quinta-feira, 11 de março de 2010

Declarações de Lula geram constrangimentos na base

Este homem é formado com curso superior, um jornalista Cubano que faz greve de fome para que se libertem os presos políticos na Ilha de Fidel. Este se parece com os criminosos brasileiros?
Declarações de Lula geram constrangimentos na base
Da Agência Estado
A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comparou os presos políticos cubanos a criminosos comuns de São Paulo, em entrevista à Associated Press, irritou parlamentares e deixou de saia justa até a base aliada do governo no Congresso, incluindo membros do seu próprio partido, o PT. Entre os mais constrangidos estão os que sofreram prisão política na ditadura militar. Hoje, foram registrados novos protestos da oposição contra o presidente e poucos levantaram a voz em sua defesa.

Com ar de incredulidade, o deputado José Genoino (PT-SP), preso político da guerrilha do Araguaia (1971-1974), disse que não entraria no mérito da declaração por não ter entendido o contexto, mas demonstrou postura radicalmente oposta em relação ao caso: "o que posso dizer é que, por princípio, sou contra prisões por razões políticas", disse.

Militante histórico da esquerda e defensor ardoroso da revolução cubana, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) também tem reservas à atitude de Lula. "Ele perdeu a chance de jogar luz sobre a situação dessas pessoas e até de negociar uma eventual troca de presos com os Estados Unidos, usando a boa interlocução que tem com os dois países", observou.

Na entrevista, Lula pediu respeito às decisões da Justiça cubana sobre a prisão de opositores do regime comunista da ilha. "Greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para libertar pessoas", afirmou o presidente. "Imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem libertação", comparou.

"Ele atuou contra os interesses do Brasil e a favor da ditadura cubana", criticou o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), ex-guerrilheiro de esquerda expulso do País nos anos de chumbo. Gabeira reconhece o direito de Lula de ser contra greves de fome, mas não entende sua "miopia" em relação à situação política de Cuba. "Ele confunde prisioneiro de consciência com bandido, luta pacífica pela democracia com assalto à mão armada", afirmou.

No plenário da Câmara, alguns parlamentares de oposição se revezaram em críticas contundentes às declarações do presidente. "Até quando o presidente Lula vai continuar apoiando ditaduras sanguinárias? Quantos mais terão que morrer?", indagou o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA).

Ninguém subiu à tribuna para defender o presidente, mas alguns aliados deram declarações isoladas em sua defesa. "Ele procurou preservar sua função de chefe de Estado", disse o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP). "Quando se trata de assunto interno de outro país, o presidente não pode ficar fazendo comentários", explicou.

Fonte: G1

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