segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Lixão da Camélia: problema persiste, mesmo com interdição da FEPAM

Lixão da Camélia ainda aguarda decisão da Justiça para fechá-lo
Lixão da Camélia: problema persiste, mesmo com interdição da FEPAM
A interdição da FEPAM e o prazo para protocolo no órgão, em 09 de novembro, estabelecido para sanar com o problema do lixão de Tapes,  foram descumpridos pela Prefeitura e se mantém a situação como nos últimos 6 anos, após ingresso de Ação Popular que responsabiliza a Administração de Tapes pela degradação anterior a ação judicial e após o ingresso na Justiça para se ver sanada a questão.
No momento, se aguarda a decisão da Comarca de Tapes, estando conclusos ao juiz o volumoso processo, que com o passar dos anos permitiu também que se avolumasse lixos e agressões ambientais naquela área. 
Possivel foco de dengue com a chegada do verão
Passados anos a fio e descumprimentos contumazes de parte da Prefeitura, a situação começou a mudar quando do ingresso de documentos na Fepam em 23 de setembro e de lá para cá os trâmites foram agilizados devido a pressão da imprensa televisiva,  jornalística e blogueira na Rede de Computadores.
Tal iniciativa ocorreu de parte de diversos leitores e técnicos diversos nas áreas ambientais que pressionaram as editorias de jornais na TV a mostrar a situação para o Estado. 
A situação apresentada em outubro na TV em nada mudou agora em novembro
A continuidade dos despejos foi condenada pelo perito contratado pela justiça para abalizar com informações a decisão da Comarca local.
Caixa de inspeção vazando chorume pelo campo
Ele enfatizou em suas conclusões, quanto a operacionalidade do lixão em atendimento a L.O., quando em seu entendimento "não se efetivou, existindo lagoas de chorume expostas, obstrução de tubulação de gases, poços de monitoramento sem especificações, ausência de equipamento (trator) para cobrimento do material, inexistência de argila nas proximidades, cerca sem vedação permitindo a presença de animais e pessoas não habilitadas e deposição de material orgânico a céu aberto". 
Chorume acumulado filtra para dentro da terra
Terra arenosa é usada para tapar lixo
 Na visão do Perito "Assim a área do aterro/lixão não atendeu, no momento da vistoria, as condições e restrições expressas nas letras "d', "e" e "f" da Licença de Operação, por não ter havido a inspeção periódica e manutenção das instalações implantadas e adequada operação do aterro, os resíduos não são compactados com a argila, material recomendado pela Licença e normas técnicas, com área livre para acesso de pessoas e animais.
As conclusões do perito é algo que consiste em apenas 1% do problema, por não ter realçado a situação de crime ambiental e administrativo que se avoluma 13 anos, em 27 anos de crime ambiental permanente sem a coragem dos órgãos afetos ao problema de resolvê-lo.
Fonte: REDE Os Verdes/Imagens: Júlio Wandam - 27/11/2010

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