segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Atum fortemente atingido pelo derrame do Golfo

Extensão do Derrame - Imagem ESA
Atum fortemente atingido pelo derrame do Golfo
Satélites avaliam impactos de maré negra em habitats
 O derrame de petróleo no Golfo do México não podia ter ocorrido em pior altura para o atum-rabilho: tinham chegado à região para a desova. Os satélites estão agora a ajudar a avaliar os danos do desastre neste habitat. 
Um dos maiores peixes, capaz de atingir o tamanho de um Volkswagen Beetle, vem para o Atlântico, todos os anos, de Janeiro a Junho. O pico da época de reprodução no Golfo é Abril e Maio – precisamente quando dez milhões de litros de petróleo por dia estavam a ser derramados nos mares, na sequência da explosão da torre petrolífera Deepwater Horizon, a 20 de Abril.
O atum, de grande valor comercial, reproduz-se em águas superficiais, com as fêmeas a libertarem os ovos e os machos a segui-los para os fertilizarem. A presença de petróleo na superfície pode danificar os ovos, as larvas e até os adultos. Com os ‘stocks’, no Atlântico ocidental, a decrescer a uma taxa de 82 por cento nos últimos 30 anos é imperativo que a espécie possa reproduzir-se sem interferências. 
Num esforço de salvaguardar as zonas de desova, a Ocean Foundation – uma organização sem fins lucrativos envolvida na protecção dos oceanos e das suas espécies – precisou de saber quais os habitats da região nordeste que tinham sido mais afectados. Dados de radar do satélite da Agência Espacial Europeia (ESA), Envisat e outros europeus e internacionais foram usados para produzir mapas semanais com a localização, forma e tamanho da mancha de petróleo.
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