segunda-feira, 18 de junho de 2012

ACREDITE SE QUISER. A SANGA DA CHARQUEADAS VOLTOU A SER VIOLADA

ACREDITE SE QUISER. A SANGA DA CHARQUEADAS VOLTOU A SER VIOLADA
Aparentemente tudo indicava que isso jamais voltaria a acontecer. Depois de meses fechada até que instalasse uma estação de tratamento exigida pela FEPAM, exigência legal que levou anos e que somente ocorreu depois que o escândalo veio à tona, obrigando a FEPAM a afastar os técnicos responsáveis, acredite se quiser, ao que tudo indica, conforme denuncia de moradores valendo-se do mesmo esgoto público pertencente ao município que sai da fábrica e cruza o cemitério municipal a empresa ROSVARE teria voltado a lançar os seus efluentes na Sanga da Charqueada.
A água preta e fedorenta voltou a violar a sanga da Charqueada, a fauna e flora e toda a população ribeirinha.
   
O que intriga nessa reincidência e nessa afronta a todos e a tudo é a negligência do órgão licenciador que, depois de todo o longo histórico de violações legais, não ter se acautelado, antes do novo licenciamento, que a “estrutura” violadora não estava completa e definitivamente selada e eliminada. Os fatos e circunstâncias ainda não estão completamente esclarecidos, mas todos os indícios remetem ao uso do sistema de esgoto do município para essa afronta.
Esperamos que Ministério Público se pronuncie imediatamente, até porque titular das ações criminal e indenizatória. O município que sempre se omitiu vai continuar se omitindo?
E a FEPAM, hein? Não deveria ter se acautelado? Não deveria antes do novo licenciamento ter se certificado e exigido a destruição e fechamento definitivo da “estrutura” que historicamente violou a Sanga da Charqueadas?
Vai se responsabilizar por mais esse dano a Sanga? Nesses dias em que o mundo se reúne no Rio+20 para tentar salvar o planeta e os recursos naturais, essa reincidência é muito mais que uma afronta é o total desrespeito as leis e as autoridades constituídas. A sensação que a água preta e o mal cheiro causam é que o crime venceu. 
Fonte: Tapes.Com

Um comentário:

Rafael Fernandes disse...

Será necesário passar dos indícios aos fatos concretos. Primeiramente, deverá ser verificado junto à Licença de Operação do empreendimento se o tratamento de esgotos previsto autoriza a emissão de efluentes (pós-tratamento e dentro dos padrões ambientais) em recurso hídrico e se este local é a Sanga das Charqueadas. Em seguida, deverá ser exigido do órgão ambiental do Município (fiscalização), ou na sua omissão, junto ao MP, a coleta de amostras desses efluentes para análise fisico-química. A composição desses efluentes difere-se do esgoto doméstico que predomina Sanga. Se este assunto tivesse o acompanhamento daqueles que são eleitos e pagos para defender os interesses do Município seria melhor (entre os quais a preservação do meio ambiente, consagrada na Lei Orgânica); na sua omissão ou ausência, agirá a entidade ambientalista, até que haja um vereador competente para tal nesta cidade!