segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Bandeiras americanas fincadas na Lua ainda estão de pé

O astronauta John Young e a bandeira deixada pela Apollo 16, em 1972
Bandeiras americanas fincadas na Lua ainda estão de pé 
Para especialistas, sombras mostram que objetos deixados pelas missões Apollo permanecem no local
Imagens feitas por uma sonda espacial da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, mostram que as bandeiras americanas fincadas na Lua pelos astronautas das missões Apollo ainda estão de pé, em sua maioria.
Segundo as fotos da Sonda de Reconhecimento Lunar (LRO, na sigla em inglês), todas as bandeiras ainda projetam sombras sobre o solo da Lua, o que sugere que elas estão como foram deixadas pelos astronautas. Apenas uma delas não está mais no lugar - a plantada pela missão Apollo 11, a primeira a chegar na Lua. A bandeira teria sido derrubada pela propulsão dos motores quando a nave decolou.
Todas as missões Apollo que chegaram até a Lua plantaram uma bandeira na superfície do satélite. Cientistas haviam examinado fotos desses locais anteriormente e haviam notado sombras que seriam das bandeiras, mas não tinham evidências disso.
Mas pesquisadores estudaram imagens dessas mesmas áreas a partir de vários pontos de vista e observaram sombras onde as bandeiras estão. Mark Robinson, que coordena a operação da câmera da LRO, dissem em seu blog que "as imagens mostram que as bandeiras certamente estão de pé e projetando sombras em todos os lugares, exceto no da Apollo 11".
Ainda de acordo com Robinson, da Arizona State University, "a forma mais convincente de ver que as bandeiras estão lá é observar o círculo de sombras que se forma com o registro de imagens feitas durante vários momentos do dia". "Pessoalmente, é surpreendente como as bandeiras sobreviveram à luz ultravioleta e às temperaturas da superfície lunar. Como elas estão, é outra questão", concluiu.
A LRO, cujo objetivo é mapear em alta definição a superfície lunar, iniciou sua missão na órbita do satélite em 2009. Entre as tarefas da sonda está identificar recursos minerais potenciais locais de aterrissagem para missões futuras na Lua.
Fonte: Estadão

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