terça-feira, 17 de maio de 2011

População impede entrada de carga de urânio no interior da Bahia

População impede entrada de carga de urânio no interior da Bahia
Moradores de Caetité acreditavam que material fosse lixo radiativo e barraram carregamento de 90 toneladas da estatal INB
Por Thiago Guimarães 
Moradores de Caetité (651 km de Salvador), no sudoeste da Bahia, impediram na noite deste domingo (15) a entrada na cidade de um carregamento de 90 toneladas de urânio da estatal INB (Indústrias Nucleares do Brasil).
Os moradores acreditavam que a carga era de resíduos nucleares, ou “lixo radiativo”. Portando cartazes com inscrições como “Caetité não é lixão”, centenas de manifestantes montaram uma barreira humana e impediram a passagem de cerca de dez carretas que transportavam o material.
Em nota, a INB negou que o material seja lixo nuclear. Informou tratar-se de concentrado de urânio disponibilizado pela Marinha, que seria reembalado em Caetité, onde a estatal possui uma mina de urânio, para envio à Europa para enriquecimento.
A INB produz parte do urânio utilizado nas usinas nucleares de Angra 1 e 2. Como o Brasil ainda não domina comercialmente o processo de enriquecimento de urânio, necessário à produção do combustível nuclear, o minério é enviado para enriquecimento no exterior.
Segundo a INB, a produção da minha de Caetité, de 400 toneladas por ano, caiu para 180 toneladas em 2010, o que motivou o empréstimo do urânio da Marinha para evitar compras no mercado internacional. O minério foi enviado de Iperó (SP) a Caetité porque a unidade na Bahia possui os equipamentos para embalar o minério para envio ao exterior.
Com o bloqueio feito pelos moradores, o material acabou sendo levado para um depósito da Polícia Civil no município vizinho de Guanambi. A manifestação teve apoio da Igreja Católica no município.
A estatal informou que o Ibama (Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e a Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear) foram informados sobre o transporte da carga, como é praxe nesses casos. O material era acompanhado pela Polícia Rodoviária Federal e equipes técnicas.
Fonte: IG Bahia

2 comentários:

ROBERTO MACHADO disse...

VOCÊ SABIA que a INB-Industrias Nucleares do Brasil colocou o "sistema de enriquecimento de urânio", instalado na Fábrica de Elemento Combustível no Municipio de Resende, conforme consta no documento da própria INB no processo trabalhista 0171300-86.1989.5.01.0026, como garantia de pagamento dos salários atrasados de Roberto Machado?
https://www.facebook.com/imoralidadepublica#!/imoralidadepublica

ROBERTO MACHADO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.