domingo, 26 de junho de 2011

Ibama impede uso de agrotóxico para desmatar 3 mil hectares em Novo Aripuanã no AM

Ibama impede uso de agrotóxico para desmatar 3 mil hectares em Novo Aripuanã no AM
Galões contendo o material agrotóxico estavam escondidos no meio da mata 
O responsável já foi identificado e sofrerá as penalidades administrativas previstas na Lei de crimes ambientais (9.605/98), que prevê multa de quinhentos a dois milhões de reais 
Em missão de fiscalização da operação Guaricaya, desencadeada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Ronováveis, IBAMA, identificou na manhã desta sexta feira (24), cerca de 4 toneladas de produtos químicos, classificados como herbicidas altamente tóxicos, encontrados no quilômetro 160 da rodovia AM 174 que liga Apuí à Novo Aripuanã, no município de Novo Aripuanã-AM. 
De acordo com Cícero Furtado, coordenador da operação, a situação foi levantada pelo serviço de inteligência do IBAMA que identificou que o produto seria utilizado como desfolhante para destruição cerca de 3 mil hectares de floresta. O herbicida estava armazenado em local inadequado, escondido no meio da mata e seria pulverizado na floresta com o uso de aeronave, concluiu o coordenador. 
Três tipos diferentes de agrotóxicos foram identificados: 2,4 – D AMINA 72, U46BR, Garlon 480 e óleo mineral, que seria utilizado como fixador do herbicida nas folhas. 
Este tipo de defensivo agrícola é utilizado em lavouras de culturas agrícolas, para o controle de plantas daninhas, sendo necessária a emissão de receituário agronômico para aquisição e aplicação em doses específicas, acompanhada por um engenheiro agrônomo. Se forem aplicados inadequadamente, podem causar sérios danos ao ambiente como a poluição de lençóis freáticos, perda de diversidade biológica de solos, morte de animais e insetos, entre outros. 
O responsável já foi identificado e sofrerá as penalidades administrativas previstas na Lei de crimes ambientais (9.605/98), que prevê multa de quinhentos a dois milhões de reais. 
Para Silvia Alves, chefe substituta da fiscalização do IBAMA no Amazonas, a ação é resultados do trabalho que o instituto está realizando para controlar o desmatamento ilegal no sul do estado. Segundo ela, o IBAMA continuara com o monitoramento e a fiscalização o ano todo, com o objetivo de combater os crimes ambientais e evitar que outros municípios entrem na lista dos que mais desmatam na Amazônia.
Fonte: A Crítica

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