terça-feira, 17 de maio de 2011

Aumenta a chance de detecção de primeiras estrelas do Universo

Aumenta a chance de detecção de primeiras estrelas do Universo
Estrelas primordiais podem ter morrido em explosões de raios gama, que podem ser avistados por telescópios em órbita
As primeiras estrelas a aparecer no Universo não eram apenas imensas, mas provavelmente também giravam em alta velocidade, de acordo com novo estudo sobre a evolução estelar. Se isso for verdade, astrônomos têm uma maior chance de encontrá-las.
Essas estrelas primordiais morreram há muito tempo, mas cientistas conseguem algumas pistas de como elas eram ao estudar as gerações posteriores. Uma equipe de pesquisadores, liderada por Cristina Chiappini, do Instituto de Astrofísica de Potsdam, na Alemanha, analisou dados do VLS, um telescópio baseado no Chile, referente a um aglomerado estelar de 12 bilhões de anos.
 Eles encontraram um grande nível de “metal” nas estrelas – astrofísicos chamam de “metal” todos os elementos mais pesados que o hidrogênio e o hélio. Essa característica sugere que as gerações anteriores de estrelas tinham grande massa e giravam muito mais depressa que as atuais. Isso é importante porque estrelas com alta taxa de rotação podem viver mais e sofrer destinos diferentes das estrelas comuns. A descoberta é descrita na edição desta semana do periódico científico Nature. A teoria atual sustenta que o Universo nasceu há 13,7 bilhões de anos, numa explosão batizada de Big Bang. Nos 200 milhões de anos subsequentes, o Universo resfriou-se, ficando escuro e sem estrelas. 
As primeiras estrelas a nascer eram diferentes das atuais, que são compostas principalmente de hidrogênio, mas também contêm átomos pesados como oxigênio ou carbono. As primeiras eram quase que exclusivamente hidrogênio e hélio. Essas estrelas primitivas morriam cedo e, ao explodir, espalhavam pelo espaço os elementos que viriam a compor as gerações seguintes. Se as primeiras estrelas realmente giravam com intensidade, algumas delas devem ter morrido em explosões de raios gama, o que significa que os cientistas têm uma chance de detectá-las. Existem telescópios orbitais capazes de detectar explosões de raios gama do espaço com certa facilidade. 
Com informações da AP
Fonte: Último Segundo

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