sábado, 27 de fevereiro de 2010

Lixeira flutuante ignorada no Atlântico Norte

Lixeira flutuante ignorada no Atlântico Norte
Investigadores comparam-na à Ilha de Lixo do Pacífico Norte
No Atlântico Norte existe uma lixeira flutuante de detritos de plástico de densidade comparável à Ilha de Lixo do Pacífico Norte, que tem sido "extremamente ignorada", revelaram investigadores.
Segundo um estudo de duas décadas apresentado no Encontro de Ciências do Oceano, que decorre desde o início da semana até sexta-feira, em Portland, nos Estados Unidos, os detritos flutuantes são constituídos por pedaços de plástico utilizado em inúmeros produtos de consumo, incluindo sacos. A investigação, realizada por cientistas e estudantes da Associação da Educação para o Mar (Sea Education Association), efectuou o maior e mais extenso registo de concentração de detritos de plástico realizado em qualquer oceano.
Os detritos foram recolhidos através de redes de malha fina, lançadas a partir de um navio de investigação, que recolheram detritos de plástico e pequenos organismos marinhos da superfície marítima, nas regiões das Caraíbas e Atlântico Norte.
Detritos encontrados eram maioritariamente de pequena dimensão
Kara Lavender Law, da Sea Education Association, referiu à BBC que os pedaços de plástico recolhidos pelas redes eram maioritariamente de pequena dimensão (um centímetro de largura) e que "mais de 80 por cento das recolhas foram feitas entre os 22 e os 38 graus norte". A densidade máxima de concentração de detritos de plásticos encontrada foi de 200 mil pedaços por quilómetro quadrado, "um máximo que é comparável à Ilha de Lixo do Pacífico Norte", salientou Kara Lavender Law. A investigadora realçou também não ser ainda possível estimar a área de concentração dos detritos, uma vez que "estão muito dispersos e são pedaços de plástico muito pequenos". O impacto destes detritos flutuantes no ambiente marinho ainda está por identificar, mas a investigadora assinalou que "muitos organismos marinhos consomem estes plásticos e isto tem um efeito negativo, particularmente nas aves marinhas".
Fonte: Ciência Hoje em Portugal

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