sábado, 11 de dezembro de 2010

Material ecológico reduz até 50% o custo final da construção

 Material ecológico reduz até 50% o custo final da construção
A produção de tijolos saltou de 1,5 mil para nove mil por dia para atender a demanda
Por Adriana Molina
Nos últimos dois anos, a busca pela sustentabilidade nas obras em Mato Grosso do Sul fez triplicar as vendas de materiais considerados ecológicos.
E por conta dessa conscientização da preservação do meio ambiente, o uso de produtos antes considerados tendência e com preços bem acima do normal, hoje, pelo aumento da demanda, já estão bem menores, e conseguem reduzir em até 50% o valor final de um empreendimento, se comparado a um comum. (Foto: Bruno Henrique. O uso de produtos ecológicos, e com preços elevados, hoje estão acessíveis por conta da demanda) 
O sócio-proprietário da Tecpan, Lucas Gonçalves Simões, por exemplo, teve que, no último ano, aumentar a produção de sua empresa de tijolos ecológicos em 500% para atender o mercado em franca expansão, saindo de 1,5 mil por dia para 9 mil. A média de imóveis construídos pela empresa, passou de meia casa por dia, para, no mínimo três. 
"As pessoas, além de estarem mais conscientizadas da importância da questão ambiental, elas também têm buscado economia de tempo e dinheiro.
Uma casa com esse tipo de material, que seria levantada em 10 dias com o tijolo comum, leva apenas quatro com o mesmo quantitativo de trabalhadores por conta do seu formato de encaixe e, nos materiais, somente no uso do cimento há uma economia de 60% - o que a torna um ótimo negócio", explica. 
Os tijolos comuns, que segundo a arquiteta Mariana Inácio representam 90% de uma obra, quando substituídos pelos ecológicos, feitos de solo e cimento (sem queima), bagaço de cana-de-açúcar, entulhos ou restos de obra, representam grande ganho ambiental. A cada mil unidades produzidas, de oito a 12 árvores de médio porte deixam de ser derrubadas para a fabricação da lenha usada na queima; a emissão de gases poluentes na atmosfera é zero, não há destruição dos mananciais e ainda possibilita o aumento da renda e oferta de emprego na fabricação, que é semi-artesanal. 
"E o ganho para o proprietário do imóvel também é expressivo. Dependendo do material usado, pode-se reduzir pela metade o custo total da obra", calcula a arquiteta, ressaltando que além dos tijolos, pode-se usar telhas e pisos ecológicos fabricados a partir dos mesmos materiais e sem queima, além de madeiras recicladas.
Aliado a isso, sistemas de reaproveitamento de água e aquecimento solar podem deixar o empreendimento ainda mais ecologicamente correto, além de proporcionar economia na manutenção mensal do imóvel.
 
Fonte: Correio do Estado

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