segunda-feira, 1 de novembro de 2010

“Se houvesse uma alternativa, não faríamos testes com animais”

 
 “Se houvesse uma alternativa, não faríamos testes com animais”
O americano Michael Conn afirma que o uso de cobaias animais é uma necessidade da ciência e que a ideia de que os bichos são submetidos a crueldades nos laboratórios é fruto da desinformação
Por Marco Túlio Pires 
"Se a sua tia está sendo tratada de câncer de mama, se suas crianças e animais estão imunizados por vacinas, se seu pai fez cirurgia do coração ou se você tem um joelho artificial, você deve tudo isso à pesquisa animal." 
Em 2008, cansado de ver amigos deixando a pesquisa biomédica sob ameaças de ativistas contra a pesquisa com animais, o endocrinologista americano Michael Conn resolveu sair do anonimato e publicar o livro The Animal Research War, sem edição no Brasil. Nele, além de falar de pesquisadores que chegaram a ter suas vidas ameaçadas por radicais, Conn defende o uso de cobaias como essencial ao avanço da medicina. 
A publicação foi aclamada por renomados periódicos científicos como Science, Nature e New Scientist como um dos principais documentos na defesa da pesquisa animal. “Relatamos casos de profissionais que abandonaram carreiras de sucesso porque não queriam ver suas esposas, parentes e filhos em perigo”, escreveu Conn em uma coluna do jornal americano Washington Post em 2008. Orientado pelos colegas e advogados, o endocrinologista prefere não mostrar o rosto visando à própria segurança. 
Conn é também o diretor de pesquisa da Universidade de Saúde e Ciência do estado de Oregon (EUA) e editor-chefe dos periódicos científicos Endocrine, Contemporary Endocrinology e Reviews in Endocrine and Metabolic Disorders. Ele conversou com o site de VEJA e disse que, se os seres humanos vivem cada vez mais e melhor, isso se deve ao vasto conhecimento médico acumulado por meio de pesquisas com animais. 
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