quarta-feira, 21 de julho de 2010

Conheça os 5 piores desastres ecológicos da atualidade

 Conheça os 5 piores desastres ecológicos da atualidade 
 O Mar Aral foi reduzido a dois quintos de seu tamanho original devido a obras do governo soviético nos anos 60 
 O desastre ecológico causado pela explosão de uma plataforma de petróleo no Golfo do México chocou a comunidade internacional ao se tornar o pior vazamento de petróleo da história. Contudo, aparentemente já controlado, o vazamento provocado pela BP ainda é pequeno comparado a outras tragédias ecológicas que afetam o planeta há décadas. Confira a lista elaborada pela revista americana Foreign Policies dos cinco piores desastres da atualidade: 
Nigéria
Os vazamentos de óleo são uma tragédia constante na Nigéria. Estimativas apontam que desde 1966, 546 milhões de barris de petróleo foram despejados no delta do rio Níger. Existem aproximadamente 2 mil pontos de vazamento na região, alguns deles abertos há décadas. As companhias petrolíferas que operam no país dizem que ladrões e sabotagem são responsáveis pela maioria deles, mas ativistas locais culpam equipamentos antigos e falta de segurança. Além disso, o país também vem registrando um aumento de explosões de oleodutos, como a que matou mais de 100 pessoas nos arredores de Lagos, em 2008. 
China
O crescimento industrial chinês tem uma forte dependência na indústria carbonífera, que representa 70% do fornecimento de energia do país. Acidentes nas minas provocam a morte de 13 operários todos os dias na China. Contudo, nada se compara aos 62 incêndios subterrâneos que estão em andamento na região da Mongólia Interior desde 1962. Cobrindo uma área de aproximadamente 4,8 mil km, os incêndios queimam anualmente 20 t de carvão - mais do que toda produção da Alemanha. Estimativas apontam que esses incêndios sejam responsáveis por 2% ou 3% de toda emissão de carbono por combustíveis fósseis. Uma nova iniciativa do governo da região visa diminuir os incêndios pela metade até 2012. 
Haiti
Haiti e República Dominicana dividem a mesma ilha e tem as mesmas condições geográficas e climáticas. Contudo, o Haiti historicamente sofre muito mais com terremotos, tempestades e furacões. A razão para este fato pode estar no constante desmatamento das florestas do país - a principal fonte combustível do Haiti -, que consome 30 milhões de árvores por ano. O desmatamento, iniciado em 1942, já extinguiu 98% das florestas haitianas. Sem raízes para fortalecer o solo, a probabilidade de terremotos e furacões provocarem deslizamentos de terra é muito maior. Além disso, as erosões do solo, que era de alta qualidade, também devastaram o setor agrícola do país. 
Mar de Aral
Localizado na fronteira do Uzbequistão com o Cazaquistão, o Mar Aral já foi o quarto maior depósito de água continental do mundo, abrigando mais de 20 espécies de peixes. Porém, no início dos anos 60, o governo soviético começou construir mais de 45 barragens e 32 mil km de canais em um esforço para criar uma indústria de algodão nas planícies desérticas do Uzbequistão, o que eliminou fontes importantes do Mar Aral. Nas três décadas seguintes, o rio diminuiu para dois quintos de seu tamanho original. As reservas de água da região estão em níveis perigosamente baixos e o solo contém pesticidas das fazendas de algodão. Anualmente, quando fortes ventos atingem o leito do mar, que está seco, espalha até 75 milhões de toneladas de poeira e sal pela Ásia Central. Contudo, graças a barragens construídas no lado cazaque na última década levaram a uma recuperação parcial do mar. 
Oceano Pacífico
Localizado entre a Califórnia e o Havaí, está o maior depósito de lixo do mundo - uma grande combinação de plásticos e restos que tem uma vez e meia o tamanho dos EUA e está a 30 m de profundidade. Descoberta em 1997, a "mancha" é produto de uma corrente do Pacífico Norte que pega o lixo da Costa Oeste americana e do leste da Ásia. Dentro da mancha, os pedaços de plástico superam o plâncton em peso em uma escala de 6 para 1 e os resíduos químicos deles afetam os peixes consumidos pelos humanos. De acordo com o Programa Ambiental da ONU, existem 46 mil pedaços de plástico a cada 1,6 km² (uma milha) nos oceanos e isso seria a causa da morte de mais de um milhão de pássaros e de 100 mil mamíferos anualmente.
Fonte: Portal Terra

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