segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ambientalistas são mortos em chacina com cinco vítimas no Paraná

Crime brutal
Ambientalistas são mortos em chacina com cinco vítimas no Paraná
Vítimas levaram tiros nos olhos e na nuca
SÃO PAULO - Cinco homens foram encontrados mortos na madrugada deste sábado, no município de Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. Eles estavam amarrados e foram mortos com tiros na cabeça. Entre as vítimas, estavam três ambientalistas.
Os cinco amigos estavam em uma casa na área rural de Piraquara. O imóvel pertence a Jorge Roberto Carvalho Grando, funcionário da prefeitura de Pinhais, onde foi secretário de meio ambiente. Ele, o irmão Antonio Grando, que também era funcionário da prefeitura de Pinhais, o empresário Gilmar Reinert, o funcionário da Colônia Penal Agrícola de Piraquara, Valdir Vicente Lopes e Albino Silva, vizinho de Jorge e funcionário da Sanepar foram mortos por volta de meia noite desta sexta-feira. 
"O Jorge era uma pessoa maravilhosa, amigo de todos. Era uma pessoa que dedicou a vida a combater a miséria ambiental e a miséria social"
Os policiais militares e civis foram os primeiros a chegar à casa. Os corpos estavam com as mãos amarradas e marcas de tiros na nuca e nos olhos. Roupas, objetos e documentos estavam espalhados pela casa.
A polícia suspeita de roubo seguido de morte, mas não descarta a hipótese de execução.
Os amigos dos ambientalistas estão inconformados com a morte brutal.
Imóvel onde a chacina ocorreu em Piraquara - Reprodução TV Globo
Jorge Grando era um defensor do meio ambiente. Ele fundou uma associação para proteção das nascentes do Rio Iguaçu e de outros mananciais de Piraquara, município que fornece água para Curitiba e boa parte da Região Metropolitana.
- O Jorge era uma pessoa maravilhosa, amigo de todos. Todo mundo gostava dele. Era uma pessoa que dedicou a vida a combater a miséria ambiental e a miséria social - diz Haroldo de Paula, amigo da vítima.
- Tudo o que eu aprendi na questão ambiental, preservação, principalmente na valorização do ser humano foi através do Jorge. A gente está perplexo. É uma perda irreparável - disse Irineu Nogueira, amigo.
A polícia fez a perícia do local por volta das 10h e ainda não possui indícios sobre quem teria cometido os crimes.

 Fonte: Jornal Hoje/TV Paraná
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