domingo, 29 de setembro de 2013

Viva a Água por Renato Zenker

Viva a Água
Por Renato Zenker*
O tema água, talvez seja o mais importante nesse momento, porque o homem está agredindo as reservas hídricas de forma assustadora. Os cursos d’águas estão recebendo os mais diversos efluentes e resíduos produzidos pela humanidade. Quanto maior o aglomerado humano, maior a produção desses agentes poluidores da água.
Mesmo que a poluição da água cause grande preocupação, existem outros fatores que perturbam o futuro, como é o caso da escassez da água em muitos locais. Isso se deve a má distribuição das chuvas e a falta de infiltração nas cabeceiras.
A quebra do ciclo da água na Natureza é determinada pelos dois fatores apontados. A seca tem colocado, muitas vezes, a economia primária de joelhos.
Alguns analistas concluem que a seca deve ser compensada com infraestruturas de armazenamento de água nos períodos chuvosos. Essa ação resolve só em parte o problema, pois sem a contribuição das fontes abastecedoras enfraquece o sistema, ainda mais na irrigação a primeira parcela de água vai para o déficit do solo comprometendo grande parcela de energia e água. 
Nesse momento de intensa atividade agro-silvo-pastoril, quando o agronegócio ocupa importante espaço na mídia a água é tida como insumo da geração de alimentos no continente. É imperioso que se faça um alerta no sentido do grande potencial de produção que representa os dois terços de superfície líquida do planeta. Com isso lembramos que a poluição gerada pela agricultura (defensivos e sedimentos), não pode prejudicar a qualidade da água para não comprometer a existência dos animais e plantas aquáticas.  Isso não tem sido observado.
No dia vinte e dois de março, se comemora o Dia Mundial da Água, data instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas) na década de noventa, com a finalidade de chamar a atenção para a sua importância em relação à vida. 
Não podemos esquecer a fórmula dos Rios Vivos. Controlar secas e enchentes devem ser obtidos com projetos revitalizadores dos ecossistemas, para ter uma água de qualidade e em quantidade suficiente. Nesse caminho devem estar os produtores das cabeceiras produtores de água, que devem ser remunerados para reativar ou manter as vertentes estabilizadoras dos cursos de águas.
O Rio Grande do Sul deve cuidar de suas águas, não só pela riqueza de seus mananciais, mas por possuir a maior extensão de litoral do mundo com 620 quilômetros e com ambientes únicos com extensa faixa de praias e o maior complexo do Brasil de lagoas costeiras interligadas, somadas a um paisagismo diversificado e rico cada um com sua característica particular de beleza.
O nosso compromisso é lutar pelo pleno tratamento de esgotos residenciais e industriais, adequação de um sistema de saneamento dos resíduos sólidos e humanização dos sistemas produtivos.
É sonho? Garanto que não. Pensem nesse assunto enquanto nos preparamos para o próximo texto sobre erosão e conservação do solo. Fique esperto e continue nos prestigiando. 
*Engenheiro Agrônomo
Fonte: REDE Os Verdes/via e-mail

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