotos para dentro da lagoa? Como falar em turismo se a falta de placas em locais perigosos na lagoa causaram em uma semana três mortes que abalaram famílias e a comunidade?

Alguns, que usam bazófias para iludir, dizem que a cidade cresce, com os prédios que se erquem sem a devida estrutura sanitária (fossa e sumidouro), e apenas ligam no velho estilo, o cloacal no pluvial. Com estes resíduos orgânicos chegando no mesmo local onde se banha nossos visitantes. Se for falar em turismo, deveríamos em primeiro lugar observar o que tínhamos, o que temos e tentar fazer com que seja ampliada a esperança de que um dia deveremos voltar a promover e proporcionar momentos de lazer e diversão a beira da lagoa dos Patos, para que tenhamos a certeza de que os responsáveis pela questão irão diminuir o consumo de café, seja de qual for a marca ou empresa cafeeira patrocinadora, para que a “conversa fique para depois” e possa brevemente mostrar à que veio nestas bandas de cá, a beira da laguna.
Em locais onde até "pedra equilibrada" vira ponto turístico, preocupa-me saber que existindo mananciais de águas em Tapes, não seja pensado algo durante as "beberagens" de café para melhorar as condições de lucros dos comerciantes, que se forem pesquisadas com isenção, irão dizer que "somente" diminuíram 50% dos lucros comparados aos anos anteriores. Dizem "os do Governo" que é culpa da crise mundial, e que o Barack Hussein Obama vai resolver tudo.
Outra situação, que julgo prudente expor aqui em minha coluna, é sobre as "justificativas" para tal ato, não aquelas que dizem privilegiar a natureza, mas aquelas que são "subliminares", como por exemplo, a necessidade de lucros do setor privado com os "turistas".

Leia-se "setor privado", os hotéis, pousadas, campings e outros locais onde se busca o contato com a natureza, seja qual for o custo ou o caminho à ser percorrido.
Quanto aos custos para manter o camping municipal fechado, na esperança de ser aberto um local de lazer para os tapenses e veranistas algum dia, não há justificativa para continuarem gastando dinheiro público, deveriam terceirizar como é "práxis" nos órgãos públicos onde falta competência, e de uma vez entregar ao setor privado o local para que possam lucrar com o apoio do setor público que abdica de lucrar e sustentar as despesas anuais de água, luz e outras necessárias à manutenção do local.
É por isso, que turismo bom é lá na Ilha de Florianópolis ou para quem quiser economizar e banhar-se sem risco, aproveitar o verão em Arambaré é uma boa dica desta coluna, que não vai usar “megafone” para dizer isso aos incautos banhistas de nossa amada Namorada da Lagoa, que para alguns, até Viúva já está, devido a suposta morte da Lagoa, se ninguém fizer algo.
Por Júlio Wandam
Ambientalista

Um comentário:

Gabriel Garcia disse...

Dizer o que... Neste teu blog tenho lido as coisas mais sensatas a respeito de nossa cidade!