domingo, 17 de junho de 2012

Países concordam em legislar sobre oceanos e lançar objetivos de sustentabilidade

Países concordam em legislar sobre oceanos e lançar objetivos de sustentabilidade 
Por Maria Denise Galvani e Lilian Ferreira
Já com dois dias de atraso, as delegações dos países que negociam na Rio+20 conseguiram avanços concretos em apenas dois assuntos: os Estados vão regulamentar a biodiversidade e recursos naturais dos oceanos, que hoje permanece em uma zona cinza na legislação internacional; e serão criados Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Entretanto, prazos e metas ficam para um grupo de trabalho a ser criado. 
A Rio+20 é a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece no Rio até o próximo dia 22. No dia 20, os chefes de Estado chegam para trabalhar em cima de um texto já fechado, diz o governo do Brasil. A alta cúpula, então, irá debater como implementar as decisões tomadas pelos negociadores. 
O secretário-executivo da comissão brasileira para a Rio+20 Luiz Alberto Figueiredo, minimizou as discordâncias que ainda permanecem sobre outros temas. "Existem várias maneiras de se avançar nesses assuntos, há como matizar a linguagem de uma forma que seja aceitável para todos e leve aos mesmos resultados", afirmou. "A busca pela linguagem certa continua e vai ser encontrada." O embaixador disse isso ao tentar explicar que as discussões sobre o texto muitas vezes embarram em quais palavras usar no documento. 
"Revisamos cerca de 50 parágrafos do texto e persistem dificuldades em não mais do que cinco. Destes 50, tínhamos antes uns 30 não acordados", afirmou. Questionado pelo UOL sobre quanto do texto já teria acordo, o embaixador não foi específico e apenas disse que avançou frente aos 38% que já tinham sido fechados até sexta. 
Outra questão cujo texto foi "quase fechado", segundo Figueiredo, é o papel do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O documento final deve limitar-se a falar em fortalecimento do programa, enquanto alguns países pediam que ele fosse promovido à categoria de agência. Assim, ele teria mais autonomia e capacidade de implementação, com o que o Brasil não concorda. Apesar disso, Figueiredo disse que "o Pnuma não sairá desta conferência da mesma forma que entrou". 
Fonte: REDE Os Verdes/via Facebook

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