sexta-feira, 2 de março de 2012

Um lixeiro suíço para limpar o espaço

Imagem gerada por computador do lixo espacial em órbita da Terra
Um lixeiro suíço para 
limpar o espaço
Por Simon Bradley
Cientistas suíços planejam lançar um satélite equipado com tentáculos para limpar a grande quantidade de detritos na órbita terrestre.
Pesquisadores da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) esperam conseguir lançar até 2016 o protótipo do satélite "CleanSpace One", estimado em 11 milhões de dólares, que deverá ajudar a resolver o problema do lixo espacial.
"É hora de fazer algo para reduzir a quantidade de lixo que flutua no espaço", disse o astronauta suíço e professor da EPFL, Claude Nicollier, a jornalistas reunidos em Lausanne.
Após dois anos de pesquisas, os cientistas suíços que desenvolveram o projeto CleanSpace One pretendem construir o primeiro protótipo de uma família de satélites de limpeza. Sua primeira missão espacial será alcançar um dos dois satélites suíços - o SwissCube ou o TIsat, lançados em 2009 e 2010, respectivamente.
Várias outras organizações, incluindo as agências espaciais alemã, russa, europeia e a NASA, também estão se concentrando sobre o problema internacional do lixo espacial, mas os suíços esperam ser os primeiros a se tornarem operacionais.
Desafios técnicos
No entanto, ainda restam muitos desafios. O primeiro envolve a propulsão. Uma vez lançado ao espaço, o "lixeiro" de apenas 30x10x10 cm terá que ajustar sua trajetória com precisão para alinhar com a órbita do alvo usando um novo motor ultracompacto que está sendo desenvolvido na EPFL.
Quando o aparelho se aproximar de um dos satélites – que viajam a 28.000 quilômetros por hora, a 600-700 km acima da superfície da Terra – ele terá que agarrá-lo e estabilizá-lo.
Inspirado no mundo animal e vegetal, a equipe planeja desenvolver um mecanismo tipo tentáculo para ajudar a segurar o objeto. "A natureza tem uma maneira de ser muito eficiente em termos de energia. No caso das águas-vivas ou anêmonas, elas podem pegar objetos de formas diferentes, que estão caindo ou passando. Vamos usá-las como exemplos", explica Muriel Richard, vice-diretor do Centro Espacial Suíço, à swissinfo.ch.
Finalmente, quando o lixeiro tiver agarrado o pedaço de lixo, ele irá "desorbitá-lo" acionando seus motores para que ambos caiam juntos novamente na atmosfera da Terra, se desintegrando na reentrada.
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