sábado, 6 de fevereiro de 2010

Ministro do Meio Ambiente alemão defende abandono de energia nuclear

Ministro do Meio Ambiente alemão defende abandono de energia nuclear
Berlim, 6 fev (EFE).- O ministro do Meio Ambiente alemão, Robert Röttgen, se manifestou claramente a favor de abandonar o mais rápido possível a energia atômica, contrariando a linha defendida por seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU), favorável a prolongar a vida das usinas nucleares.
Em entrevista publicada hoje pelo jornal "Süddeutsche Zeitung", Röttgen afirma que a energia nuclear "continua sem ter aceitação pela população ainda 40 anos após sua instalação".
Por esse motivo, o ministro recomenda a seu partido "planejar-se bem" se quiser manter sua aposta tão firme a favor dessa fonte energética.
No acordo de coalizão entre a CDU, sua ala bávara a CSU e os liberais do FDP, o Governo da chanceler Angela Merkel se apartou da linha empreendida pelo Governo social-de
mocrata verde há uma década. Essa linha estabeleceu uma vida útil máxima de 32 anos para as usinas.
O novo Governo se mostrou a favor de prolongar a vida das usinas modernas até que haja fontes alternativas capazes de satisfazer por completo as necessidades energéticas.
Na entrevista ao "Süddeutsche Zeitung", Röttgen assegura que o Governo apresentará até o segundo semestre um plano concreto de como substituir os reatores nucleares por usinas que operem com energias renováveis.
Embora não descarte a possibilidade de ampliar a vida útil das usinas nucleares, o ministro ressalta que a disposição de prolongá-lo deve ser apoiada em um "plano energético" claro.
Röttgen se distancia da opinião de seu colega de Indústria, o liberal Rainer Brüderle, que recentemente propôs que o Governo imponha uma taxa especial aos lucros obtidos pelas usinas que continuarem em funcionamento.
Em 2000, o Governo do então chanceler Gerhard Schröder pactuou com a indústria energética o fechamento gradativo, até 2021, das 19 usinas nucleares que havia então na Alemanha.
Desde então, duas já foram desativadas, mas nem todas as 17 restantes estão em funcionamento. Várias delas estão desativadas por sucessivos problemas técnicos.
Em torno de 30% da produção energética alemã provém de usinas nucleares.

Fonte: EFE

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