
MERGULHADORES BRASILEIROS DIZEM NÃO À EXTINÇÃO DOS TUBARÕES PELA PESCA INDISCRIMINADA
Evento em Copacabana abre Semana de Conscientização Pública
Rio de Janeiro - Mil barbatanas negras de tubarões feitas de cartolina – simbolizando apenas cinco minutos de pesca desses animais pela frota industrial global, que chega a 100 milhões de animais por ano – foram plantadas em Copacabana neste sábado para protestar contra a omissão do governo brasileiro ante o contrabando generalizado, e a venda legalizada, de barbatanas de tubarão das águas jurisdicionais brasileiras para os mercados asiáticos, bem como contra a fraca posição conservacionista da delegação brasileira junto à Comissão do Atum Tropical (ICCAT), que se reúne esta semana na França e não toma providências para reduzir a matança de tubarões e outras espécies amraçadas pela frota atuneira internacional.

“O Brasil tem a Presidência da ICCAT mas faz corpo mole quando o assunto é conservação, e nosso governo gasta bilhões de dinheiro público em subsidiar as frotas industriais pesqueiras que massacram tubarões, mas não move um dedo para preservar os milhares de empregos e a renda das comunidades costeiras que se beneficiam do mergulho e que têm nos tubarões um de seus maiores atrativos. Sem tubarões, o ambiente marinho sofre e a perda de empregos na indústria do mergulho é imediata”, disse o empresário do mergulho Paulo Guilherme Alves Cavalcanti, o “Pinguim”, um dos fundadores da Divers for Sharks – Mergulhadores pelos Tubarões, uma campanha que já reúne empresários, profissionais e amadores do mergulho em 128 países e que pretende fazer com que essa comunidade seja ouvida pelos legisladores e funcionários de organismos internacionais de pesca.

Segundo o ambientalista e escritor José Truda Palazzo Jr., co-fundador da Divers for Sharks junto com Pinguim, “os burocratas da ICCAT e do governo brasileiro estão acostumados a ouvir e atender apenas ao lobby da indústriua pesqueira, que segue minerando criminosamente nossa biodiversidade marinha. Esses funcionários públicos têm de começar a ouvir a sociedade brasileira como um todo, e aprender que o mergulho e a conservação geram empregos fundamentais para as comunidades costeiras que os mafiosos da pesca industrial indiscriminada estão ameaçando com sua ganância”.

Mais informações:
Paulo Guilherme Alves Cavalcanti – f. (21) 96654577
José Truda Palazzo Jr. – f. (51)99927429
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