sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Israel critica reconhecimento do Estado palestino por sul-americanos

 
Israel critica reconhecimento do Estado palestino por sul-americanos
Decisão mina os processo de paz no Oriente Médio, diz porta-voz da chancelaria
JERUSALÉM - Israel criticou a Argentina, o Brasil e o Uruguai na terça-feira, 7/12, por declararem o reconhecimento de um Estado palestino, dizendo que isso é uma "interferência altamente prejudicial" por parte de países que nunca fizeram parte do processo de paz no Oriente Médio.
"Eles nunca contribuíram para o processo...  e agora estão tomando uma decisão que vai completamente contra tudo o que foi acordado até agora", disse um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Yigal Palmor. "É um absurdo." 
Palmor disse que Israel vai transmitir sua decepção aos governos em questão e avisar "qualquer país que siga seu exemplo" que ele corre o risco de causar mais confusão em torno do processo de paz.
A Argentina anunciou na segunda-feira que reconhece a "Palestina como Estado livre e independente" e disse que a decisão segue as do Uruguai e Brasil, que no mês passado reconheceram um "Estado da Palestina baseado na fronteira pré-1967". 
Israel contesta a reivindicação palestina de controle de toda a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, terras que capturou da Jordânia na guerra de 1967 e nas quais desde então fixou grandes assentamentos judaicos.
"Tal declaração hoje apenas prejudica o processo de paz, porque simplesmente encoraja os palestinos a continuar resistindo, na esperança de que algum milagre caia do céu ou que a comunidade internacional imponha algum tipo de acordo a Israel", disse o vice-chanceler Danny Ayalon.
"E o importante é que os americanos tampouco aceitam isso", disse Ayalon à rádio do Exército de Israel.
A maior parte do mundo ignorou a declaração de um Estado palestino feita por Yasser Arafat em 1988. Mas, com o processo de paz murchando, o presidente palestino, Mohammed Abbas, disse que outras opções podem incluir buscar o reconhecimento do Estado palestino nas Nações Unidas - embora ele tenha admitido que seja pouco provável conseguir o apoio dos EUA.
 
Fonte: Reuters/Estadão

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