sábado, 7 de maio de 2011

Falsa ambientalista, organizava Safári para matar Onça no Pantanal

 Parceira do WWF e do Projeto Onça-social ("Projeto ONÇA FELIZ") foi flagrada realizando safáris para matar onças na RPPN de sua propriedade no Mato Grosso, conforme matéria do Jornal Nacional de 06/05/2011


VEJA COMO ERA BONITO O DISCURSO EM DEFESA DAS ONÇAS, da Biodiversidade...


"O pantaneiro não queima mata, só pasto", esclarece Beatriz Rondon. As queimadas, ela explica, só acontecem na época da vazante, quando ainda há água na planície para evitar que o fogo se alastre. No campo renascido, alimentam-se também centenas de outros amantes do capim, como capivaras, antas e veados. Num lance insólito, a presença do boi ajuda também a preservar a antes ameaçada arara-azul: a ave adora comer a castanha dos cocos de palmeira regurgitados pelo gado. E até a caça o bovino ajuda a combater: "O peão só caça quando tem fome. E com tanta carne à disposição, quem vai querer caçar? Dá muito mais trabalho", conta Beatriz.
CARNE ORGÂNICA 
Em 2001, a Fazenda Eldorado tornou-se a primeira a obter certificação para comercializar a carne orgânica. Hoje, com o apoio da ONG WWF, mais de 20 fazendas reúnem-se em torno de uma cooperativa para impulsionar o produto. A partir disso, os fazendeiros querem também investir no vitelo orgânico do Pantanal: em vez de vender o bezerro para engordar o planalto, a idéia é abatê-locom até 12 meses, seguindo os preceitos orgânicos.
Nesse quesito, criava-se apenas uma exceção à onça, feliz predadora dos milhões de cabeças do Pantanal e inimiga número 1 dos fazendeiros. "Caçar onça era uma das maiores emoções da minha vida", lembra Beatriz, uma antiga entusiasta da prática de dizimar felinos. Há alguns anos, porém, ela aprendeu a admirar a nobreza do bicho e sua importância para o Pantanal.
Por conta do centenas de espécies animais têm vivido aqui longe do risco de extinção.
FAMÍLIA NUMEROSA
Especialmente depois do surgimento do Projeto Onça-Social, criado pelo Fundo para a Conservação da Onça-Pintada. A idéia consiste em reembolsar os fazendeiros por cada rês que se comprove que foi morta pelo animal. Apoiado pela Conservação Internacional até meados deste ano, o projeto agora busca novos patrocinadores. Hoje Beatriz e dezenas de outros proprietários lutam pela preservação do felino.
Vídeo mostra ação de caçadores em matança de onças no Pantanal
As imagens mostram a caça clandestina em fazenda como atração turística. Onças eram abatidas por caçadores armados com espingardas e carabinas
Por Tatiane Queiroz Do G1 MS
O vídeo que faz parte do inquérito instaurado pela Polícia Federal para investigar a caça clandestina de onças no Pantanal de Mato Grosso do Sul revela como era a ação de caçadores clandestinos durante a matança dos animais. Segundo a PF, o vídeo foi enviado por um estrangeiro que teve acesso às imagens. O áudio é original do material enviado. A prática estava sendo vendida para outros países como uma atração turística.
Alerta> o vídeo contém cenas fortes:

Filmado em inglês como um vídeo-documentário de aproximadamente 20 minutos, as imagens contrastam o cenário de belezas naturais do Pantanal com cenas chocantes de matanças de onças pardas e pintadas feita por caçadores brasileiros e estrangeiros.
Em um dos trechos do vídeo aparecem caçadores com vestimentas camufladas (iguais as fardas do exército), armados com espingardas e carabinas. Em uma das cenas mais fortes, o caçador aponta a arma para o animal que está no alto de uma árvore e atira. Ferida, a onça despenca da árvore.

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Já em outro trecho do vídeo a prática se repete, mas desta vez com uma onça pintada. O animal está em cima da árvore, quando é atingindo pelo tiro de um dos caçadores.
O vídeo foi o estopim para o início das investigações que resultaram na operação Jaguar II, feita pela PF em conjunto com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama/MS). Na tarde desta quinta-feira (5), policiais federais e agentes do Ibama apreenderam peles e partes de animais abatidos além de armas e munições na Fazenda Santa Sofia, localizada no município de Aquidauana, a 130 quilômetros de Campo Grande (MS).
Em entrevista ao G1, a proprietária da fazenda, Beatriz Rondon, confirmou a apreensão de armamentos, munições, peles e crânios de animais feita pela Polícia Federal em sua propriedade na tarde de quinta. No entanto a fazendeira não quis dar maiores esclarecimentos.
Versão da fazendeira
O advogado de Beatriz, René Siufi, informou que as peles, crânios e galhadas de animais que foram apreendidos na propriedade são antigos, de caças que aconteceram há aproximadamente 40 anos. Ele informou ainda que todo o armamento aprendido na fazenda está em situação legal.
“Todas as armas e munições que estavam na propriedade são legalizadas e possuem cadastro no Exército porque a Beatriz é uma colecionadora de armas”, explicou o advogado.
Siufi afirmou, ainda, que a Beatriz nunca permitiu caças em sua propriedade e lembrou que ela faz parte da Organização Não-Governamental (ONG) Sodepan, fundada por proprietários rurais, ambientalistas, pesquisadores e empresários do setor turístico.
A fazenda Santa Sofia é considerada uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e faz parte da Associação de Proprietários de Reservas Particulares de Mato Grosso do Sul (REPAMS), apoiada por diversas instituições ambientais como a WWF-Brasil.
De acordo com a polícia, Beatriz Rondon não foi indiciada porque as investigações ainda estão em andamento.
Fonte: Rede Os Verdes/Rã-Bugio/via e-mail

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