domingo, 29 de julho de 2012

Ativistas querem acabar com alvos de guerra que afundam no mar

Ativistas querem acabar com alvos de guerra que afundam no mar 
Três navios vão afundar em águas havaianas nos próximos meses, como parte do treinamento militar que a Marinha americana realiza a cada dois anos. Os ambientalistas estão se mobilizando para impedir a prática no futuro. Nos últimos 12 anos, 109 embarcações foram a pique durante o tiro ao alvo internacional, participam navios, aviões e submarinos de 22 países. 
Os ambientalistas dizem que cada estrutura que afunda no mar possui quilos de bifenilos policlorados, componentes que se acumulam em seres marinhos e podem ser neurotóxicos, além de asbesto e metais pesados.
A EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA) estima que cada navio-alvo gere 50 kg da substância. 
Os ativistas citam uma alternativa viável, já mencionada por especialistas militares, que poderia resolver o problema. No lugar dos navios, seriam usados alvos infláveis ou simulações. 
O impacto no mar ainda não foi dimensionado em sua totalidade. Os navios-alvo foram construídos antes dos bifenilos serem considerados tóxicos e em uma época em que as fábricas não eram obrigadas a informar sobre os produtos químicos tóxicos usados. 
A pedido da "New Scientist", Rainer Lohmann, da Universidade de Rhode Island, calculou os níveis de bifenilos que seriam jogados no mar. Segundo ele, não chegam a ameaçar a vida marinha significativamente. Mas disse que o treinamento "não é uma atitude ética". 
Os ambientalistas reclamam que a EPA considera ilegal qualquer despejo considerado tóxico em águas americanas, menos o que está sendo feito pela Marinha.
"A Marinha deveria seguir as regras como todo mundo", disse Todd True, do Earthjustice, em São Francisco, que representa três grupos que apresentaram uma reclamação formal contra a EPA em dezembro.
Fonte: New Scientist

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