sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Ambientalistas protestam contra hidrelétrica no Rio Pelotas-Uruguai

Ambientalistas protestam contra hidrelétrica no Rio Pelotas-Uruguai 
Em Porto Alegre, um protesto foi realizado para chamar a atenção sobre o alagamento de uma área de 6,2 mil hectares de Mata Atlântica
Manifestantes alegam que "o empreendimento não é ambientalmente viável devido aos graves danos ambientais e culturais não compensáveis e não mitigáveis".
O alagamento de uma região rica em biodiversidade para a construção da usina hidrelétrica de Pai Querê, na divisa do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, tem sido alvo de protestos de ambientalistas. Idealizada na década de 70 e ressuscitada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a obra está prevista para a região do Rio Pelotas na divisa entre os municípios de Bom Jesus (RS) e Lages (SC), mas aguarda licenciamento pelo Ibama.
Após uma parada devido à greve, os trabalhos foram retomados na semana passada. Por causa disso, um manifesto de repúdio foi entregue nesta quinta-feira ao Ibama, em Brasília. No documento, os manifestantes alegam que "o empreendimento não é ambientalmente viável devido aos graves danos ambientais e culturais não compensáveis e não mitigáveis".
Em Porto Alegre, um protesto foi realizado para chamar a atenção sobre o alagamento de uma área de 6,2 mil hectares de Mata Atlântica.
Entre os impactos apontados pelo pesquisador e professor da UFRGS, Paulo Brack está a ameaça a espécies raras de fauna e flora.
— O que sobrou de biodiversidade na região está presente justamente no local que será inundado — diz Back.
Responsável pela obra, o consórcio entre Votorantim Cimentos, Alcoa e DME Energética realizou, em março, uma série de audiências públicas para discussão do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima).
Na ocasião, entidades interessadas estiveram presentes para esclarecer pontos polêmicos. Os ambientalistas afirmam, porém, que as questões técnicas mais graves não foram contrapostas. O argumento da empreiteira é que o relevo do local que será inundado não é aproveitável para outros fins. A usina deve ter potência de 292 megawatts.
Com informações de ZH
Fonte: REDE Os Verdes/via e-mail

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